Fatores de Risco para Declínio e Trajetória Funcional de Pacientes previamente independentes após alta da Unidade de Terapia Intensiva
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Objetivo: Identificar fatores de risco associados ao declínio funcional, de pacientes previamente independentes, após internação na Unidade de Terapia Intensiva. Analisar através do status funcional desfechos psicológicos a médio prazo e também mortalidade, qualidade de vida relacionada a saúde e necessidade de rehospitalizações a longo prazo. Métodos: Análise post-hoc de um estudo de coorte prospectiva conduzida entre maio de 2014 a dezembro de 2018, em 10 hospitais do Brasil. Foram analisados pacientes previamente independentes (Índice de Barthel ≥ 76) comparados com o Índice 3 e 6 meses após a alta da UTI. Foi considerada perda funcional ao reduzir categorias do índice de Barthel. Para caracterização dos participantes foram coletadas informações sociodemográficas e clínicas no pós alta imediato e acompanhamento telefônico a longo prazo. Foram analisados os preditores para declínio funcional, além dos desfechos de mortalidade, psicológicos, de qualidade de vida relacionada a saúde e necessidade de reinternações hospitalares a longo prazo. Resultados: Os pacientes com declínio da funcionalidade a curto prazo apresentam idade mais elevada, menor escolaridade, maior número de comorbidades e gravidade na internação, maior necessidade de suportes críticos, maior número de disfunções orgânicas, complicações na UTI, além de fraqueza muscular, sintomas de ansiedade e depressão comparados a pacientes que mantiveram seu status funcional. Em outra análise foram estudados pacientes sem recuperação funcional em seis meses, evidenciando maior moralidade, redução da qualidade de vida relacionada a saúde em aspectos físicos, maior número de rehospitalizações a longo prazo. Conclusão: O declínio da funcionalidade aguda de pacientes é acentuado por características prévias, maiores necessidades de suporte e complicações durante a internação na UTI e após a alta. Maioria dos pacientes não consegue recuperar funcionalidade perdida após a alta da UTI e essa condição reflete em maior mortalidade e piora da qualidade de vida no aspecto físico a longo prazo. Estes resultados evidenciam a necessidade de medidas intra e extra hospitalares para que os pacientes não deteriorem tanto na internação e possam retornar mais funcionais à sociedade.
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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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