Efeitos da suplementação de precursores de carnosina associada ao treinamento combinado sobre capacidade funcional e parâmetros bioquímicos em ratos com insuficiência cardíaca

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Wagner Wessfll

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O treinamento combinado tem sido associado a respostas positivas no estado clínico de pacientes com insuficiência cardíaca. Outras ferramentas não farmacológicas, como a suplementação de aminoácidos, podem melhorar ainda mais sua adaptação. Ao longo da trajetória no Laboratório de Fisiologia Experimental uma série de estudos com suplementos alimentares e treinamentos físicos foram realizados em modelos animais de insuficiência cardíaca a fim de observar os efeitos funcionais e moleculares. Sendo assim, o objetivo desta tese foi testar se a suplementação de precursores de carnosina (β-alanina e L-histidina) associada ao treinamento combinado (aeróbio e força) poderiam apresentar respostas melhores na capacidade funcional, variáveis bioquímicas de ratos com insuficiência cardíaca. Para os dois estudos foram utilizados 24 ratos machos Wistar. Todos os animais foram submetidos a cirurgia de indução de infarto agudo do miocárdio por meio da ligadura da artéria coronariana. Após o período de indução de insuficiência cardíaca, os animais foram divididos em três diferentes grupos: sedentários, treinamento combinado suplementado com placebo e treinamento combinado suplementado com β-alanina e L-histidina. Os animais foram submetidos a protocolos de treinamento de força em agachamento adaptado para ratos (3x/semana) e treinamento aeróbio contínuo em esteira para ratos (2x/semana). As modalidades de treinamento ocorreram em dias distintos. Animais suplementados com β-alanina e L-histidina receberam produtos por meio de gavagem (250 mg/kg/dia) diluídos em água destilada diariamente. Para placebo foi utilizado solução salina. Tanto treinamento, quanto suplementação foram realizados por oito semanas. Antes e após o período experimental, os animais realizaram testes máximos de capacidade funcional, força máxima e ecocardiografia. Ao término das últimas avaliações, os animais foram eutanasiados para seus tecidos serem coletados (coração, pulmões, fígado, gastrocnêmios e sóleos) e posteriormente analisados. A suplementação de β-alanina e L-histidina foi eficiente em aumentar o conteúdo de carnosina de músculos esqueléticos, no entanto, não aumentou o conteúdo de carnosina no coração. Não foram encontradas alterações nos parâmetros ecocardiográficos e morfológicos entre os grupos. A capacidade funcional e força máxima foram maiores nos grupos treinados, comparados ao grupo sedentário. Entretanto, o grupo suplementado com β-alanina e L-histidina demonstrou melhorar ainda mais estes parâmetros, comparado ao grupo treinado suplementado com placebo. Adicionalmente, a suplementação de β-alanina e L-histidina demonstrou menor estresse oxidativo, marcadores de inflamação e maior expressão de proteínas de choque térmico, expressão de mRNA de ATP1a2 e ATP2a2 no músculo esquelético, em comparação ao grupo sedentário. O treinamento combinado e a suplementação de β-alanina e L-histidina em ratos com insuficiência cardíaca melhoraram a capacidade funcional e os parâmetros bioquímicos de forma mais positiva que o treinamento isolado. A carnosina provocou adaptações positivas na resposta ao estresse celular no músculo esquelético e na expressão negativa de mRNA do transporte de cálcio.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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