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Submissões Recentes

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    Experiências em formação na abordagem humanista-experiencial centradas nas relações étnico-raciais
    (2025-12-12) Costa, Marina Helena Dias da; Stenzel, Lucia Marques; Programa de Pós-Graduação em Psicologia e Saúde
    Introdução: A consideração de características como raça, classe, gênero, sexualidade e deficiência como fatores importantes para a compreensão do processo psicoterapêutico e da relação entre terapeuta e cliente é essencial na busca por desfechos positivos. Nos últimos anos, tem-se focado na investigação acerca de habilidades e competências terapêuticas da/o terapeuta que podem facilitar esse processo, como a humildade cultural, no atendimento voltada para populações marginalizadas socialmente, como a população negra. Objetivos: Investigar o desenvolvimento de habilidades psicoterapêuticas centradas nas relações étnico-raciais ao longo de um programa de ensino com estudantes de graduação em Psicologia. Atrelado a isso, analisar a adesão dos alunos ao modelo de formação humanista-experiencial voltado às relações étnico-raciais proposto e a relação entre as sequências de mudanças narrativo-emocionais e a orientação multicultural, evidenciadas pela análise microanalítica das sessões psicoterapêuticas simuladas. Ademais, explorar a experiência formativa da/os estudantes a partir de suas percepções. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza longitudinal de base exploratória, que visa a análise microanalítica de quatro sessões psicoterapêuticas simuladas em role-play, bem como a investigação da experiência de um grupo de estudantes que participaram do programa de ensino teórico-prático que envolveu as sessões em role-play. Resultados: Identificou-se na análise das sessões simuladas o desenvolvimento de habilidades e competências psicoterápicas voltadas para as questões étnico-raciais, com maior responsividade cultural ao longo do processo por parte dos estudantes. Além disso, observou-se que a integração de modo transversal entre as relações étnico-raciais e o desenvolvimento de habilidades psicoterápicas tornou a formação em Psicologia mais implicada ética, social e politicamente.
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    O Plano de Contingência como instrumento para a atuação das equipes de saúde na gestão de riscos de desastres naturais em Porto Alegre
    (2026-04-30) Bohn, Bruno; Flores, Cecilia Dias; Bonamigo, Andréa Wander; Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde
    No Brasil, com o cenário de desastres mais frequentes, a capacidade de resposta eficaz às emergências tem se tornado crucial para a manutenção dos serviços na Atenção Primária à Saúde (APS). Especialmente na atuação da APS frente aos desastres naturais ocorridos em Porto Alegre no ano de 2024, com ênfase nas inundações e em seus impactos sobre a organização dos serviços de saúde. Partese da seguinte questão de pesquisa: Quais são as ações dos gestores regionais da coordenação de saúde norte na cidade de Porto Alegre frente à instantaneidade dos eventos adversos de calamidades climáticas e ambientais causados em Porto Alegre? O objetivo geral consiste em propor um plano de contingência atribuindo políticas e estratégias de implantação voltadas para equipes de saúde em situação de emergência em desastres naturais em Porto Alegre. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, exploratório e descritivo, que combina análise documental e entrevistas narrativas semiestruturadas realizadas com gestores da Coordenadoria Regional de Saúde Norte de Porto Alegre e Instituição contratualizada. A análise documental abrangeu marcos legais, planos de contingência e documentos normativos das esferas federal, estadual e municipal, enquanto os dados empíricos foram examinados por meio da análise temática seguindo as fases de pré-análise, exploração do material e tratamento e interpretação dos resultados conforme proposto por Bardin (2016). Evidencia-se fragilidades na preparação institucional da Atenção Primária à Saúde em desastres, especialmente no que se refere à educação e capacitação das equipes, à participação comunitária, à articulação intersetorial e à garantia da continuidade do cuidado. Observa-se um distanciamento entre a exposição dos documentos analisados e as práticas vivenciadas pelos gestores, com predomínio de respostas reativas diante da emergência. Concluiu-se que a elaboração de um plano de contingência específico para a Atenção Primária à Saúde, sensível às características do território e às experiências dos gestores, constitui estratégia fundamental para o fortalecimento da capacidade de resposta do sistema de saúde e para a redução de vulnerabilidades no âmbito municipal.
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    A institucionalização do trabalho híbrido: o papel das lideranças e recursos humanos na implementação de modelos híbridos
    (2026-03-27) Savian, Bruna Aparecida; Bittencourt, Otávio Neves da Silva; Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde
    O teletrabalho refere-se à realização de atividades laborais fora do ambiente organizacional tradicional, mediado pelo uso de tecnologias digitais de informação e comunicação. A pandemia de COVID-19 acelerou de forma significativa a adoção desse modelo, exigindo das organizações a reconfiguração de processos, práticas de gestão e políticas de trabalho. Nesse contexto, o trabalho híbrido surge como uma alternativa que combina atividades presenciais e remotas, oferecendo maior flexibilidade, ao mesmo tempo em que impõe desafios relacionados à gestão, ao controle, à cultura organizacional e à legitimidade das práticas adotadas. Fundamentado na Teoria Institucional, este estudo analisa como o trabalho híbrido é adotado e institucionalizado nas organizações a partir de pressões normativas, cognitivas e regulatórias, destacando o papel das lideranças como agentes centrais no processo de legitimação dessas práticas. O objetivo da pesquisa consiste em compreender como o trabalho híbrido se institucionaliza nas organizações, considerando fatores culturais, organizacionais e simbólicos, bem como a atuação das lideranças e das práticas de recursos humanos. Para tanto, adotou-se uma abordagem qualitativa, por meio da aplicação de entrevistas com lideranças e gestores de recursos humanos de Operadoras de Saúde do Sul do Brasil, permitindo uma análise entre os contextos investigados. Os dados foram analisados por meio de análise qualitativa de conteúdo. Os resultados indicam que a institucionalização do trabalho híbrido está associada ao papel simbólico das lideranças, à formalização de práticas de recursos humanos e à percepção do trabalho híbrido como instrumento de modernização, produtividade e atração de talentos. Conclui-se que a consolidação do trabalho híbrido como prática organizacional depende menos da tecnologia disponível e mais da legitimação simbólica promovida pelas lideranças e da incorporação dessas práticas às rotinas institucionais.
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    Análise do alinhamento aos Princípios Fair dos dados de pesquisa no contexto da saúde brasileira como base para a Ciência Aberta
    (2025-11-17) Nunes, Andressa Fiorenzano; Cazella, Silvio César; Trojahn, Cássia; Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde
    Introdução: A Ciência Aberta promove a colaboração científica e o reuso dos dados. Dentre as práticas para implementar uma gestão de dados em concordância com esse movimento, os princípios FAIR se apresentam como recomendações para atingir o compartilhamento e reutilização de dados por humanos e máquinas. Considerando a relevância dos dados produzidos durante a pandemia de COVID-19, compreender o nível de alinhamento dessas informações aos princípios FAIR é essencial para aprimorar a gestão de dados e subsidiar decisões em saúde no Brasil. Objetivo: analisar descritivamente o nível de alinhamento de conjuntos de dados sobre COVID-19, disponibilizados em repositórios brasileiros de pesquisa em saúde, aos princípios FAIR, utilizando ferramentas de avaliação existentes. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa aplicada, exploratória e de abordagem quali-quantitativa. Realizou-se o mapeamento sistemático de repositórios brasileiros alinhados à Ciência Aberta que disponibilizam conjuntos de dados em saúde sobre COVID-19. Esses repositórios e seus conjuntos foram avaliados por meio de duas ferramentas de FAIRness (FAIR Data Maturity Model e F-UJI), e, em seguida, foi conduzida uma análise quantitativa baseada no percentual de métricas atendidas em cada princípio. Resultados: Melhores níveis de alinhamento foram observados com relação a encontrabilidade e acessibilidade dos dados, especialmente pelo uso de identificadores persistentes e adoção de protocolos de acesso. Em contrapartida, a interoperabilidade apresentou as maiores fragilidades, devido à ausência de vocabulários semânticos e de referências qualificadas a outros metadados. Conclusão: Embora haja iniciativas relevantes para disponibilização de dados de pesquisa em saúde, os repositórios ainda apresentam lacunas significativas quanto a interoperabilidade e reutilização. A aplicação combinada das ferramentas mostrou-se eficaz para identificar pontos de melhorias e forneceu subsídios para aprimorar políticas institucionais de (meta)dados. Destaca-se a necessidade de investimento em padronização semântica, na descrição de metadados e no desenvolvimento de infraestruturas interoperáveis.
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    Frameworks regulatórios de Inteligência Artificial na saúde: uma análise documental comparativa
    (2025-11-19) Medina, Matheus de Matos; Markoski, Melissa Medeiros; Gestão em Saúde
    A crescente integração da inteligência artificial no setor da saúde impõe novos desafios regulatórios. No Brasil, este cenário é caracterizado por uma soberania dupla, com a sobreposição de normas da ANVISA e da LGPD, e pela tramitação do PL nº 2.338/2023. Este trabalho analisou comparativamente os frameworks regulatórios de IA na saúde dos Estados Unidos, União Europeia e Singapura, identificando tendências e lições estratégicas aplicáveis ao Brasil. Foi conduzida pesquisa documental comparativa de 18 documentos oficiais baseada em cinco categorias analíticas derivadas dos princípios de IA confiável da OECD: transparência e explicabilidade, robustez e segurança, responsabilidade, justiça e privacidade, e governança do ciclo de vida do algoritmo. Os resultados revelaram dois arquétipos regulatórios: o garantista-prescritivo, caracterizado por hard law detalhado e supervisão estatal direta, liderado pela União Europeia e seguido pelo Brasil; e o pragmático-processual, caracterizado por soft law orientador e governança organizacional, liderado pelos Estados Unidos e Singapura. A análise posicionou o Brasil em trajetória de convergência com o modelo europeu garantistaprescritivo, refletindo valores constitucionais de proteção de direitos fundamentais. O trabalho contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 3, 10 e 16, oferecendo referencial para gestores, formuladores de políticas e reguladores no momento crítico de definição do marco regulatório de IA no Brasil.

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

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