PPGCR - Teses
URI Permanente para esta coleção
Navegar
Navegando PPGCR - Teses por Título
Agora exibindo 1 - 20 de 34
Resultados por página
Opções de Ordenação
Item Assimetria do balanço dos braços na doença de Parkinson e Caminhada Nórdica como estratégia de intervenção(2023-11-28) Araneda, Jéssica Andrea Espinoza; Pagnussat, Aline de Souza; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoA doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurodegenerativo crônico e progressivo, cuja prevalência está aumentando rapidamente como consequência do envelhecimento da população. O distúrbio da marcha é um dos sintomas mais comuns da doença e é a principal causa de quedas, limitação funcional e baixa qualidade de vida. Até o momento, as alterações nos parâmetros da marcha dos membros inferiores foram amplamente estudadas na DP. No entanto, o estudo do desempenho dos membros superiores durante a marcha tem recebido muito menos atenção na literatura. O balanço do braço (BB) ocorre naturalmente durante a marcha e estudos mostram que ele contribui para a recuperação da estabilidade, facilita o movimento dos membros inferiores e reduz o custo metabólico durante a marcha. Pessoas com DP geralmente apresentam diminuição da amplitude do BB no lado mais afetado do corpo, gerando assimetria do balanço do braço (ABB). Foi demonstrado que a ABB é um marcador motor precoce da doença, permitindo o diagnóstico diferencial em estágios iniciais e monitorando a progressão da doença. Além disso, as disfunções dos membros superiores são progressivas ao longo do tempo e podem afetar a qualidade da marcha, tornando seu estudo particularmente importante para melhorar o diagnóstico e o gerenciamento da DP. A caminhada nórdica (CN) é um esporte que consiste em caminhar com o uso ativo de dois bastões e, portanto, pode influenciar positivamente os parâmetros do BB e o desempenho da marcha em maior grau do que a caminhada livre. Considerando a importância dos parâmetros de BB para a marcha na DP, realizamos uma revisão sistemática com meta-análise para investigar as diferenças na ABB e em outros parâmetros de BB entre indivíduos com DP e saudáveis. Além disso, analisamos a relação entre a ABB, os parâmetros espaçotemporais da marcha dos membros inferiores e a progressão da doença. Os resultados mostraram, com moderada qualidade de evidência, que os indivíduos com DP têm maior ABB independentemente da fase da medicação (ON ou OFF) e do tipo de teste de marcha utilizado. A qualidade da evidência, muito baixa, sugere que também apresentam maior assimetria da velocidade do BB e menor amplitude tanto no braço mais afetado como no menos afetado. A meta-regressão indicou que à medida que a doença progride e os sintomas pioram, a ABB tende a diminuir. Em segundo lugar, criamos um protocolo de ensaio clínico com o objetivo de estudar os efeitos de um programa de CN sobre os parâmetros cinemáticos do BB em comparação com a caminhada livre e sua influência no desempenho dos membros inferiores, mobilidade funcional e qualidade de vida. Este é o primeiro estudo voltado para os efeitos da CN sobre a assimetria e a amplitude do BB e sua influência sobre os parâmetros espaço-temporais da marcha, portanto, pode fornecer novas evidências para a compreensão dos efeitos da CN sobre os distúrbios da marcha na DPItem Associação entre estimulação transcraniana por corrente contínua e órtese elétrica funcional na reabilitação do paciente com sequela de acidente vascular cerebral(Wagner Wessfll, 2020) Cunha, Maira Jaqueline da; Pagnussat, Aline de Souza; Cimolin, VeronicaO acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de incapacidade de longo prazo em adultos em todo o mundo. Após um AVC, ocorre um desequilíbrio inter-hemisférico que afeta negativamente a recuperação funcional. A queda do pé é uma deficiência comum após o AVC, a qual está relacionada a altos graus de deficiência motora, fraqueza ou falta de controle voluntário dos músculos dorsiflexores do tornozelo e/ou aumento da espasticidade dos músculos flexores plantares. Essas deficiências motoras geram adaptações biomecânicas da marcha que podem resultar em diminuição da velocidade da caminhada, da mobilidade funcional e da qualidade de vida. Dessa forma, a estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS) tem sido utilizada como uma alternativa terapêutica que pode ajudar a reestabelecer o equilíbrio inter-hemisférico, induzir plasticidade e auxiliar na recuperação do desempenho motor. Há evidências de sua utilização na melhora da mobilidade funcional e da força muscular do membro inferior parético. A estimulação elétrica funcional (FES) no nervo fibular através do dispositivo estimulador de queda do pé (Foot Drop Stimulator - FDS) tem sido utilizada como alternativa para corrigir o movimento do pé e tornozelo após o AVC. Os indivíduos crônicos pós-AVC normalmente obtêm resultados modestos com os métodos tradicionais de reabilitação. Acredita-se que a combinação da estimulação central e periférica poderia maximizar os ganhos na reabilitação dessa condição. Desse modo, o objetivo geral desta tese foi avaliar o efeito da tDCS e FES aplicada sobre o nervo fibular comum (FES convencional ou FDS) na reabilitação do membro inferior de indivíduos com hemiparesia crônica após AVC. Para isso, uma revisão sistemática com meta-análise (artigo 1), estudo quase experimental (artigo 2) e um ensaio clínico randomizado (artigos 3, 4 e 5) foram realizados. Os resultados encontrados no artigo 1 mostram uma baixa qualidade de evidência para efeitos positivos da FES no fibular comum na velocidade da marcha quando combinada com fisioterapia. A FES pode melhorar a dorsiflexão ativa de tornozelo, o equilíbrio e a mobilidade funcional. O artigo 2 mostra que o treinamento com FDS melhora o movimento ativo de dorsiflexão do tornozelo durante o ciclo da marcha, bem como a distância percorrida ao longo das sessões de treino. O artigo 3, 4 e 5 revelam que a tDCS parece não adicionar efeitos ao treinamento com FDS na melhora da mobilidade funcional, espasticidade, qualidade de vida e performance da marcha. Além disso, a tDCS não induz efeito adicional na melhora da plasticidade e do comprometimento motor do membro inferior de indivíduos com hemiparesia crônica após AVC. Consideramos esses achados relevantes, pois podem subsidiar a decisão clínica de usar ou não a tDCS nesta população. Considerando que não encontramos efeitos no modo de estimulação bi-hemisférico, mais ensaios clínicos, com diferentes montagens e protocolos de aplicação, são necessários para verificar se o tDCS é eficaz na reabilitação de membros inferiores após AVC em fase crônica. De modo geral, a FES no nervo fibular comum pode ser usada como uma terapia complementar para reabilitação de indivíduos com hemiparesia crônica após AVC.Item Avaliação da Autocompaixão, Qualidade do Sono e Dor Lombar em Adultos(2024-02-28) Ballejos, Kellen Greff; Reppold, Caroline Tozzi; Calvetti, Prisla Ücker; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoA dor lombar é uma das causas de incapacidade mais prevalentes no mundo, gerando problemas de saúde pública, impactos psicossociais negativos e altos custos para a sociedade através de demandas médicas. Existe também, uma alta prevalência de dor lombar no contexto universitário, considerando que os estudantes passam períodos prolongados em postura inadequada e sofrem interferências no sono. Nesse sentido, torna-se relevante aprofundar os fatores relacionados à dor lombar, medidas preventivas e tratamentos alternativos para o público adulto. Portanto, a presente tese é constituída por dois estudos. Artigo 1: Foi realizada uma revisão sistemática que objetivou investigar os benefícios das intervenções baseadas em autocompaixão na dor lombar e saúde mental de adultos. O protocolo de revisão foi registrado no PROSPERO (CRD42022376341) e o método foi realizado de acordo com as diretrizes do PRISMA. As pesquisas foram realizadas utilizando as palavras-chave "autocompaixão" e "lombalgia" em português, inglês e espanhol nas seguintes bases de dados: PubMed, LILACS, SciELO, PePSIC, PsycINFO, Embase, Scopus, Web of Science e Cochrane. Foram também realizadas buscas adicionais nas referências dos estudos incluídos. Trinta e três artigos foram identificados e analisados por dois revisores independentes utilizando o Rayyan, quatro destes estudos foram inclusos. O sistema RoB 2 foi utilizado para análise do risco de viés. Os principais achados sugerem que as intervenções de meditação por autocompaixão demonstram benefícios no tratamento da dor lombar, na redução da intensidade da dor e na melhoria da aceitação da dor. Artigo 2: Um estudo transversal foi conduzido com o objetivo de investigar o efeito da autocompaixão na qualidade do sono e dor lombar em universitários. A amostra de 134 universitários respondeu questões sociodemográficas e escalas psicométricas, entre elas, a Depression Anxiety and Stress Scales (DASS 21), Pain Catastrophizing Scale (PCS), Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) e Self-Compassion Scale (SCS). Os resultados demonstraram que a autocompaixão mediou aproximadamente 16.8% da relação de PSQ e nível de dor lombar. As análises sugerem que componentes da autocompaixão podem contribuir para o tratamento em intervenções clínicas e psicossociais para a prevenção e tratamento da dor lombar.Item Avaliação de biomarcadores cardiopulmonares, metabólicos e epigenéticos em indivíduos com esquizofrenia submetidos a um programa de treinamento combinado(2021) Skzypek, Caroline Lavratti; Peres, AlessandraA esquizofrenia se caracteriza como uma doença mental grave que leva o indivíduo ao isolamento social, ao sedentarismo e às várias comorbidades associadas como a obesidade e as doenças cardiovasculares. Esta tese teve como objetivo avaliar o impacto do treinamento combinado sobre a modulação de parâmetros epigenéticos, marcadores inflamatórios e de dano oxidativo, capacidade funcional e força muscular periférica em pacientes esquizofrênicos. Trata-se de um estudo quantitativo, intervencionista, descritivo e quase-experimental com pré e pós intervenção. Ao todo, 22 pacientes foram submetidos a um programa de treinamento combinado (exercícios aeróbicos e de força) durante 60 min, três vezes por semana e amostras de sangue, dados antropométricos, teste de caminhada dos 6 min e teste de força de preensão palmar foram coletados nos momentos pré-intervenção e 30, 90, 180, 270 dias após o início da intervenção. O treinamento combinado reduziu a massa corporal e o IMC em 90, 180 e 270 dias, aumentou a distância percorrida em 90, 180 e 270 dias e a força muscular periférica nos 30 dias após a intervenção. A atividade de CK aumentou em 90 dias, e a menor atividade de CK-Mb foi encontrada em 180 dias e 270 dias. Uma diminuição na atividade de HDAC2 foi encontrada em 180 dias. Além disso, foram encontrados um aumento significativo nos níveis de IL-10 em 90, 180 e 270 dias, uma redução significativa do TNF-alfa em 180, 270 e da leptina em 90 e 270 dias. Foram encontradas reduções significativas de TBARS em 180 e 270 dias e nitritos aumentados em 270 dias. Não ocorreram diferenças significativas nas IL-6, IL- 33, no AOPP e no cortisol. Dessa forma, acredita-se que o treinamento combinado é uma estratégia de intervenção não farmacológica com a capacidade de modular diferentes fatores relacionados com a esquizofrenia contribuindo para a melhora do quadro geral de saúde, bem como, na redução de comorbidades associadas.Item Avaliação multidisciplinar infantil: elaboração e validação de bateria de avaliação utilizando a Teoria da Resposta ao Item (TRI)(Wagner Wessfll, 2022) Kato, Sergio Kakuta; Reppold, Caroline Tozzi; Hauck Filho, NelsonObjetivos: Apresentar e discutir as propriedades psicométricas da Bateria Multidisciplinar de Triagem do Desenvolvimento Infantil - Funções Executivas (TDI FE), analisando estimativa de precisão e evidências de validade baseadas em sua estrutura interna e em variáveis externas. Além disso, apresentar os parâmetros psicométricos dos itens de consciência fonológica (CF) da Bateria Multidisciplinar de Triagem do Desenvolvimento Infantil - Linguagem (TDI-L), controlando possíveis vieses de respostas na modelagem de variáveis latentes. Métodos: A amostra do estudo foi composta por 382 alunos (6 a 8 anos). As propriedades psicométricas da TDI-FE foram analisadas através de Análise Fatorial Confirmatória (ACF) modelo unidimensional, unidimensional controlando vieses, Modelo de Equações Estruturais utilizados na busca de evidências de validade baseado na sua estrutura interna e externa. Estimativa dos parâmetros de dificuldade foram avaliados através de modelo de TRI e a acurácia da escala através da curva ROC. Itens de CF da TDI-L foram analisados por meio de modelos de TRI unidimensional, unidimensional com dependências locais e MIMIC, avaliando o funcionamento diferencial dos itens em função da idade. Resultados: Para TDI-FE, a AFC modelo unidimensional não foi eficiente para avaliar as FEs, pois não apresentou um bom ajuste. Controlando pela variável interveniente Fadiga, houve um melhor ajuste do modelo. A análise final incorporou variáveis externas, obtidas a partir do Modelo de Equações Estruturais, que apresentou um ajuste razoável. Através da Curva ROC, foi possível observar uma razoável acurácia do escore da FE na predição de déficit de FE. Também foi possível observar que o escore de FE proposto apresentou desempenho semelhante ao escore fatorial. Em ambas as escalas validadas como padrão ouro, 37 pontos no escore de FE está associado a uma sensibilidade de aproximadamente 70% e uma especificidade de 60%. Para TDI-L, observou-se um ajuste empobrecido para o modelo TRI unidimensional simples, já um excelente ajuste aos dados nos modelos TRI com dependência local e no MIMIC. Detectou se um efeito mínimo da idade diretamente nos itens para além do fator, mas esteve positivamente relacionada ao fator de CF, β=0,32, p=0,012. Conclusão: Os resultados mostraram que o TDI-FE apresentou boa estimativa de precisão, evidências de validade baseadas em sua estrutura interna e em variáveis externas, além de comprovar a necessidade de controle de vieses de resposta na modelagem de variáveis latentes, no caso, a Fadiga. Em relação aos itens de consciência fonológica da TDI-L, os parâmetros avaliados apresentaram potencial para verificar o desempenho de desenvolvimento infantil, visto que todos os itens apresentaram nível razoável de discriminação. A idade foi responsável por aumentos nos níveis no fator de CF, mas exerceu um efeito mínimo diretamente nos itens da escala. Ambas as escalas são alternativas eficiente para avaliação das funções executivas e consciência fonológica em fase de escolarização inicial, sendo instrumentos que apresentam baixo custo e fácil aplicação.Item Avaliação no ambiente clínico e suas implicações para reabilitação de pacientes com impacto femoroacetabular(Wagner Wessfll, 2021) Frasson, Viviane Bortoluzzi; Baroni, Bruno ManfrediniA presente tese é composta de 3 estudos. Artigo 1: O primeiro estudo teve como objetivo comparar a amplitude de movimento (ADM) do quadril e a força muscular entre pacientes com síndrome do impacto femoroacetabular (IFA) e sujeitos assintomáticos. Vinte pacientes com síndrome do IFA e vinte sujeitos assintomáticos passaram por avaliações, em ambiente clínico, de ADM do quadril e força muscular por meio da goniometria e da dinamometria manual, respectivamente. A ADM foi significativamente menor nos pacientes com síndrome do IFA para flexão passiva, rotação interna ativa, rotação externa ativa e passiva. Os pacientes com síndrome do IFA também apresentaram déficit de força de extensores, adutores e flexores do quadril em comparação com os assintomáticos. Artigo 2: O segundo estudo teve como objetivo comparar a ADM do quadril e a força muscular em pacientes com diferentes versões femorais (VF) e verificar se as medidas de ADM são capazes de predizer a VF. Trinta e um adultos jovens com dor no quadril foram submetidos a radiografias biplanares para quantificar a VF, além de avaliações da ADM do quadril e força muscular em ambiente clínico. Entre os 62 quadris avaliados, 18 apresentavam VF normal, 19 eram antevertidos e 25 retrovertidos. Os quadris antevertidos apresentaram maior amplitude de rotação interna, enquanto quadris retrovertidos apresentaram maior amplitude de rotação externa. Os três grupos apresentaram um índice de rotação do quadril (calculado pela diferença entre a rotação externa e a rotação interna) diferente, sendo este um preditor forte e independente da VF. Os pacientes com quadris antevertidos foram mais fracos em comparação aos pacientes com quadris retrovertidos para a rotação externa à 30°, abdução e adução. Artigo 3: O terceiro estudo teve como objetivo avaliar a capacidade prognóstica de características basais em pacientes com síndrome do IFA e determinar seu impacto para o desfecho de saúde destes pacientes. Cento e quarenta e cinco pacientes com síndrome do IFA, avaliados em ambiente clínico entre 2013 e 2019, foram reavaliados entre 1 e 8 anos após por meio do instrumento de avaliação do quadril iHOT-33. Quinze variáveis foram investigadas quanto à sua capacidade prognóstica. O ponto de corte do estado satisfatório aceitável para o paciente (PASS) do iHOT-33 foi estabelecido em 67 pontos, enquanto o escore delta do iHOT-33 foi definido como score final menos o escore inicial. Nas reavaliações se observou que 81 pacientes (56%) atingiram o PASS. Apenas o escore iHOT-33 inicial foi um preditor do PASS≥67. O escore iHOT-33 inicial, a VF normal e o índice de massa corporal foram capazes de predizer o escore delta do iHOT-33. Conclusões: A ADM do quadril e a força muscular se mostraram diferentes em pacientes com síndrome do IFA e sujeitos assintomáticos, assim como em pacientes com diferentes VFs. O índice de rotação do quadril se mostrou um forte preditor da VF dos pacientes. Apenas o iHOT-33 provou ser um fator prognóstico aceitável para pacientes com síndrome do IFA atingirem o PASS. Por outro lado, o iHOT-33 inicial, a VF normal e o índice de massa corporal foram capazes de predizer o escore delta do iHOT-33.Item Efeito de diferentes distâncias de corrida de rua no sistema imunológico, na funcionalidade do assoalho pélvico e na qualidade de vida de atletas(2023-11-27) Ribeiro, Joane Severo; Peres, Alessandra; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoA presente tese é composta de 3 estudos. Artigo 1: O primeiro estudo teve como objetivo analisar as concentrações de cortisol sanguíneo antes e após corrida em diferentes distâncias e a qualidade de vida de corredores de rua. 34 atletas coletaram sangue para dosagem do cortisol e responderam ao WHOQOL-bref de forma online. As concentrações de cortisol pré e pós foram significativamente distintas na amostra geral 0,001), e nos grupos das distâncias 21 e 42 Km (p<0,005). Em relação a QV dos atletas a autopercepção foi 67,25%, apresentou diferença significativa entre os domínios físico e psicológico (p=0,008), físico e social (p<0,001) e físico e ambiental (p<0,001), e nos grupos, conforme a distância, observou-se diferença entre os grupos (p<0,005). Artigo 2: O segundo estudo teve como objetivo compreender a influência da prática de corrida de rua nas perdas urinárias de atletas recreacionais. 42 atletas responderam ao ICIQ-SF e uma ficha de anamnese com informações gerais do indivíduo, sua saúde e sobre a prática de corrida. Identificou-se que não há associação entre as variáveis de treinamento de corrida: tempo de prática de corrida, volume de treino e duração dos treinos com a queixa de perdas urinárias, não havendo também relação com o sexo, idade e IMC dos atletas. Artigo 3: O terceiro estudo teve por objetivo verificar a relação do tempo de prática de corrida, distância percorrida e o sexo nos marcadores imunológicos de atletas recreacionais de corrida de rua. 32 atletas responderam a uma ficha de anamnese com informações gerais dos indivíduos e do treinamento de corrida, e realizaram uma colheita sanguínea antes e após um percurso de corrida, de 10 ou 21 Km. A IL6 teve relação entre tempo de prática de corrida e o sexo (p=0,021), razão IL6/IL10 houve relação com tempo de prática e sexo (p=0,012), razão IL1β/IL1ra houve efeito significativo na relação do tempo com a distância (p=0,034)Item Efeitos da Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea e da Terapia Manual Laríngea na Disfonia por Tensão Muscular: ensaio clínico randomizado(2023-12-13) Lemos, Isadora de Oliveira; Cassol, Mauriceia; Silvério, Kelly Cristina Alves; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoTrata-se de um ensaio clínico randomizado com objetivo de verificar os efeitos da TENS, da TML e das duas técnicas associadas em relação aos sintomas vocais e de dor musculoesquelética, qualidade vocal, medidas aerodinâmicas e níveis de tensão muscular em pacientes com DTM. Foram incluídas mulheres com idade entre 18 e 50 anos e com diagnóstico fonoaudiológico de Disfonia por Tensão Muscular. As participantes foram alocadas em três grupos de intervenção: G1 –TENS; G2 –TML; G3 –associação da TENS e da TML. As técnicas foram realizadas por 25 minutos, na frequência de duas vezes por semana, durante seis semanas. As mulheres foram avaliadas quanto aos sintomas vocais, sintomas de fadiga vocal, intensidade de dor musculoesquelética autorreferida em região perilaríngea e cervical; avaliação perceptivo-auditiva utilizando-se o protocolo GRBAS; tempos máximos de fonação (TMF), relação S/Z e níveis de tensão muscular com aplicação do protocolo Laryngeal Palpatory Scale. Para comparar médias entre os grupos, a Análise de Variância (ANOVA) foi aplicada. Na comparação de proporções, o teste qui-quadrado de Pearson, em conjunto com a análise dos resíduos ajustados, foi utilizado. A comparação entre os momentos e entre os grupos foi realizada pelo modelo de Equações de Estimativas Generalizadas (GEE) complementado pelo teste Least Significant Difference (LSD). Em relação aos sintomas vocais e de fadiga vocal, todos os grupos obtiveram redução significativa. Quanto ao sintoma de dor musculoesquelética autorreferida, os três grupos melhoraram em região superior das costas, região inferior das costas, músculo masseter e região posterior do pescoço. Em relação aos TMF, todos os grupos obtiveram aumento significativo de seu valor e na relação s/z não houve diferença estatisticamente significativa.Na avaliação perceptivo-auditiva, houve melhora de grau geral de desvio da qualidade vocal em G2 e G3, diminuição de soprosidade em G1 e aumento de soprosidade em G3 e diminuição de tensão vocal em G3. Em relação aos níveis de tensão muscular, destaca-se diminuição significativa de tensão à fonação na região perilaríngea no G3. Destacam-se os resultados do grupo de técnicas associadas com melhora de qualidade vocal, redução de tensão vocal, e de níveis de tensão muscular à fonação. Além disso, três produções foram realizadas, além do estudo principal, com os objetivos de revisar sistematicamente o uso da TENS em pacientes disfônicos e os sintomas de fadiga vocal na clínica vocal e de analisar os sinais e sintomas vocais e de dor musculoesquelética de mulheres com Disfonia por Tensão Muscular.Item Efeitos da Fotobiomodulação e do Exercício Aeróbico na Sobrevivência Celular e nos Mecanismos de Isquemia e Reperfusão: estudos na Insuficiência Cardíaca Associada ao Diabetes Experimental e em Cardiomiócitos Isolados(2024-07-09) Bahr, Alan Christhian; Dal Lago, Pedro; Türck, Patrick; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoIntrodução: As doenças cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca (IC) e a doença arterial coronariana (DAC), estão entre as principais causas de morbidade e mortalidade global. A IC, tem um processo fisiopatológico resultante de estressores celulares como hipóxia e interrupção da síntese proteica, afeta cerca de 2% da população nos países ocidentais e é exacerbada pelo diabetes mellitus tipo 2 (DM2) através do aumento do estresse oxidativo e disfunção mitocondrial. Essas condições induzem alterações celulares adversas, como atrofia de miócitos e autofagia deficiente. A fotobiomodulação (FBM) com luz não térmica de lasers ou LEDs minimiza a inflamação e melhora a defesa antioxidante, crucial para o reparo celular. As intervenções de revascularização para DAC, embora necessárias, carregam riscos significativos de lesão por reperfusão, marcada por dano celular agudo. A FBM tem potencial para mitigar esses efeitos, melhorando a função mitocondrial e a produção de ATP. Paralelamente, o exercício aeróbico (EA) melhora as funções cardíacas e músculo esqueléticas, modulando vias como Akt/mTOR, cruciais para a síntese proteica e hipertrofia muscular, além de promover a renovação celular. A combinação de FBM e EA promete melhorar os resultados das intervenções na reabilitação cardiopulmonar, com pesquisas contínuas sendo vitais para desenvolver tratamentos inovadores e não invasivos que maximizem esses benefícios. Objetivos: Investigar os efeitos terapêuticos isolados e combinados da fotobiomodulação e do exercício aeróbico sobre os mecanismos de estresse oxidativo, autofagia e apoptose em miócitos e cardiomiócitos, bem como suas implicações na melhora da função cardíaca e muscular em modelos de isquemia cardíaca, insuficiência cardíaca associada com diabetes mellitus tipo 2. Metodologia do Artigo 1: Foram utilizados dezoito ratos machos distribuídos em quatro grupos: Controle (CT), IC+DM (modelo de doença), Exercício+IC+DM (EX+IC+DM), e EX+IC+DM+FBM. DM2 foi induzido por dieta hiperlipídica (todo o experimento) e por estreptozotocina (0,25 ml/kg, i.p.), e a IC por ligadura coronária. Uma semana após a indução, iniciou-se um protocolo de oito semanas de FBM e EA. Avaliamos por western blot a expressão de proteínas relacionadas à apoptose (BAX, CASPASE-3, CASPASE-9, Anexina-V, P-ASK) e proteínas relacionadas à autofagia (mTOR, BECLIN-1, P62, LC3-I, LC3- II, Nrf2, PAKT). Resultados do Artigo 1: Não houve diferença significativa na expressão de apoptose e na maioria das proteínas de autofagia entre os grupos. No entanto, o grupo EX+IC+DM+PBM apresentou um aumento no Nrf2 (p=0,04), p-AKT (p=0,03) e LC3-I (p=0,005) em comparação ao grupo IC+DM, indicando melhora na sinalização de sobrevivência celular. Metodologia do Artigo 2: Cardiomiócitos H9C2 foram induzidos à hipóxia por 24h com 300 μM de CoCl2, seguida de 16h de reoxigenação em meio normóxico. As células foram tratadas com Laser GaAIAs (850nm, 1J/cm²) pós-hipóxia. Os grupos incluíram células em condições normóxicas (C), hipóxia e reperfusão sem tratamento (HR), e hipóxia e reperfusão com FBM (HR+FBM). A viabilidade celular e a expressão proteica foram avaliadas via MTT e Western blot, respectivamente. Resultados do Artigo 2: A FBM atenuou as alterações induzidas pela hipóxia/reoxigenação, aumentando significativamente a expressão de proteínas Nrf2, HSP70, mTOR, LC3II, LC3II/I, Caspase-9 e reduzindo a expressão de PGC-1α, SOD2, xantina oxidase, Beclin-1, LC3I e Bax, indicando uma redução no estresse oxidativo e modulação na autofagia e apoptose. Conclusão: Os estudos confirmam que tanto a FBM quanto a combinação de EA com FBM atuam como intervenções terapêuticas eficazes para melhorar a sobrevivência e funcionalidade celular em condições de doenças cardíacas e diabetes. As sinergias observadas entre estas modalidades sugerem a possibilidade de uma nova direção para tratamentos não farmacológicos, contribuindo para o manejo de doenças cardiovasculares como IC, DAC e diabetesItem Efeitos da suplementação de precursores de carnosina associada ao treinamento combinado sobre capacidade funcional e parâmetros bioquímicos em ratos com insuficiência cardíaca(Wagner Wessfll, 2020) Stefani, Giuseppe Potrick; Dal Lago, PedroO treinamento combinado tem sido associado a respostas positivas no estado clínico de pacientes com insuficiência cardíaca. Outras ferramentas não farmacológicas, como a suplementação de aminoácidos, podem melhorar ainda mais sua adaptação. Ao longo da trajetória no Laboratório de Fisiologia Experimental uma série de estudos com suplementos alimentares e treinamentos físicos foram realizados em modelos animais de insuficiência cardíaca a fim de observar os efeitos funcionais e moleculares. Sendo assim, o objetivo desta tese foi testar se a suplementação de precursores de carnosina (β-alanina e L-histidina) associada ao treinamento combinado (aeróbio e força) poderiam apresentar respostas melhores na capacidade funcional, variáveis bioquímicas de ratos com insuficiência cardíaca. Para os dois estudos foram utilizados 24 ratos machos Wistar. Todos os animais foram submetidos a cirurgia de indução de infarto agudo do miocárdio por meio da ligadura da artéria coronariana. Após o período de indução de insuficiência cardíaca, os animais foram divididos em três diferentes grupos: sedentários, treinamento combinado suplementado com placebo e treinamento combinado suplementado com β-alanina e L-histidina. Os animais foram submetidos a protocolos de treinamento de força em agachamento adaptado para ratos (3x/semana) e treinamento aeróbio contínuo em esteira para ratos (2x/semana). As modalidades de treinamento ocorreram em dias distintos. Animais suplementados com β-alanina e L-histidina receberam produtos por meio de gavagem (250 mg/kg/dia) diluídos em água destilada diariamente. Para placebo foi utilizado solução salina. Tanto treinamento, quanto suplementação foram realizados por oito semanas. Antes e após o período experimental, os animais realizaram testes máximos de capacidade funcional, força máxima e ecocardiografia. Ao término das últimas avaliações, os animais foram eutanasiados para seus tecidos serem coletados (coração, pulmões, fígado, gastrocnêmios e sóleos) e posteriormente analisados. A suplementação de β-alanina e L-histidina foi eficiente em aumentar o conteúdo de carnosina de músculos esqueléticos, no entanto, não aumentou o conteúdo de carnosina no coração. Não foram encontradas alterações nos parâmetros ecocardiográficos e morfológicos entre os grupos. A capacidade funcional e força máxima foram maiores nos grupos treinados, comparados ao grupo sedentário. Entretanto, o grupo suplementado com β-alanina e L-histidina demonstrou melhorar ainda mais estes parâmetros, comparado ao grupo treinado suplementado com placebo. Adicionalmente, a suplementação de β-alanina e L-histidina demonstrou menor estresse oxidativo, marcadores de inflamação e maior expressão de proteínas de choque térmico, expressão de mRNA de ATP1a2 e ATP2a2 no músculo esquelético, em comparação ao grupo sedentário. O treinamento combinado e a suplementação de β-alanina e L-histidina em ratos com insuficiência cardíaca melhoraram a capacidade funcional e os parâmetros bioquímicos de forma mais positiva que o treinamento isolado. A carnosina provocou adaptações positivas na resposta ao estresse celular no músculo esquelético e na expressão negativa de mRNA do transporte de cálcio.Item Efeitos de protocolos de reabilitação com supervisão presencial ou domiciliar no pós-operatório recente de artroplastia total de quadril: ensaio clínico randomizado(Wagner Wessfll, 2020) Lopes, Bruna de Moraes; Silva, Marcelo FariaA cirurgia de artroplastia total de quadril (ATQ) é o tratamento indicado para pacientes com doenças degenerativas da articulação do quadril que não apresentaram melhora com tratamentos conservadores. A reabilitação é um fator importante para evitar déficits em longo prazo e otimizar a recuperação funcional, porém a literatura ainda é controversa quanto aos tratamentos recomendados. Foram conduzidos dois estudos com pacientes em pós-operatório recente de ATQ: um estudo transversal, com objetivo de verificar correlações entre o offset femoral, vertical (OFV) e horizontal (OFH), e desfechos clínicos dos pacientes; e um ensaio clínico randomizado conduzido com o objetivo de comparar dois protocolos de exercícios na reabilitação de indivíduos em pós-operatório de ATQ, através de desfechos como: dor, cinesiofobia, amplitude de movimento (ADM), pico de torque isométrico (PT) e capacidade funcional (CF). 24 participantes foram randomizados em dois grupos: 14 no Grupo Face-to-face (GF), que realizava duas sessões semanais de exercícios com supervisão presencial; e 10 no Grupo Telerreabilitação (GT), que realizava exercícios em casa, com orientação de cartilha com fotografias e ligações semanais dos pesquisadores. Os dois protocolos tiveram duração de 6 semanas e os participantes foram avaliados em dois momentos: antes do início do protocolo (pré-intervenção) e em até sete dias do final dos treinamentos (pós-intervenção). Diferenças significativas (p<0.05) foram encontradas na ADM, PT e CF entre as avaliações pré e pós intervenção. Não foram encontradas diferenças significativas (p>0.05) entre os grupos para as variáveis estudadas. Correlações moderadas foram encontradas entre: OFV e a ADM dos rotadores externos (r=0.487; p=0.021); OFH e PT dos rotadores externos (r=-0.508; p=0.016); e a diferença do OFV (membro operado e não operado) e a CF (r=-0.570; p=0.006). Podemos concluir, portanto, que ambos os protocolos foram capazes de promover melhora na ADM, PT e CF dos pacientes, e podem ser considerados alternativas de baixo custo e fácil aplicação na reabilitação inicial de pacientes com ATQ. Alterações no OF parecem influenciar a capacidade funcional, bem como a ADM e o PT dos rotadores externos do quadril.Item Efeitos de técnicas de trato vocal semiocluído para a voz de coristas idosos(Wagner Wessfll, 2020) Gadenz, Camila Dalbosco; Cassol, Mauriceia; Bós, Ângelo José GonçalvesOBJETIVO: A presente pesquisa teve como objetivo avaliar os efeitos de técnicas de trato vocal semiocluído para a voz de coristas idosos. METODOLOGIA: Este estudo foi realizado no período de 2016 a 2019. Foram contatados nove coros da cidade de Porto Alegre e sob a autorização do responsável por cada um deles, o projeto de pesquisa foi apresentado durante o ensaio dos grupos. Os coristas interessados foram entrevistados e convidados individualmente a participar das etapas da pesquisa. O tamanho dos coros variou entre 17 a 49 pessoas. Ao todo, , foram entrevistados 160 coristas e a condução desta pesquisa foi dividida em três estudos: Estudo 1 (2016- 2019) - Avaliação do Índice de Desvantagem Vocal para o Canto de Coristas Idosos (Participação de todos os coros); Estudo 2 (2017-2018) – Efeitos de Técnicas de Trato Vocal Semiocluído para a Voz de Coristas Idosas: Estudo Piloto (Participação dos coros 1 e 2); Estudo 3 (2018) – Efeitos da Técnica dos Tubos de Ressonância para a Voz de Coristas Idosos (Participação dos coros 8 e 9). As coletas foram realizadas no local de ensaio de cada grupo anteriormente ao horário de ensaio do coro. RESULTADOS: Os coristas participantes do estudo apresentaram um índice de desvantagem vocal considerado discreto, sendo maior nos participantes com 76 anos ou mais e com hábitos e condições de saúde desfavoráveis para o canto. Ao comparar os efeitos do canudo de alta resistência e a técnica dos tubos de ressonância para as vozes de coristas idosas, ambas as técnicas apresentaram resultados positivos. A frequência fundamental diminuiu no grupo que utilizou o canudo e aumentou no grupo que utilizou o tubo de vidro. Todos os tempos máximos de fonação aumentaram os seus valores, exceto na emissão do som do [s] em ambos os grupos e na emissão da vogal [i] no grupo que utilizou o tubo de vidro. A técnica dos tubos de ressonância comparada à oficina de saúde vocal também demonstrou efeitos positivos para as vozes femininas e masculinas. Os coristas relataram a sensação de maior conforto fonatório e de uma emissão vocal mais fácil após realização do exercício com o tubo de ressonância na água.Item Efeitos do uso de incentivadores respiratórios na reabilitação de idosos com Disfonia: ensaio clínico randomizado(2025-03-06) Bello, Jade Zaccarias; Cassol, Mauriceia; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoEste estudo caracteriza-se como um ensaio clínico randomizado, e têm com objetivo verificar os efeitos da técnica de Oscilação Oral de Alta Frequência Sonorizada (OOAFS), da técnica com o tubo de silicone e das duas técnicas associadas em relação às funções fonatórias e respiratórias em indivíduos idosos com disfonia. Fizeram parte do estudo 51 idosos com diagnóstico otorrinolaringológico prévio de presbilaringe. Os participantes foram alocados em três grupos: G1 - grupo no qual foi aplicada a técnica de OOAFS; G2 - grupo que realizou a técnica com tubo de silicone; G3 - grupo com associação da técnica de OOAFS e tubo de silicone. Os encontros tiveram frequência de uma vez por semana por um período de 8 semanas. Os participantes foram avaliados quanto a avaliação perceptivo-auditiva, com a escala GRBASI, tempos máximos de fonação (TMF), capacidade vital (CV), Escala de Depressão Geriátrica e Rastreamento de Alterações Vocais em Idosos. Na escala GRBASI, não houve mudança na qualidade vocal após a intervenção. Tanto para os TMFs quanto para a medida de CV, os dados mostraram mudanças estatisticamente significativas, sem haver diferença nos efeitos da terapia na comparação entre grupos. Na escala de depressão geriátrica e instrumento de rastreamento de alterações vocais em idosos os resultados apresentaram diferenças estatisticamente significativas nas avaliações pós intervenção, de forma homogênea entre os grupos. O presente estudo verificou efeitos positivos da terapia com incentivadores respiratórios em idosos em relação aos sintomas depressivos e sintomas vocais autorrelatados, assim como observaram-se dados estatisticamente significativos em relação às medidas de CV e TMF. Este estudo de destaca por sua relevância para o campo da saúde, comprovando que as técnicas utilizadas podem ser alternativas terapêuticas de baixo custo para a terapia vocal em idosos.Item Estimulação elétrica neuromuscular pós-transplante de pulmão: ensaio clínico randomizado(2024-12-19) Sisto, Isadora Rebolho; Plentz , Rodrigo Della Méa; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoIntrodução: O transplante pulmonar (TXP) aumenta a sobrevida e melhora a qualidade de vida dos portadores de doença pulmonar avançada. Entretanto, o paciente submetido ao TXP pode cursar com complicações musculoesqueléticas, além de trazer repercussões à função pulmonar. O exercício físico é essencial na reabilitação pulmonar (RP), porém, devido ao quadro funcional imposto pela doença e cirurgia se torna inviável tal prática no pós-operatório imediato. Portanto, a Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM) pode ser uma alternativa adicional ao exercício físico. Objetivo: Avaliar os efeitos da EENM em pacientes submetidos ao TXP. Métodos: Ensaio clínico randomizado (ECR) com 20 pacientes alocados em dois grupos: grupo EENM e grupo controle (GC). O desfecho primário do estudo foi a espessura e qualidade muscular avaliada pela ecografia; e os secundários foram: força muscular periférica avaliada pela escala Medical Research Council (MRC), teste de sentar e levantar (TSL) e força de preensão palmar através da dinamometria; capacidade funcional pelo teste de caminhada de 6 minutos (TC6m); mobilidade através da escala PERME; função pulmonar pela espirometria e tempo de ventilação mecânica invasiva (VMI), tempo de internação na unidade de terapia intensiva (UTI), tempo de internação hospitalar e mortalidade em até 1 ano, através dos prontuários eletrônicos. O treinamento com EENM foi aplicado uma vez ao dia (30 minutos de aplicação por sessão com acréscimo de um minuto a cada dois dias e redução no tempo OFF), até a alta da unidade de terapia intensiva (UTI) e posteriormente nas unidades de internação. Resultados: A amostra foi composta por 13 pacientes no grupo controle (65%) e 7 pacientes no grupo EENM (35%). Na avaliação da espessura muscular, encontramos redução na espessura do reto femoral esquerdo (RFE) e vasto lateral direito (VLD) (p=0,005 e p=0,011, respectivamente) no grupo controle e no músculo vasto medial direito (VMD) observamos aumento significativo da UTI para a alta hospitalar (p=0,002). Para a área de secção transversa (AST), houve aumento significativo das medidas ao longo do tempo somente no músculo RFE do grupo EENM, (p=0,049) e o RFE aumentou significativamente mais os valores da enfermaria para a alta hospitalar (p=0,027) e da UTI para a alta hospitalar (p=0,034) do que o grupo controle. Observamos melhora na força muscular avaliada pela escala MRC no grupo EENM ao longo do tempo e também quando comparado ao grupo controle na alta hospitalar (p<0,001). A força muscular também melhorou no TSL, o grupo EENM reduziu o tempo de execução no teste (p=0,047), porém sem diferença entre os grupos. O grupo EENM melhorou a força de preensão palmar ao longo do tempo (p<0,001) e também quando comparado ao grupo controle (p<0,008). A capacidade funcional não demonstrou efeito significativo nas avaliações (p>0,05). Em relação a mobilidade, avaliada pela escala PERME houve melhora significativa em ambos grupos (p<0,05), sem diferença entre os grupos. Quanto a função pulmonar, o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) (litros e percentual do predito) melhorou em ambos os grupos (p<0,001), no entanto, apesar do grupo EENM apresentar valores mais baixos do que o controle na avaliação pré-TXP, a melhora foi mais acentuada no grupo EENM quando comparado ao controle (p<0,001). Nos resultados de capacidade vital forçada (CVF) (litros e em percentual do predito) houve melhora significativa em ambos os grupos (p<0,05), sem diferença entre os grupos (p>0,10). Quanto a razão VEF1/CVF (predito e % do predito), apresentou melhora no grupo EENM ao longo do tempo (p<0,001). Entre os grupos, houve diferença estatisticamente significativa na avaliação pré-TXP e na mudança ao longo do tempo, sendo mais acentuada no grupo EENM (p<0,001). Quanto ao tempo de VMI, tempo de internação na UTI, tempo de internação hospitalar e mortalidade não observamos diferenças entre os grupos. Conclusão: A EENM pode ser realizada durante a estadia do paciente na UTI, com facilidade, baixo custo, boa adesão e de forma segura. Observamos resultados positivos na espessura e qualidade muscular, força muscular avaliada pelo MRC e dinamometria e função pulmonar dos pacientes transplantados de pulmão com o uso da EENM.Item Estratégias de movimento durante a marcha com obstáculos e treinamento de equilíbrio HiBalance em pessoas com doença de Parkinson(2023-11-29) Manosalva, Cristian Caparrós; Pagnussat, Aline de Souza; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoO objetivo desta tese foi: Objetivo 1, um primeiro estudo comparou os parâmetros espaço-temporais da marcha entre indivíduos com e sem DP ao atravessar obstáculos. Objetivo 2, um segundo estudo descreveu detalhadamente uma intervenção HiBalance de três meses sobre parâmetros espaço-temporais da marcha com obstáculos e fatores de risco para quedas em pessoas com DP para um futuro ensaio clínico randomizado. Método 1: Foi realizada uma revisão sistemática com meta-análise. Foram pesquisadas seis bases de dados até setembro de 2023. Foram selecionados estudos que avaliaram parâmetros de marcha de pessoas com e sem DP ao caminhar sobre obstáculos. Dois investigadores independentes avaliaram a elegibilidade e extraíram parâmetros de marcha ao cruzar obstáculos. O risco de viés e a heterogeneidade foram avaliados e um modelo de efeitos aleatórios foi aplicado para determinar os tamanhos dos efeitos. Método 2: Foi desenvolvido um protocolo para um ensaio clínico randomizado. Quarenta pessoas com diagnóstico de DP idiopática serão distribuídas aleatoriamente em dois grupos: HiBalance (n=20) ou treinamento de marcha (n=20). As intervenções serão realizadas duas vezes por semana durante três meses, com sessões de 50 minutos. As avaliações serão realizadas antes, depois e no acompanhamento de seis meses. Os resultados primários incluirão parâmetros espaço-temporais de marcha ao cruzar o obstáculo. Os resultados secundários incluirão variáveis relacionadas ao risco de queda (ou seja, equilíbrio postural, força muscular, potência muscular e medo de cair). Resultados 1: Vinte e cinco estudos foram incluídos na revisão e 17 na metanálise. A metanálise mostrou que pessoas com DP apresentam passo após cruzar o obstáculo mais curto que pessoas sem a doença, ampliam sua base de apoio e reduzem a velocidade de marcha ao cruzar o obstáculo. Resultados 2: Nossa hipótese é que o treinamento de três meses com este protocolo HiBalance será mais eficaz do que o treinamento de marcha na melhoria das estratégias de movimento durante a travessia de obstáculos (ou seja, aumentando a velocidade de travessia de obstáculos e o comprimento do passo) e reduzirá a largura do passo e a variabilidade de altura). Além disso, o protocolo HiBalance será mais eficaz do que o treino de marcha na melhoria do equilíbrio, força e potência dos músculos dos membros inferiores e na redução do medo de cair. Conclusões: Pessoas com DP adotam comportamento motor mais conservador durante a travessia de obstáculos do que aquelas sem DP. Contudo, esta estratégia implicaria uma maior exigência de controle postural, apresentando uma situação de maior risco de tropeçar e cair. A proposta de ensaio clínico com HiBalance responde à necessidade de implementar intervenções específicas de equilíbrio e marcha para problemas específicos que requerem a solução da tarefa motora de ultrapassar obstáculos em pessoas com DPItem Estudo de Fatores Associados à Qualidade de Vida e Funcionalidade em Pacientes com Parkinsonismo Atípico(2024-11-25) Martins, Cíntia Costa Medeiros; Rieder, Carlos Roberto de Mello; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoA presente tese é constituída por três estudos. Artigo 1: avaliar o nível de capacidade funcional e associar com a qualidade de vida (QV) de pacientes com parkinsonismo atípico (PA). 21 pacientes idosos com PA, predomínio do sexo masculino (76%), incapacidade funcional através do TUG>20 segundos em 80% dos pacientes, e dinapenia presente em 57%. Estratificando os pacientes com e sem dinapenia, encontramos que aqueles que possuem dinapenia tem pior QV pelo questionário PDQ-39 (p=0.04). Correlação significativa e negativa entre os valores de dinamometria no membro dominante (Kgf) e QV dos pacientes com PA (R= - 0.449 e P= 0.049); correlação significativa e positiva, em que a gravidade da PA avaliada pela escala de Hoehn & Yahr influencia diretamente na resposta da capacidade funcional pelo teste de TUG (R= 0.580 e P= 0.009) e correlação msignificativa entre o MOCA e o FAB (R= 0.867 e P= 0.001). Corroborando com esses resultados, encontramos resultado significativo na regressão linear, onde determinamos a influência direta da funcionalidade na QV desses pacientes. Artigo 2: Examinar a associação entre disfunção da marcha, comprometimento funcional, força muscular e seu impacto combinado na qualidade de vida em pacientes com parkinsonismo atípico. O diagnóstico foi realizado por um neurologista especializado em distúrbios do movimento. A marcha foi avaliada por meio de equipamento de acelerometria, a funcionalidade foi avaliada pela Escala Unificada de Avaliação da Doença de Parkinson (UPDRS) e a força de preensão manual foi medida por dinamometria. Utilizamos o PDQ-39 ("Parkinson's Disease Questionnaire") para avaliar a qualidade de vida dos pacientes. 21 pacientes (% homens). A velocidade média da marcha foi de 34±16 m/min, a força de preensão da mão dominante foi de 24±16 kgf, e o escore UPDRS foi de 118±37 pontos. Observou-se uma correlação negativa entre UPDRS e dinamometria da mão dominante (r= -0,553, p= 0,021). Houve uma correlação significativa entre PDQ-39 e velocidade da marcha (r= 0,564, p= 0,018). Na análise de regressão linear, observou-se uma associação entre funcionalidade, medida pela velocidade da marcha, e a qualidade de vida dos pacientes. A velocidade da marcha sozinha explicou 27% da qualidade de vida. A marcha e as funções motoras estão significativamente associadas à qualidade de vida em pacientes com parkinsonismo atípico. Artigo 3: avaliar o impacto dos distúrbios respiratórios do sono (DRS) na qualidade de vida e força muscular em pacientes com parkinsonismo atípico (PA). 21 pacientes com PA, destes 52% apresentaram DRS. Estratificando os pacientes pela presença de DRS encontramos pior qualidade de vida pelo PDQ-39 (p=0.002) e reduzida força de preensão palmar (p=0.05) e maior frequência de dinapenia quando comparado aos pacientes sem DRS. Ainda encontramos correlação negativa entre o escore geral do Questionário do índice de qualidade do sono de Pittsburgh (PSQI) vs dinamometria da mão dominante (R - 0.43 e P 0.04); e correlação entre os valores do escore geral do PSQI vs qualidade de vida pelo PDQ-39 dos pacientes com PA (R 0.65 e P 0.002). Na análise de regressão linear, determinamos a influência direta dos DRS através do escore geral do PSQI na qualidade de vida dos pacientes com PA (p<0.05). Os DRS impactam diretamente na qualidade de vida e na redução da força de preensão palmar de pacientes com PA e ainda podem influenciar isoladamente 47% na qualidade de vida desses pacientes.Item Estudo prospectivo de pacientes com queixa de cefaleia atendidos em centros terciários no Brasil através de um registro nacional de cefaleia: estudo piloto(2022) Grassi, Vanise; Rieder, Carlos Roberto de Mello; Kowacs, FernandoA avaliação e o tratamento das cefaleias primárias e secundárias constituem um desafio em saúde pública global. Reconhecendo o seu impacto epidemiológico e a importância de qualificar o atendimento aos pacientes acometidos por cefaleia, um grupo de pesquisadores vinculados à Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) propôs a criação e elaborou o protocolo inicial do Registro Brasileiro de Cefaleia, o REBRACEF. O objetivo desta tese foi avaliar a viabilidade desse protocolo, descrevendo a metodologia empregada e os dados preliminares obtidos a partir do estudo piloto. Trata-se de um estudo prospectivo observacional longitudinal multicêntrico, realizado entre setembro de 2020 e agosto de 2021. Foram coletados dados prospectivos em três centros especializados no atendimento de cefaleia, em estados da região sul e sudeste do Brasil. Pacientes com idade igual ou superior a 18 anos e com diagnóstico de cefaleia primária ou secundária, de acordo com os critérios diagnósticos da Classificação Internacional das Cefaleias, foram convidados a participar. Sessenta e seis pacientes foram incluídos no estudo piloto, 43 (35%) do Grande do Sul e 23 (35%) de Minas Gerais. Quatorze pacientes (21,2%) foram excluídos da análise final devido à perda de seguimento na primeira (6 participantes) ou segunda (8 participantes) entrevista. Da amostra total, 88,5% eram do sexo feminino, 57,7% eram casados(as), 75% eram indivíduos com alto grau de escolaridade (12 ou mais anos de escolaridade), 40,4% estavam empregados(as) e 34,6% apresentavam rendimento familiar mensal entre U$220 e U$1100 mensais. A idade média da amostra foi 38,5 + 10 anos e a maioria dos pacientes (61,6%) apresentava história de cefaleia em familiares de primeiro ou de segundo grau. A maioria dos pacientes (48,5%) consultou nos centros especializados através de planos de saúde suplementar, 28,8% através do Sistema Único de Saúde e 13,6% atendidos em clínica privada. As cefaleias primárias corresponderam a 82,8% dos diagnósticos realizados. Dentre as cefaleias secundárias, a cefaleia por uso excessivo de medicamentos foi a mais frequente (7,7%). A maioria (75%) dos pacientes incluídos no estudo piloto recebeu o diagnóstico de migrânea em seus diversos subtipos. A cronicidade dos sintomas migranosos foi significativamente relacionada a menores escores na escala de qualidade de vida (p=0,003) e com maiores escores nas escalas de depressão (p=0,03), ansiedade (p=0,008) e insônia (p=0,005). Na análise comparativa entre as entrevistas inicial e de seguimento (realizada 90 dias após a primeira) dos pacientes com migrânea, ocorreu uma diminuição significativa na intensidade das crises de cefaleia. Não ocorreu modificação nas categorias de frequência de crises, uso excessivo de medicamentos sintomáticos, percepção sobre qualidade de vida e impacto da cefaleia. Os dados do estudo piloto do Registro Brasileiro de Cefaleia estão em consonância com achados prévios que relacionam os quadros crônicos de migrânea com pior qualidade de vida, comorbidades psiquiátricas e distúrbios do sono. O Registro Brasileiro de Cefaleia será uma fonte valiosa de dados longitudinais e contribuirá para uma melhor caracterização dos diversos fenótipos dos pacientes com cefaleias primárias e secundárias, o detalhamento do uso dos recursos em saúde e a identificação dos fatores preditores de um melhor desfecho clínico.Item Fatores de Risco para Declínio e Trajetória Funcional de Pacientes previamente independentes após alta da Unidade de Terapia Intensiva(2021-12-09) Dietrich, Camila; Teixeira, Cassiano; Robinson, Caroline Cabral; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoObjetivo: Identificar fatores de risco associados ao declínio funcional, de pacientes previamente independentes, após internação na Unidade de Terapia Intensiva. Analisar através do status funcional desfechos psicológicos a médio prazo e também mortalidade, qualidade de vida relacionada a saúde e necessidade de rehospitalizações a longo prazo. Métodos: Análise post-hoc de um estudo de coorte prospectiva conduzida entre maio de 2014 a dezembro de 2018, em 10 hospitais do Brasil. Foram analisados pacientes previamente independentes (Índice de Barthel ≥ 76) comparados com o Índice 3 e 6 meses após a alta da UTI. Foi considerada perda funcional ao reduzir categorias do índice de Barthel. Para caracterização dos participantes foram coletadas informações sociodemográficas e clínicas no pós alta imediato e acompanhamento telefônico a longo prazo. Foram analisados os preditores para declínio funcional, além dos desfechos de mortalidade, psicológicos, de qualidade de vida relacionada a saúde e necessidade de reinternações hospitalares a longo prazo. Resultados: Os pacientes com declínio da funcionalidade a curto prazo apresentam idade mais elevada, menor escolaridade, maior número de comorbidades e gravidade na internação, maior necessidade de suportes críticos, maior número de disfunções orgânicas, complicações na UTI, além de fraqueza muscular, sintomas de ansiedade e depressão comparados a pacientes que mantiveram seu status funcional. Em outra análise foram estudados pacientes sem recuperação funcional em seis meses, evidenciando maior moralidade, redução da qualidade de vida relacionada a saúde em aspectos físicos, maior número de rehospitalizações a longo prazo. Conclusão: O declínio da funcionalidade aguda de pacientes é acentuado por características prévias, maiores necessidades de suporte e complicações durante a internação na UTI e após a alta. Maioria dos pacientes não consegue recuperar funcionalidade perdida após a alta da UTI e essa condição reflete em maior mortalidade e piora da qualidade de vida no aspecto físico a longo prazo. Estes resultados evidenciam a necessidade de medidas intra e extra hospitalares para que os pacientes não deteriorem tanto na internação e possam retornar mais funcionais à sociedade.Item Impacto da obesidade na mortalidade, qualidade de vida relacionada a saúde e estado funcional em pacientes pós-UTI(2022-12-22) Barbosa, Mirceli Goulart; Teixeira, CassianoObjetivo: Avaliar se a obesidade pode ser um fator protetor em relação a mortalidade, a qualidade de vida relacionada a saúde (QVRS) e ao estado funcional em pacientes pós-Unidade de Terapia Intensiva (UTI) acompanhados após a alta hospitalar. Métodos: Este estudo consistiu em uma revisão sistemática com metanálise e em uma análise secundária de uma coorte multicêntrica. A revisão sistemática foi realizada nas bases de dados PubMed, Scopus, EMBASE e Biblioteca Cochrane. A coleta de dados da coorte foi realizada em 10 UTIs brasileiras na qual foram incluídos 1600 pacientes sobreviventes de UTI acompanhados por 3 meses após a alta hospitalar. Os principais desfechos de ambos os estudos foram mortalidade, QVRS e estado funcional em pacientes pós-UTI. Para classificação da obesidade foi utilizado as categorias de Índice de Massa Corporal (IMC) propostas pela Organização Mundial da Saúde. Resultados: Foram identificados 17.663 estudos nas buscas realizadas, após a remoção de duplicatas, 16.142 foram selecionados para triagem de títulos e resumos. Destes 37 estudos eram potencialmente elegíveis. Por fim, 13 estudos foram incluídos. Os estudos apresentaram diferentes tempos de acompanhamento, variando de 28 dias a 1 ano. Além de apresentarem diferentes classificações para obesidade conforme o IMC (obesos em geral, obeso grau I e II e obeso severo). Os dados apresentados a seguir, são relacionados a comparação com peso normal. Pacientes com sobrepeso (RR 0.84, 95% CI 0.75-0.96, p=0.008, I2=59%), obesos em geral (RR 0.75, CI 95% 0.69-0.81, p<0.001, I2= 1%) e obesos grau I e II (RR 0.7, CI 95% 0.54-0.90, p=0.006, I2=27%) apresentaram menor risco de morte em até 30 dias pós-UTI. No período de 60 dias pós-UTI, pacientes obesos em geral (RR 0.75, CI 95% 0.66-0.86, p<0.001, I2= 0%) e obesos grau I e II (RR 0.7, CI 95% 0.58-0.85, p< 0.001, I2= 0%) apresentaram menor risco de morte. Em 90 dias pós-UTI, pacientes obesos grau I e II (RR 0.77, CI 95% 0.69-0.87, p<0.001, I2= 0%) apresentaram menor risco de morte. E por fim, em 1 ano pós-UTI, pacientes com sobrepeso (RR 0.83, IC 95% 0.70-0.97, p=0.021, I2= 64.21%) e obesos em geral apresentaram (RR 0.67, CI 95% 0.58-0.77, p<0.001, I2=47.71%) menor risco de morte. Na coorte, os pacientes obesos (mediana de 50.1 pontos IQR, 39.6-59.6) apresentaram menor QVRS no componente mental do que pacientes com peso normal (mediana de 53 pontos IQR, 45.6-60.1) (p=0.033). Não foram encontradas diferenças entre as categorias de IMC em relação ao componente físico da QVRS e ao estado funcional (p=0.355 e p=0.295 respectivamente). Em 3 meses pós-UTI, pacientes obesos morreram menos (11.8%) do que pacientes abaixo do peso (30.9%) e com peso normal (19.3%) (p<0.001). Conclusões: Em pacientes pós-UTI, a obesidade pode ter um efeito protetor em relação a mortalidade que pode variar conforme o tempo de acompanhamento e a categoria de IMC. Em 3 meses pós-UTI, pacientes obesos apresentaram menor QVRS no componente mental.Item Instrumentos de Triagem e Avaliação Clínica da Deglutição para Idosos: uma revisão sistemática e metanálise(2024-06-26) Silva, Michele Rocha da; Cardoso, Maria Cristina de Almeida Freitas; Programa de Pós-Graduação em Ciências da ReabilitaçãoIntrodução: As modificações anatomofisiológicas próprias do envelhecimento são capazes de afetar os aspectos orais e podem influenciar nas dificuldades alimentares, sendo fundamental entendê-las e imprescindível poder detectá-las precocemente. A disfagia afeta a segurança e eficiência da deglutição, podendo causar, pneumonia por broncoaspiração e prejuízos às necessidades nutricionais e hídricas do idoso. Objetivo: Identificar instrumentos de triagem e de avaliação clínica da deglutição ou de distúrbio de deglutição para idosos e verificar a influência dos aspectos da fase oral da deglutição nesta população. Método: Este estudo se constituiu de dois artigos, ou seja, de uma revisão sistemática da literatura, na qual foram pesquisados estudos indexados nas bases de dados, com o desfecho na ocorrência de modificações nas estruturas da fase oral e nas etapas subsequentes da deglutição e poderiam desencadear a ocorrência de disfagia nos idosos. O segundo artigo foi estruturado a partir de uma metanálise, elaborada considerando uma revisão sistemática da literatura pesquisada em estudos indexados em bases de dados, cujo desfecho foi a identificação de instrumentos de triagem e de avaliação clínica da deglutição ou de distúrbio da deglutição para idosos. Considerando a estratégia PICOS, os estudos para cada artigo foram selecionados a partir de descritores específicos e seguiram as diretrizes do instrumento PRISMA. Os dois artigos foram analisados por três juízes cada um, sendo os dois primeiros os responsáveis pela sua seleção e o terceiro acionado frente a alguma discordância entre os primeiros. Resultados: Para o primeiro artigo foram identificados nas bases de dados 198 artigos e após a análise dos juízes foram considerados 4 estudos, a partir dos dscritores e/ou termos: Aged; Elderly; Swallowing; Dysphagia; Deglutition Disorders; Questionnaire; Health Surveys; Evaluation; Screening; Assessment; Oral Phase, Oral Stage, Swallowing Disorder, Assessment e/ou swallow videofluoroscopic. No segundo artigo foram encontrados 119 estudos, que resultaram em 10 estudos para a sua estruturação, tendo sido considerado os descritores Aged; Elderly; Swallowing; Dysphagia; Deglutition Disorders; Questionnaire; Health Surveys; Evaluation; Screening; Assessment. Os resultados da análise sugerem que, enquanto o Eating Assessment Tool EAT10, parece ser um indicador útil para o risco de disfagia, as variações substanciais entre os estudos exigem uma análise cuidadosa dos contextos clínicos específicos e das populações de pacientes, também indica uma associação positiva entre os instrumentos de identificação de disfagia e a ocorrência de desnutrição. Conclusão: O primeiro artigo encontrou a presença de resíduos após a deglutição como fator importante para risco de penetração e/ou aspiração laríngea em idosos, sendo este aspecto comum a todos os estudos analisados. O segundo artigo identificou o instrumento de triagem EAT10, como o mais recorrente nos estudos e um estudo que utilizou o instrumento de triagem específico para população idosa o Dysphagia Risk Assessment for the Community- dwelling Elderly - DRACE.