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Submissões Recentes

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    Aplicação da Telereabilitação no manejo da fragilidade em idosos
    (2024-12-19) Souza, Cislaine Machado de; Rosa, Luís Henrique Telles da; Ferreira, Luis Fernando; Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação
    A fragilidade em idosos é uma síndrome geriátrica caracterizada pela redução da reserva fisiológica e aumento da vulnerabilidade, associada a desfechos adversos como quedas, hospitalizações e mortalidade. Este estudo explorou a telereabilitação como uma alternativa eficaz e acessível para idosos frágeis, visando comparar seus efeitos à fisioterapia presencial na capacidade funcional. Além disso, investigou as intervenções fisioterapêuticas aplicadas remotamente por meio de uma revisão sistemática. O estudo foi dividido em dois artigos. O primeiro apresentou o protocolo de um ensaio clínico randomizado e cegado com cálculo amostral de 50 idosos frágeis, divididos em dois grupos: Grupo Presencial (GP) e Grupo Remoto (GR). A proposta seria ambos os grupos realizarem um protocolo de exercícios multimodal (força, equilíbrio e flexibilidade) durante 12 semanas, com sessões de 30 a 40 minutos, duas vezes por semana. O GP receberia atendimento presencial, enquanto o GR acompanhado por videochamada em tempo real. As Avaliações pré e pósintervenção incluíram testes de funcionalidade, como o Timed Up and Go (TUG), e instrumentos validados de qualidade de vida, fragilidade e satisfação. O segundo artigo, uma revisão sistemática, identificou cinco estudos envolvendo 564 idosos pré-frágeis ou frágeis que utilizaram telereabilitação. As intervenções, predominantemente assíncronas, variaram de 12 a 26 semanas, demonstrando benefícios na redução do tempo sedentário, melhora da força muscular, qualidade de vida e diminuição dos índices de fragilidade. No entanto, a heterogeneidade dos instrumentos de avaliação e o alto risco de viés limitaram comparações mais robustas. Os resultados esperados incluem benefícios similares entre telereabilitação e fisioterapia presencial na capacidade funcional de idosos frágeis, demonstrando que o atendimento remoto pode ser uma alternativa eficaz, especialmente em cenários de acesso limitado. A telereabilitação também pode promover maior adesão e acessibilidade, reduzindo barreiras geográficas e econômicas, embora desafios como conectividade e suporte tecnológico permaneçam. O estudo conclui que a telereabilitação é uma abordagem promissora para a reabilitação de idosos frágeis, com potencial para transformar a prática fisioterapêutica. No entanto, 7 são necessários estudos adicionais para padronizar protocolos, superar barreiras tecnológicas e validar sua eficácia em diferentes contextos.
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    Comparação do desempenho cognitivo de idosos com presbiacusia usuários e não usuários de aparelhos auditivos em um serviço público de saúde no sul do Brasil
    (2024-01-26) Dresch, Bianca Regina; Beber, Bárbara Costa; Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação
    Introdução: Uma das consequências do processo de envelhecimento mundial é a incidência de doenças crônicas como a demência. Além disso, a presbiacusia, perda auditiva relacionada à idade, também é um fator que interfere na funcionalidade do idoso e é considerada um dos fatores de risco modificáveis para a demência. No entanto, ainda há poucas evidências sobre o papel do uso de aparelhos auditivos no impacto cognitivo, especialmente em populações que utilizam serviços públicos em países em desenvolvimento. O objetivo deste estudo foi comparar o desempenho cognitivo de idosos com presbiacusia, usuários e não usuários de próteses auditivas, e correlacionar esse desempenho com as características da amostra. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo e transversal. Foram incluídos participantes com idade igual ou superior a 60 anos e com diagnóstico de presbiacusia, usuários ou não de Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI). Foram excluídos aqueles com clara incapacidade de seguir comandos para realizar a avaliação cognitiva, com história prévia de doenças neurológicas ou psiquiátricas e com relato de abuso de substâncias. A coleta de dados ocorreu entre 2021 e 2022. Os procedimentos realizados foram audiometria, Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF) e avaliação cognitiva por meio do Montreal Cognitive Assessment (MoCA). As variáveis categóricas foram descritas em frequência absoluta e relativa e comparadas entre os grupos pelo teste QuiQuadrado. As variáveis contínuas foram descritas em média e desvio padrão e comparadas entre os grupos através do teste t de Student, do teste U de MannWhitney e da ANCOVA. O teste de Spearman foi utilizado para testar correlações. Resultados: A amostra foi composta por 50 participantes, 50% usuários de AASI, 50% do sexo feminino, com média de idade de 74,3 anos e média de 4 anos de escolaridade. Todos os participantes faziam uso de AASI por até 6 meses. Os graus de perda auditiva e os resultados do MoCA dos grupos não obtiveram diferença estatisticamente significativa, bem como correlações entre o escore total do MoCA e outras variáveis de ambos os grupos. Houve correlação estatisticamente significativa entre os resultados do MoCA e o desempenho no IPFR. Conclusão: Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos estudados. A correlação entre o MoCA e o IPRF indicou um possível maior efeito do uso de AASI na relação entre a habilidade de reconhecimento de fala e a cognição.
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    Estimulação Elétrica de corpo inteiro em pacientes submetidos a transplante de pulmão: um ensaio clínico randomizado
    (2026-02-24) Garlet, Andrieli Barbieri; Plentz, Rodrigo Della Méa; Schardong, Jociane; Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação
    O transplante pulmonar (TP) objetiva aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida de pessoas com doença pulmonar avançada. Entretanto, o paciente submetido ao TP pode incorrer com redução da massa muscular e capacidade física em decorrência da imobilidade e limitações estruturais impostas pela doença. A estimulação elétrica de corpo inteiro (EECI) pode ser uma alternativa para reduzir o impacto negativo do imobilismo e otimizar o processo de reabilitação. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos da EECI sobre a força muscular de membros inferiores e mortalidade em pacientes pós TP. Para isso, foi realizado um ensaio clínico randomizado unicego, no qual os pacientes foram randomizados imediatamente após o TP para o grupo controle (GC - fisioterapia convencional) e grupo intervenção (GI - fisioterapia convencional mais EECI). As intervenções começaram após a extubação do paciente transplantado até a alta hospitalar ou no máximo por 15 dias (uma sessão/dia). Ambos os grupos foram avaliados antes do TP para força muscular geral e específica dos membros superiores e inferiores, força pulmonar respiratória e arquitetura muscular. Após o TP, para a força muscular geral, força muscular respiratória, arquitetura muscular e dano muscular. Ao final dos protocolos, todos os testes foram mensurados novamente. O desfecho mortalidade foi monitorado 30, 60 dias e 1 ano após o TP, e o tempo de internação hospitalar foi registrado. Vinte e nove pacientes participaram do estudo, com média de idade GI: 52,7 ± 13 e CG: 54.9 ± 11.8 anos. Ocorreu uma predominância de pacientes com depressão e ansiedade no GI (p=0,050). Observou-se maior preservação no GI em relação à força isométrica do músculo quadríceps e à espessura muscular avaliada por ultrassonografia, embora sem diferenças estatísticas entre os grupos. A força muscular global aumentou significativamente ao longo do tempo em ambos os grupos (p=0,000), mas não entre os grupos (p=0,308). A força muscular respiratória apresentou um comportamento de redução após a extubação e um aumento gradual ao final dos protocolos, com diferença dentro dos grupos (p=0,000). Em relação ao dano muscular, ocorreu uma redução significativa em ambos os grupos para as enzimas Creatina Quinase (p=0,000) e Lactato Desidrogenase (p=0,021). Foram registrados 5 óbitos após 1 ano (GI n=2; CG n=3; p=0,651). O tempo de permanência na UTI não apresentou diferença significativa (p=0,847), enquanto o tempo de internação hospitalar foi 14,79 dias a menos no GI (p=0,014). Concluímos que a EECI reduziu o tempo de internação hospitalar e parece ter um efeito protetor sobre a força isométrica máxima do músculo quadríceps e a arquitetura muscular em pacientes hospitalizados após TP.
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    Liderança engajadora, Burnout e engajamento em trabalhadores brasileiros da Enfermagem
    (2025-11-13) Cleff, Indira Bonfanti; Vazquez, Ana Claudia Souza; Gestão em Saúde
    RESUMO: Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre a liderança engajadora, o burnout e o engajamento entre trabalhadores da enfermagem no Brasil. Por meio de abordagem quantitativa e delineamento transversal, foram aplicadas escalas validadas para o Brasil (LE-12, BAT-12 e UWES-9) em uma amostra de 75 trabalhadores da enfermagem. As análises estatísticas, realizadas no software JASP, incluíram correlação de Pearson, regressão linear e teste t para amostras independentes. Os resultados revelaram que a liderança engajadora apresentou efeito protetivo significativo sobre o risco de burnout, explicando 23% de sua variância, além de demonstrar associação positiva com o engajamento no trabalho em uma subamostra (n=19). Observou-se que trabalhadores atuantes em unidades de terapia intensiva e setores de emergência apresentaram níveis mais elevados de esgotamento ocupacional, evidenciando a vulnerabilidade desses contextos laborais . Conclui-se que a liderança engajadora constitui um importante recurso organizacional para a promoção da saúde mental, contribuindo para reduzir o burnout e fortalecer o engajamento no trabalho.
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    Mapeamento do Bruxismo em crianças: uma revisão de escopo sobre associações, avaliação e terapia fonoaudiológica
    (2025-11-11) Menezes, Letícia Magalhães de; Rech, Rafaela Soares; Fonoaudiologia
    Objetivo: mapear a produção científica sobre o bruxismo do sono e em vigília na população infantil, identificando fatores associados de interesse para a Fonoaudiologia, instrumentos de avaliação e abordagens terapêuticas, a fim de sintetizar tendências, lacunas de conhecimento e implicações para a prática clínica. Método: revisão de escopo, seguindo as recomendações metodológicas do Joanna Briggs Institute e do Checklist Prisma (PRISMA-ScR), para responder à pergunta: “Quais fatores associados ao bruxismo infantil, bem como os modelos de avaliação e as estratégias terapêuticas, têm sido descritos na literatura científica com relevância para a prática fonoaudiológica?”. O protocolo de busca foi baseado na estratégia de População, Conceito e Contexto (PCC). Os artigos foram pesquisados nas bases de dados Lilacs, Pubmed, Scopus, CINAHL, Embase e Web of Science. Resultados: encontraram-se 21 artigos, sendo 15 sobre associações, três sobre avaliação e três sobre intervenção. Não foram encontradas evidências de um instrumento avaliativo padronizado e específico para a temática. Quanto às intervenções, constatou-se a ausência de pesquisas sobre reabilitação fonoaudiológica nessa população. Conclusão: identificaram-se lacunas na padronização da avaliação do bruxismo infantil e de seus reflexos funcionais. As intervenções encontradas limitaram-se a abordagens complementares para alívio da dor, sem evidências de terapias voltadas à restauração do equilíbrio do sistema estomatognático em casos de comprometimento miofuncional. Observou-se associação do bruxismo com fatores como respiração oral, distúrbios do sono, TDAH, TEA, hábitos orais e uso excessivo de telas, os quais podem orientar a anamnese clínica. Recomenda-se o desenvolvimento de evidências focadas na avaliação e na reabilitação dos desfechos miofuncionais relacionados ao bruxismo infantil, com ênfase no equilíbrio muscular e nas funções estomatognáticas.

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

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