PPGHEP - Dissertações
URI Permanente para esta coleção
Navegar
Submissões Recentes
Item Avaliação do desempenho dos escores Agile 3+ e Agile 4 em pacientes com Doença Hepática Esteatótica Metabólica: estudo transversal(2025-09-23) Manica, Muriel; Tovo, Cristiane Valle; Ferreira, Luis Fernando; Programa de Pós-Graduação em Medicina: HepatologiaIntrodução: O prognóstico da Doença Hepática Esteatótica Metabólica (do inglês – metabolic associated steatotic liver disease – MASLD) está relacionado à presença de fibrose hepática (FH). Os escores Agile 3+ e Agile 4 foram propostos como métodos não invasivos para identificar, respectivamente, fibrose avançada e cirrose, associando a elastografia transitória vibratória (VCTE) com dados clínicos e laboratoriais. Objetivo: Avaliar o desempenho dos escores Agile na avaliação da FH em pacientes com MASLD. Métodos: Estudo transversal multicêntrico realizado em pacientes acompanhados no ambulatório de hepatologia em três hospitais de atendimento terciário no Brasil, que incluiu indivíduos com MASLD comprovada por biópsia hepática. Para o cálculo dos escores Agile 3+ e Agile 4, e visando avaliar respectivamente a fibrose avançada (F≥3) e a cirrose (F4), foi aplicada a fórmula proposta por Sanyal et al. Resultados: Foram incluídos 220 pacientes, a maioria mulheres (n=146; 66%) e com diabetes (n=136; 61,5%). A prevalência de fibrose avançada e cirrose foi de 21,82% (n=48) e 9,55% (n=21), respectivamente. Houve forte correlação entre o escore Agile 3+ (r=0,751) e o VCTE (r=0,729) com o estágio de FH avaliado por biópsia hepática, enquanto a correlação do Agile 4 foi moderada (r=0,535). No entanto, os escores Agile 3+ e Agile 4 demonstraram alta sensibilidade e especificidade (superiores a 80% em todos os casos) quando comparados à biópsia hepática. Além disso, houve significância na AUROC. Conclusão: Foi confirmada boa correlação dos escores Agile e da VCTE com os estágios de fibrose em indivíduos com MASLD. O escore Agile 4 classificou corretamente a presença cirrose de forma mais eficaz que o VCTE isoladamente, com uma menor zona indeterminada.Item O significado da expressão do CD36 na doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica em pacientes submetidos à polissonografia(2024-12-20) Hartmann, Carolina Rigatti; Coral, Gabriela Perdomo; Garcia, Eduardo; Programa de Pós-Graduação em Medicina: HepatologiaContexto: A doença hepática esteatótica associada ao metabolismo (MASLD) [anteriormente referida como Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (NAFLD)] é um problema de saúde global. A avaliação da esteatose e da esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH) [anteriormente conhecida como esteato-hepatite não alcoólica (NASH)] é rotina para patologistas hepáticos. MASH e fibrose são fatores prognósticos para o desenvolvimento de cirrose hepática e mortalidade relacionada à doença. A proteína translocase de ácidos graxos CD36 regula a entrada de ácidos graxos livres nos hepatócitos e está implicada na inflamação e na apoptose. Além disso, pode estar associada à apneia, um fator prognóstico para MASH avançada. Objetivo: Este estudo visa a analisar a superexpressão de CD36 na MASH e sua relação com condições clínicas e achados histológicos associados ao MASLD, incluindo apneia obstrutiva do sono (AOS). Método: Trata-se de um estudo transversal. Dados clínicos, antropométricos e séricos foram coletados. Os pacientes também foram submetidos à polissonografia. A imunomarcação com anticorpo anti-CD36 foi realizada em biópsias de fígado fixadas em formalina e incluídas em parafina. As lâminas coradas pelos métodos de hematoxilina e eosina, tricrômio de Masson e Perls foram avaliadas. A expressão de CD36 na membrana plasmática e no citoplasma dos hepatócitos foi acessada, assim como na membrana plasmática do ducto biliar. O escore NAS foi aplicado, com avaliação complementar, incluindo fibrose e reação ductular. Resultados: A imunorreatividade de CD36 foi observada em 65,63% dos pacientes. O grau mais avançado de atividade da MASH foi perfeitamente correlacionado com a positividade para CD36 (p=0,000), e houve uma correlação moderada entre a atividade da MASH e a positividade para CD36 (R 0,418; p=0,017). A presença de hepatite de interface foi mais frequente em pacientes positivos para CD36 (p=0,001), e a inflamação lobular demonstrou uma correlação moderada com o padrão de expressão citoplasmática hepatocitária (p=0,022). O nível de ALT foi correlacionado com a positividade para CD36 no citoplasma do hepatócito e no epitélio do ducto biliar (p=0,002 e p=0,005, respectivamente). Da mesma forma, a AST foi correlacionada com a positividade citoplasmática hepatocitária de CD36 (p=0,007). Houve uma maior chance de dislipidemia em pacientes negativos para CD36, corroborada pela correlação negativa com a expressão positiva para CD36 no epitélio do ducto biliar (p=0,045). Em relação ao colesterol total, houve uma correlação inversa com a positividade para CD36 na expressão citoplasmática hepatocitária (p=0,026). O IMC foi maior em pacientes positivos para CD36 (p=0,004). O HDL estava mais baixo em pacientes positivos para CD36 (p=0,032) e os níveis médios de glicose, embora elevados em ambos os grupos, eram mais baixos em pacientes positivos para CD36 (p=0,03). Em relação às plaquetas, embora estivessem em níveis normais em ambos os grupos, eram mais baixas (em média) em pacientes positivos para CD36 (p=0,031). Um escore NAS mais alto correlacionou-se moderadamente com a positividade para CD36 no citoplasma (p=0,028). Em relação aos dados da polissonografia e à AOS, os grupos foram semelhantes nos níveis de saturação de oxigênio, índice de dessaturação de oxigênio, índice de apneia-hipopneia, apneia-hipopneia na posição supina e na porcentagem de saturação inferior a 90% em minutos. Conclusões: O CD36 foi expresso em pacientes com maior índice de IMC, reforçando a relação entre a obesidade na composição do tecido adiposo e o aumento dos ácidos graxos com a superexpressão de CD36. Também houve uma correlação entre a positividade de CD36 com AST, ALT, escore NAS e intensidade da inflamação. Os achados referentes a AOS não foram estatisticamente significativos. Assim, este estudo sugere que o CD36 pode ser um biomarcador da atividade inflamatória e do prognóstico da MASLD.Item Desempenho de escores prognósticos que incluem dados do explante na estimativa de recorrência do carcinoma hepatocelular após transplante hepático: uma revisão sistemática e metanálise(2024-11-19) Barros, Iago Christofoli de; Brandão, Ajácio Bandeira de Mello; Rodríguez, Santiago; Programa de Pós-Graduação em Medicina: HepatologiaO transplante hepático é o tratamento curativo preferencial para o carcinoma hepatocelular (CHC) em estágio inicial. No entanto, apesar de critérios de seleção rigorosos, cerca de 17% dos pacientes apresentam recidiva de CHC após o transplante. Nosso objetivo foi identificar qual modelo de risco usando dados do explante poderia prever melhor a recidiva do CHC. Foi realizada uma revisão sistemática com metanálise, por meio de busca no PubMed, EMBASE, Web of Science e Cochrane Library, a partir da publicação do escore de Milão em 1996, até 30 de janeiro de 2024. Foram incluídos nove estudos (5.348 pacientes), e três escores preditivos — modelos RETREAT, Decaens e PCRS — foram meta-analisados. Os desfechos analisados foram: (i) taxa de recidiva de CHC após transplante hepático; e (ii) capacidade preditiva dos escores para recidiva de CHC ao longo de cinco anos. Todos os estudos eram retrospectivos, com validação na América do Norte, Europa e Ásia. A taxa de recidiva do CHC foi de 7%. As sensibilidades e especificidades agrupadas para escores de alto risco — RETREAT ≥ 5, Decaens ≥ 4 e PCRS ≥ 3 — foram: 0,381 – 0,953, 0,676 – 0,817 e 0,217 – 0,987, respectivamente. A taxa de recidiva em até 5 anos para pacientes de alto risco foi de 45% (IC 95% 35,12–57,0). As AUCs de cada escore foram comparadas pelo método bivariado, sem diferenças estatisticamente significativas. Portanto, nenhum escore se mostrou superior. Parece, então, que todos os modelos, especialmente quando identificam pacientes de alto risco, podem auxiliar na determinação da imunossupressão e nos intervalos de vigilância, com base nas características tumorais identificadas no explante. No futuro, outros modelos deverão ser explorados, juntamente com o uso de bases de dados — de preferência em estudos prospectivos — e possivelmente com o auxílio de inteligência artificial, permitindo uma estratificação mais precisa dos pacientes e uma vigilância mais adequada.Item Suplementação de zinco nas doenças hepáticas: revisão sistemática e metanálise(2021-08-21) Diglio, Daniela Capelli; Tovo, Cristiane Valle; Fernandes, Sabrina Alves; Programa de Pós-Graduação em Medicina: HepatologiaA deficiência de zinco tem sido associada com o pior prognóstico das doenças hepáticas crônicas, e a suplementação de zinco pode ser relevante para a melhora dos sintomas relacionados a estas doenças. O objetivo desta revisão sistemática com metanálise é avaliar o papel do zinco no manejo das doenças hepáticas crônicas. Métodos: Realizou-se uma busca nas bases de dados MEDLINE, Lilacs, Embase e Cochrane CENTRAL (último acesso em agosto de 2018), sem limitação de data e idioma. Os dados foram coletados por dois investigadores independentes para as seguintes variáveis: desenho do estudo, idade, sexo dos participantes e o tipo de doença hepática crônica. Foram selecionados ensaios clínicos randomizados que avaliaram pacientes com doença hepática crônica de qualquer etiologia que utilizaram suplementação de zinco. Foram excluídos os estudos com outros desenhos metodológicos ou que avaliaram outras doenças que não as hepáticas. Resultados: Dentre os 1315 estudos, 13 preencheram os critérios de inclusão. A qualidade metodológica dos estudos identificados foi considerada baixa, já que a maioria não descreveu todos os parâmetros necessários. Seis avaliaram o tratamento da hepatite crônica C, sendo estimado um risco relativo (RR) de 0,83 (IC de 95% 0,64-1,07; I 2 26%) para a obtenção da resposta virológica sustentada, indicando a ausência de efeito protetor da suplementação de zinco. Três estudos avaliaram a resposta ao tratamento da encefalopatia hepática (EH), sendo observada uma elevação média de 28,67 mg/dL no nível sérico de zinco no grupo suplementado quando comparado ao grupo não suplementado (IC de 95% 15,6-42,19; I 2 87%). Houve melhora clínica da EH, resultando em um RR de 0,66 para o desfecho de EH, favorecendo o grupo que recebeu a suplementação com zinco. Dentre os 4 estudos que avaliaram a suplementação de zinco em cirróticos, a metanálise foi possível de ser realizada em 3 estudos, evidenciando um aumento significativo no nível sérico de zinco no grupo suplementado. Dois estudos avaliaram o efeito da suplementação do zinco no nível sérico de albumina, não revelando diferença entre os grupos. Houve diminuição na progressão para carcinoma hepatocelular (p=0,355), melhora no escore de Child-Pugh, nos níveis de bilirrubina, menor incidência de ascite e diminuição nos níveis de amônia (p=0,0114) no grupo que recebeu suplementação com zinco. As formulações mais utilizadas foram polaprezinc, sulfato de zinco, gluconato de zinco e acetato de zinco. Conclusão: Há escassez de estudos de boa qualidade metodológica que avaliem a eficácia da suplementação de zinco nas doenças hepáticas crônicas. Os estudos não são precisos quanto à dosagem e tipo de formulação utilizada, necessitando mais estudos que comprovem a eficácia da suplementação de zinco nas doenças hepáticas crônicas.Item Efeito protetor dos ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 na Síndrome Hepatorrenal em ratos Wistar(2023-08-09) Duailibe, João Bruno Beretta de Almeida; Porawski, Marilene; Programa de Pós-Graduação em Medicina: HepatologiaIntrodução: A síndrome hepatorrenal (SHR) é um dos tipos mais comuns de lesão renal aguda (LRA) que afeta doentes cirróticos e caracteriza-se pela redução do fluxo sanguíneo renal, não correspondendo à expansão do volume, e é uma das complicações mais graves que afetam os pacientes cirróticos com doença avançada. Objetivo: Estudar o efeito protetor da suplementação de ácidos graxos do tipo ômega3 no tecido renal de ratos cirróticos. Métodos: Trata-se de uma pesquisa experimental em ratos Wistar com revisão da literatura. Para o experimento, foram utilizados 24 ratos Wistar machos divididos nos seguintes grupos: Grupo I (controle); Grupo II (tratado com ômega-3, 1g/kg de peso corporal); Grupo III (LDB tratado com ômega-3, 1g/kg de peso corporal) e Grupo IV (LDB sem tratamento). O ômega-3 utilizado foi da marca Catarinense. A cirrose hepática foi induzida pelo modelo de ligadura do duto biliar (LDB) com duração de 28 dias. Após o período de experimento, os animais foram eutanasiados por sobredose de anestésico. Os rins foram dissecados, retirados e congelados em nitrogênio líquido e armazenados em freezer a -80ºC para posterior análise. Foram avaliados o estresse oxidativo, os metabólitos do óxido nítrico, o dano ao DNA pelo ensaio cometa, o teste de viabilidade celular e a presença de apoptose no tecido renal. Os dados foram estatisticamente aferidos por análise de variância unidirecional (ANOVA), e as médias foram comparadas usando o teste Tukey, com p ≤ 0,05 considerado como estatisticamente significativo usando o programa GraphPad Prism versão 5.0 (Intuitive Software for Science, São Diego, CA, EUA). Resultados: O ômega-3 diminuiu significativamente a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) (p <0,001) e a formação de malondialdeído (MDA) no grupo LDB + ômega3 (p <0,001). A atividade das enzimas antioxidantes SOD e CAT aumentou no grupo LDB + ômega em relação ao grupo LDB (p <0,01). A produção de óxido nítrico, o dano ao DNA e a caspase 9 foram significativamente diminuídas no grupo LDB tratado com ômega-3 e houve um aumento do potencial eletroquímico mitocondrial (p <0,001) no grupo LDB tratado com ômega-3 em relação ao grupo LDB. Não foram observadas alterações no índice de sobrevivência celular na síndrome hepatorrenal com ômega3 quando comparadas ao grupo controle (p> 0,05). Conclusões: O estudo mostra que o ômega-3 é capaz de proteger a integridade e função celular do dano oxidativo através do aumento das enzimas antioxidantes, inibição da formação de radicais livres e diminuição da apoptose.Item Avaliação da segurança da cirurgia bariátrica em pacientes com Fibrose Hepática avançada(2023-12-28) Barum, Giovani; Mattos, Ângelo Zambam de; Programa de Pós-Graduação em Medicina: HepatologiaIntrodução: A obesidade cresce em todo o mundo em ritmo pandêmico. A relação entre a obesidade e a esteatose hepática metabólica (metabolic dysfunctionassociated steatotic liver disease - MASLD) já é bem estabelecida, sendo um dos mais importantes fatores etiológicos para o desenvolvimento de cirrose hepática. A cirurgia bariátrica é um tratamento efetivo para perda de peso em pacientes com obesidade moderada e severa, tendo também um efeito no controle da MASLD. Contudo, a segurança da cirurgia em pacientes com fibrose hepática avançada não é ainda bem estabelecida. Objetivo: avaliar a segurança e as repercussões da cirurgia bariátrica de acordo com o grau de fibrose hepática. Métodos: foram avaliados retrospectivamente pacientes submetidos à cirurgia bariátrica no período de junho de 2004 a fevereiro de 2020 e que possuíam biópsia hepática realizada no momento da cirurgia. Foram coletados dados do prontuário correspondentes ao pré-operatório e ao período de até 1 ano de pós-operatório, e os resultados, estratificados conforme o grau de fibrose hepática em fibrose inicial (ausente ou estágios 1 e 2) e fibrose avançada (estágios 3 e 4). Resultados: Foram incluídos no estudo 1185 pacientes no período de 2004 a 2020. Foram identificados 1129 pacientes sem fibrose ou com estágios 1 e 2 de fibrose e 56 pacientes com fibrose avançada. O grupo com fibrose avançada tinha maior percentual de homens (35,7% versus 21,6%, p=0,014), portadores de diabete (42,9% versus 16,5%, p<0,001) e de hipertensão arterial sistêmica (57,1% versus 41,4%, p=0,012). Pacientes com fibrose avançada ficaram mais tempo internados (4,64 dias versus 4,06 dias, p<0,001) e necessitaram de internação em Unidade de Terapia Intensiva em uma maior proporção (7,1% versus 2,9%, p=0,038). Não houve diferença significativa com relação à ocorrência de infecções relacionadas ao procedimento, fístulas, hemorragia digestiva, tromboembolismo pulmonar ou trombose venosa profunda. Não houve diferença significativa com relação ao desenvolvimento de estenose da gastroenteroanastomose, colelitíase e anemia em 6 meses. Não houve óbito em quaisquer dos grupos. Conclusão: a cirurgia bariátrica se mostrou um procedimento seguro, com taxas de complicações semelhantes em pacientes portadores de fibrose avançada, quando comparado com pacientes sem fibrose ou com fibrose inicial.Item Critérios cardiometabólicos, síndrome metabólica e composição corporal associados à MASLD(2023) Pereira, Victória Quadros da Silveira; Moreira, Thaís Rodrigues; Programa de Pós-Graduação em Medicina: HepatologiaIntrodução: Doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) é a mais frequente causa de doença crônica hepática em todo mundo e é a principal causa de morbidade e mortalidade relacionadas ao fígado. A obesidade, a distribuição de gordura e a composição corporal, assim como o comprometimento do metabolismo da glicose, a hipertensão arterial e a dislipidemia aterogênica são fatores de risco para MASLD. A literatura sugere que cada fator pode contribuir isoladamente ou em conjunto para a severidade da doença hepática. Objetivo: O objetivo principal deste estudo foi determinar a associação entre critérios cardiometabólicos e de composição corporal com gravidade histopatológica na MASLD. Métodos: Estudo transversal prospectivo com pacientes atendidos no ambulatório de um hospital terciário do Sul do Brasil. Foram incluídos indivíduos com idade ≥ 18 anos, com MASLD confirmado por biopsia hepática. A coleta ocorreu durante consultas nutricionais, oportunidade em que foram reunidos dados clínicos e referentes aos hábitos de vida. Aferiram-se parâmetros antropométricos e bioimpedância elétrica, para a avaliação da composição corporal. Aplicou-se testes T student, Mann-Withney, para comparar proporções, os testes qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher e correlação de Pearson e Spearman para análise de dados. Resultados: Avaliaram-se 62 pacientes com idade média de 58,04±8,9 anos, com IMC médio de 33,3±5,4kg/m². Hipertensão arterial foi diagnosticada em 80,6% (n=50), 75,8% (n=47) eram diabéticos e 72,6% (n=45) dislipidêmicos. Síndrome metabólica foi identificada em 83,9% (n=53). Risco para sarcopenia foi identificado em 95%(n=59). Na comparação entre níveis de esteatose hepática e variáveis, observou-se que pacientes com pressão arterial aumentada ou hipertensão, a prevalência de balonização foi significativamente maior (p=0,019), apresentaram maior massa gorda (p=0,054) e fibrose moderada/intensa/cirrose (p=0,063). O IMC tendeu a ser maior nos pacientes com balonização (p=0,062). A Síndrome Metabólica foi associada à prevalência de fibrose moderada/intensa/cirrose (p=0,003). Aqueles com risco para sarcopenia apresentaram IMC significativamente mais elevado do que os que não apresentavam risco (p=0,003). Conclusão: A esteatose hepática intensa correlacionou-se com o critério cardiometabólico de pressão aumentada ou HAS e diagnóstico de Síndrome metabólica. Os pacientes com maior IMC e massa gorda também apresentaram maior severidade da doença. Em acréscimo, o risco para sarcopenia foi identificado na maior parte dos indivíduos sendo o risco associado a maiores valores de IMC.Item Impacto do Tratamento da Hepatite C Crônica com Sofosbuvir na Função Renal em Pacientes Coinfectados pelo HIV Usando Tenofovir Disoproxil Fumarato com ou sem Atazanavir(2023-09-29) Andrzejewski, Scheila Kohls; Kliemann, Dimas Alexandre; Programa de Pós-Graduação em Medicina: HepatologiaIntrodução: Tanto a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) quanto pelo vírus da hepatite C (HCV) podem ser causa de doença renal crônica, seja em decorrência do efeito viral sobre o hospedeiro seja devido aos efeitos dos medicamentos utilizados no seu tratamento, os quais podem afetar a função renal. Este estudo avaliou a nefrotoxicidade em pacientes coinfectados por HIV/HCV em uso de tenofovir disoproxil fumarato (TDF) e sofosbuvir (SOF). Objetivos: Avaliar a incidência de nefrotoxicidade com TDF e SOF na coinfecção HIV/HCV. Métodos: Realizamos uma análise retrospectiva dos prontuários de um centro terciário no Brasil. Acompanhamos pacientes coinfectados por HIV/HCV com idade ≥18 anos por pelo menos 12 semanas após o término do tratamento para HCV. Dois grupos foram formados: um composto por pacientes expostos ao TDF (E-TDF) e outro pelos não expostos ao TDF (NE-TDF). O grupo E-TDF foi organizado de acordo com o tratamento do HCV: SOF+ daclatasvir (DCV); SOF+ ledipasvir (LDV); SOF+DCV+ ribavirina (RBV); SOF+RBV; e SOF+ velpatasvir (VEL); e subdivididos de acordo com o tratamento do HIV: pacientes expostos à combinação de TDF e atazanavir (ATV) ou não expostos a essas associações (N-TDF/ATV). O estágio de disfunção renal foi estabelecido pelo cálculo do índice de proteína/creatinina urinária (IPC) e taxa de filtração glomerular (TFG). O valor de IPC <0.2 g/dl indicava função normal e IPC ≥0.2 g/dl determinava alterações tubulares. A classificação adotada para a TFG foi a estabelecida pela Kidney Disease Improving Global Outcomes (KDIGO). Resultados: A maioria dos pacientes recebeu SOF+DCV+RBV (71.2%). Os dados socioeconômicos, clínicos e virológicos evidenciaram prevalência de etnia branca (79.5%), genótipo 1 (59%), presença de cirrose (20.5%) e fibrose avançada (31.5%). A maioria dos pacientes apresentou IPC pré-tratamento normal (66%) e TFG prétratamento estágios 1 e 2 (67% e 27%, respectivamente). Apenas 5% (4 pacientes) possuíam TFG pré-tratamento estágio 3. O grupo SOF+DCV+RBV apresentou redução do IPC no pós-tratamento (p>0.0001), e o grupo SOF+LDV apresentou diferença estatística entre o período pré-tratamento e pós-tratamento em relação a TFG (p=0.0108). Não foi observada correlação significativa entre a variação do IPC e o tempo de exposição ao TDF/ATV e ATV. No entanto, foi observada uma fraca correlação negativa na interpretação do IPC e o tempo de exposição ao TDF (r= - 0.3174; p=0.0193; n=54). Conclusão: Mesmo pacientes com função renal normal podem apresentar piora da função renal quando expostos à terapia antirretroviral. Nosso estudo detectou uma variação no IPC, com melhora do IPC ao longo do tempo na exposição ao TDF. No entanto, não foram encontrados achados estatisticamente significativos na análise correlacionada ao tempo de exposição ao TDF com ou sem a associação do ATV. Devido ao pequeno número de participantes e ao desenho retrospectivo, este estudo apresenta limitações que permitam conclusões definitivas, entretanto, não foram encontradas evidências de que o uso de SOF cause piora na função renal de pacientes com HIV em tratamento antirretroviral com TDF e/ou ATV. Ademais, os autores sugerem que a função renal deve ser monitorada de perto, especialmente durante o período inicial da terapia para o HCV.Item Ângulo de fase como marcador prognóstico de pacientes com cirrose: um follow-up de 15 anos(2023-11-23) Pinto, Letícia Pereira; Marroni, Claudio Augusto; Fernandes, Sabrina Alves; Programa de Pós-Graduação em Medicina: HepatologiaIntrodução: A cirrose hepática é doença crônica progressiva, caracterizada por fibrose difusa, que contribui para a desnutrição e pior qualidade de vida, acomete milhões de pessoas mundialmente, é responsável por 2,4% dos óbitos globais e demanda altos custos com hospitalizações e tratamentos especializados. Por estas razões é essencial determinar o prognóstico destes pacientes, o que contribui para melhor manejo clínico e tomada de decisões terapêuticas. O Ângulo de Fase da Bioimpedância Elétrica consiste numa medida que avalia a integridade celular e tem se mostrado um bom instrumento para avaliar o prognóstico de algumas doenças crônicas, como câncer e insuficiência cardíaca, e a sua redução está associada a um pior prognóstico. Objetivo: Avaliar o papel prognóstico do Ângulo de Fase na evolução dos indivíduos com cirrose, em 15 anos de seguimento Metodologia: Estudo de coorte retrospectiva de 129 indivíduos com cirrose de diferentes etiologias, atendidos em 2007 no Ambulatório de Hepatologia do Hospital Santa Clara do Complexo Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Foi realizado o rastreio dos pacientes através do banco de dados do ambulatório e coletadas as ocorrências de eventos clinicamente relevantes (Varizes de esôfago, ascite, peritonite bacteriana espontânea, encefalopatia, sangramento de varizes de esôfago e óbito), número de internações, tempo de internação, exames bioquímicos e o Ângulo de Fase da Bioimpedância coletado através da bioimpedância Biodynamics p450. Os pacientes foram classificados conforme o seu Ângulo de Fase, utilizando a classificação de Fernandes et al (2012) e Mattiello e colaboradores (2022). Os dados foram tabulados em Excel 2013 para análise estatística. Foram considerados estatisticamente significativos valores de p < 0,05 e a análise dos dados realizada no programa SPSS versão 26.0. Foi estabelecida a curva de Kaplan Mayer para a análise de sobrevida. Resultados: Os pacientes foram estratificados em dois grupos, um com base no Ângulo de Fase de 5,4 graus (AF > 5,4°, n = 40; AF ≤ 5,4°, n = 89) e outro conforme o percentil do Ângulo de Fase (< P50, n = 56; ≥ P50, n = 73). A avaliação por meio do percentil foi mais precisa na identificação de óbitos no longo prazo do que o ponto de corte de AF 5,4º. Os pacientes com percentil < P50 apresentaram maior número de eventos clinicamente relevantes como ascite, PBE, encefalopatia hepática e CHC. O Ângulo de Fase está fortemente correlacionado com a albumina sérica (P <0,001), Razão Normalizada Internacional (P = 0,01), bilirrubina total (P = 0,02) e bilirrubina direta (P = 0,003). O Ângulo de Fase está associado com o tempo de sobrevivência (P < 0,001) e tempo de internação (P = 0,02). A análise de regressão logística mostra que o aumento de 1° no Ângulo de Fase aumenta em 17,7% a chance de sobrevivência do paciente cirrótico. Conclusão: O ângulo de fase foi um bom preditor prognóstico em indivíduos com cirrose.Item A prevalência da doença hepática gordurosa não alcoólica em pacientes com esquizofrenia(2020) Rayn, Roberta Goulart; Marroni, Cláudio Augusto; Fernandes, Sabrina AlvesIntrodução e objetivos: A prevalência mundial da esquizofrenia é de 1%. O tratamento para a esquizofrenia inclui o uso de medicações, sessões psicológicas, reabilitação e suporte social. O estilo de vida pouco saudável é relatado nessa população, sendo frequente a existência de doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). Diante disso, o objetivo desse trabalho é identificar a prevalência da DHGNA e a sua associação com a composição corporal, através de bioimpedância elétrica (BIA) - índice de massa corpórea (IMC), taxa metabólica basal (TMB), massa magra (MM) e massa gorda (MG); e com a utilização de fármacos psicotrópicos e seu tempo de uso. Metodologia: Estudo de delineamento transversal (n=37) de pacientes com diagnóstico de esquizofrenia, por meio da realização de ecografia abdominal total, no intuito de identificar a presença da DHGNA, bem como verificar fatores potencializadores de doença hepática como utilização de psicotrópicos e seu tempo de uso e a composição corporal, através da BIA (IMC, TMB, MM e MG). Resultados: A prevalência de DHGNA nessa amostra foi de 32,4%. Na análise multivariada, o IMC se manteve significativo, com razão de prevalências (RP = 1,14; P < 0,01), evidenciando associação direta com a DHGNA. Dentre as variáveis preditoras, quando analisadas por sexo, TMB (P = 0,02) e MM (P = 0,03) foram ambas maiores nos homens. Conclusão: O estudo aponta que pacientes esquizofrênicos diagnosticados com DHGNA tiveram IMC maior do que os sem DHGNA. Nesse caso, o IMC poderia ser um alvo de intervenção nutricional para reduzir essa patologia nesses pacientes.Item TACE convencional e DEB-TACE no tratamento do carcinoma hepatocelular(2023) Fontana, Priscila Cavedon; Mattos, Angelo Alves deIntrodução: A quimioembolização transarterial (TACE) é o tratamento mais utilizado em pacientes com carcinoma hepatocelular (CHC) em estágio intermediário não candidatos a tratamento curativo. A diferença na eficácia entre os métodos de TACE convencional (cTACE) e a TACE com drug-eluting beads (DEB-TACE) ainda é controversa. Objetivo: Comparar a eficácia entre a cTACE e a DEB-TACE em pacientes com CHC que não sejam candidatos a terapia curativa. Métodos: Estudo retrospectivo no qual foram avaliados prontuários de pacientes com idade maior ou igual a 18 anos com diagnóstico de CHC submetidos à cTACE ou DEB-TACE com intuito paliativo entre janeiro de 2009 e dezembro 2021. Na análise da sobrevida foi utilizado o método de Kaplan-Meier. Achados com valor p <0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Resultados: Foram avaliados 268 pacientes dos quais 70 pacientes realizaram DEB-TACE e 198 pacientes realizaram cTACE. Não houve diferença significativa entre os grupos quanto sexo, idade e etiologia da cirrose. O grupo de cTACE apresentou uma maior porcentagem de resposta completa, nos exames de imagem (31,8% vs. 16,1%) e o grupo da DEB-TACE apresentou maior porcentagem de resposta parcial (33,9% vs.19,7%), p=0,014. A taxa de óbitos foi semelhante nos dois grupos. A sobrevida avaliada nos grupos de DEB-TACE e cTACE foi respectivamente de 87% e 87,9% em 1 ano, 35,1% e 32,9% em 3 anos e 20,5% e 18,1% em 5 anos (p=0,661). Em relação a frequência de eventos adversos não houve diferença significativa entre os grupos (7,1% no DEB- TACE vs. 17,8% cTACE, p=0,052). A intercorrência mais comum em ambos os grupos foi a síndrome pós TACE. Conclusão: Embora tenha se observado uma maior frequência de resposta completa nos pacientes que realizaram a cTACE, não houve diferença na sobrevida dos doentes que realizaram DEB-TACE ou cTACE. A taxa de eventos adversos foi semelhante nos dois grupos avaliados.Item Avaliação do sistema de reparo de quebras duplas do DNA em pacientes com metástase hepática de câncer colorretal submetidos à hepatectomia(Wagner Wessfll, 2021) Antonello, Carlos Daniel Hernández; Kalil, Antonio Nocchi; Leguisamo, Natalia Motta; Lucchese, Angélica MariaIntrodução: A identificação de grupos de risco específicos para a recorrências após a cirurgia em metástases hepáticas de câncer colorretal (MHCCR) continua sendo um desafio devido a heterogeneidade da doença. Parâmetros clinicopatológicos clássicos possuem limitado valor prognóstico. Material e métodos: Incluímos 50 pacientes de maneira prospectiva. Amostras de MHCCR e tecido hepático normal adjacente de pacientes que foram submetidos a hepatectomia com intenção curativa foram avaliadas para expressão gênica de genes chave das vias de reparo de quebras duplas (RAD51, BRCA1 e XRCC5), por RT-qPCR (n=32), e para expressão proteica por imunoistoquímica (Ku80 (n=32), MLH1 e MSH6 (n=50). O papel prognóstico dos dados moleculares e clinicopatológicos foi investigado por regressão de Cox para progressão livre de doença (PFS) e sobrevida global (OS). Resultados: Níveis aumentados de mRNA de RAD51 e XRCC5 em tecido tumoral foram associados a tratamento neoadjuvante para MHCCR com deficiência no reparo de malpareamento (dMMR). Baixa expressão de XRCC5 foi associada a pior OS e PFS. Entretanto, análise multivariada não confirmou baixo XRCC5 como fator prognóstico independente (PFS HR IC95% = 6.727 (0.471 - 9.058), p = 0.016; OS HR IC95% = 9.120 (0.918 - 9.612); P= 0.059). O tratamento neoadjuvante para MHCCR e margens cirúrgicas positivas após a hepatectomia foram confirmados como fatores prognósticos independentes para PFS. Baixos níveis de XRCC5 em tumores prediz pior PFS em pacientes com margens cirúrgicas positivas (R1-R2) que receberam tratamento neoadjuvante para MHCCR quando comparados àqueles que não receberam este tratamento. Conclusão: Nossos resultados sugerem o papel de XRCC5 como fator prognóstico em MHCCR ressecáveis. Baixos níveis de mRNA de XRCC5 podem predizer maior risco de recorrência e sobrevida, particularmente em pacientes com margens cirúrgicas positivas que não receberam quimioterapia neoadjuvante para MHCCR.Item O papel da ressecção hepática no tratamento de pacientes HIV positivos com carcinoma hepatocelular: uma revisão integrativa(Wagner Wessfll, 2022) Rodrigues, Pablo Duarte; Fontes, Paulo Roberto OttINTRODUÇÃO: Pacientes portadores do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) apresentam risco aumentado de desenvolvimento de Carcinoma Hepatocelular (CHC). Além disso, em comparação com não-infectados, essa neoplasia aparentemente apresenta um comportamento mais agressivo levando a piores desfechos em termos de sobrevida. Há dúvidas em relação ao melhor tratamento do CHC nessa população, principalmente relacionadas ao papel da ressecção cirúrgica. Por outro lado, há alguns trabalhos demonstrando que, após o transplante, indivíduos portadores do HIV apresentam sobrevida global comparável a não infectados. Nesse sentido, o objetivo dessa revisão integrativa da literatura é avaliar e sumarizar os resultados em termos de sobrevida da ressecção no tratamento de pacientes com CHC e soropositivos. MÉTODOS: Revisão de artigos publicados na língua inglesa, nas bases de dados do PubMed e Scielo até outubro de 2021, utilizando-se os termos: HIV, HCC e resection. Critérios de exclusão: artigos de revisão, relatos de caso, editoriais, pacientes HIV-negativos ou com patologia não-CHC, e trabalhos nos quais não se demonstrasse os resultados específicos da ressecção na população de estudo. RESULTADOS: Quatro publicações foram analisadas em relação ao seu conteúdo e relevância à pergunta de pesquisa. Foram identificados 54 pacientes submetidos à ressecção cirúrgica, com grande variabilidade de sobrevida global entre os estudos (mediana entre 18 e 72 meses); apenas um estudo demonstrou a sobrevida livre de doença. Houve também grande variabilidade nas taxas de morbimortalidade após o procedimento. Esses resultados impossibilitaram qualquer tipo de comparação entre os estudos. CONCLUSÃO: Dados relativos aos impactos em termos de sobrevida com a utilização da ressecção cirúrgica em doentes HIV-positivos com CHC são escassos, mantendo dúvidas quanto às melhores opções de tratamento com intenção curativa nesses pacientes. Há a necessidade iminente de mais estudos sobre a temática, tendo em vista a implicação prática sobre a tomada de decisão de equipes capacitadas para oferecer todos os tipos de tratamentos possíveis. Assim, sugere-se que o manejo desses pacientes ainda seja feito à semelhança do que é indicado pelas principais diretrizes acerca do tratamento de doentes com CHC, sem distinção em relação à sorologia para o HIV.Item Avaliação do sistema de reparo por excisão de bases na metástase hepática do câncer colorretal(Wagner Wessfll, 2021) Escovar, Carlos Eugênio Santiago; Kalil, Antonio Nocchi; Meirelles, Natalia Motta Leguisamo; Lucchese, Angélica MariaIntrodução: As metástases hepáticas de câncer colorretal (MHCCR) continuam a ser a principal causa de morte de pacientes com câncer colorretal (CRC). O reparo inadequado dos danos ao DNA promove instabilidade genômica, aumento da carga mutacional e regulação positiva do eixo PD-1/PD-L1. A deficiência no reparo de malpareamento (dMMR) é um biomarcador baseado nos sistemas de reparo do DNA para predizer a resposta à imunoterapia em pacientes com CRC metastático. Uma vez que, apenas 5% dos pacientes com MHCCR apresentam dMMR, a identificação de deficiências em outras vias de reparo do DNA, como o reparo por excisão de base (BER), pode facilitar a identificação de pacientes que possivelmente se beneficiariam da imunoterapia independentemente da dMMR. Métodos: Cinquenta pacientes com MHCCR submetidos à hepatectomia foram incluídos prospectivamente. Metástases hepáticas e tecidos hepáticos adjacentes de 32 pacientes foram avaliados quanto à expressão gênica dos principais genes do BER (OGG1, POLB, PARP1 e XRCC1) por qRT-PCR. Conteúdos de PARP1 e PD-1 foram avaliados por imunohistoquímica. Os dados moleculares e clínicopatológicos, incluindo as razões neutrófilos/linfócitos, linfócitos/monócitos e plaquetas/linfócitos - NLR, LMR e PLR, respectivamente), foram avaliados quanto à presença de associações e valor prognóstico. Resultados: A redução dos níveis de mRNA de OGG1 e POLB em tecidos neoplásicos foi associada à margens cirúrgicas R1-R2 e doença sincrônica, respectivamente. A superexpressão de PARP1 foi associada a presença menores lesões, margem de ressecção cirúrgica R0 e aumento de LMR; e a superexpressão de XRCC1 foi associada a níveis mais baixos de CEA ao diagnóstico do CCR e aumento da PLR. Além disso, demonstramos que a menor imunorreatividade para PARP1 foi associada à presença de invasão perineural em tumores colorretais e aumento da NLR. Em contrapartida, a alta expressão de PARP1 foi associada à expressão positiva de PD1. As análises de sobrevivência não confirmaram o papel prognóstico independente dos componentes de BER ou de PD-1. Conclusões: O BER apresentou-se desequilibrado nas MHCCR. A superexpressão de PARP1 foi associada à expressão positiva de PD-1 positiva e características clínicas de mau prognóstico em CRCLM, o que pode sugerir um novo papel para PARP1 na agressividade das MHCCR através da ativação do sistema imunológico e da modulação do desenvolvimento tumoral.Item Carga de trabalho da equipe de enfermagem e o índice apache de gravidade de pacientes pós-transplante hepático: estudo de coorte(Wagner Wessfll, 2021) Silveira, Andresa Thomé; Marroni, Cláudio Augusto; Treviso, PatríciaIntrodução: O transplante de fígado é um procedimento cirúrgico de alta complexidade, com pós-operatório em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde se utilizam escores que avaliam constantemente os pacientes, para garantir um atendimento planejado. Objetivo: Avaliar a carga de trabalho de enfermagem e sua relação com a gravidade dos pacientes no pós-transplante hepático, a partir de indicadores de qualidade assistencial utilizados na UTI. Método: Estudo de coorte retrospectivo, no período de janeiro de 2014 a junho de 2018, com análise de 286 prontuários e avaliação do pós-operatório imediato de transplante de fígado em um hospital de referência no sul do Brasil, a partir de dados secundários no prontuário eletrônico e no Sistema Epimed Monitor. Foram coletados os escores Nursing Activity Score (NAS) e o Acute Physiology and Chronic Health Evaluation IV (APACHE IV), como também as características demográficas, clínicas e os desfechos dos transplantados. Para tanto, consideraram-se significativas as associações com valor de p˂0,05. Resultados: A média de idade foi de 57,6 anos (±10 anos), 68,9% masculinos. Os escores médios do The Model for End Stage Liver Disease (MELD) e APACHE IV foram, respectivamente, 24,3 (±5,6) e 58,9 (±23,7); o tempo de UTI ficou em 5 dias (3-7) e 9,1 % dos pacientes foram a óbito na própria unidade de terapia. A média total do NAS foi reduzindo gradativamente nas 24h (94,9 ± 18,5), 48h (87,2 ± 17,0), 72h (83,3 ± 19,6) até a alta (82,3 ± 18,2). Observaram-se associações em diferentes momentos do NAS, com o escore MELD (p˂0,05) e APACHE IV (p˂0,001), tempo de UTI (p˂0,001), desfecho óbito (p˂0,001), não sendo encontrada associação com a idade. As atividades que mais influenciaram na carga de trabalho nas 24h, 48h, 72h e alta estavam ligadas à verificação de sinais vitais e a balanço hídrico, tarefas administrativas e gerenciais (p˂0,001); a atividade de suporte e os cuidados com familiares e pacientes foi significativa nas 24h (p˂0,001). Conclusão: A carga de trabalho da enfermagem é excessiva no pós-operatório de transplante hepático e está relacionada com a gravidade dos pacientes.Item Reabilitação nutricional e funcional em pacientes cirróticos(Wagner Wessfll, 2020) Schmidt, Natália Perin; Marroni, Cláudio Augusto; Fernandes, Sabrina AlvesIntrodução: Portadores de doenças hepáticas apresentam, com frequência, comprometimento do estado nutricional e funcional. A desnutrição e a sarcopenia são preditores independentes de desfechos clínicos adversos, sendo esses padrões considerados fortes indicadores de qualidade de vida. Objetivo: Avaliar o efeito de um programa de reabilitação multidisciplinar em pacientes portadores de cirrose hepática. Método: Ensaio clínico controlado, realizado no Ambulatório de Gastroenterologia no sul do Brasil, envolvendo 33 pacientes com cirrose hepática, realizando programa de reabilitação multidisciplinar, distribuídos nos grupos intervenção nutricional (n=22) e reabilitação funcional e nutricional (n=11). As orientações nutricionais foram realizadas conforme o Guideline da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN), e a intervenção funcional foi realizada durante período de 3 meses, com 3 sessões semanais de exercício, iniciando 30 minutos de caminhada em esteira até atingir 50 minutos ao término do acompanhamento. Foram coletadas características clínicas, etiológicas, doenças associadas, escore de Child Pugh, aspectos nutricionais (avaliação subjetiva global e inquérito recordatório 24h), antropométricos e funcionais (peso, estatura, circunferência abdominal, circunferência da panturrilha, circunferência muscular do braço, bioimpedância, espessura do músculo adutor, força do aperto de mão e teste de caminhada de 6 minutos). Consideraram-se significativas as associações com valor p<0,05. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo masculino (60,6%), com média de idade de 58 anos (± 11,9 anos), etiologia prevalente criptogênica e Child-Pugh A, com ausência de encefalopatia hepática (EH) e presença de ascite em 9,1% da amostra. Através da Avaliação Subjetiva Global (ASG), verificou-se que a maioria apresentava menor risco de desnutrição, com 75,8% classificação de bem nutrido. Observaram-se modificações significativas nos parâmetros circunferência abdominal (CA) (p=0,049), circunferência muscular do braço (CMB) (p<0,001) e teste de caminhada de 6 minutos (TC6m) (p<0,001) entre os grupos, com melhora significativa na reabilitação multidisciplinar. Foi possível evidenciar melhora significativa nos parâmetros indiretos de sarcopenia, força do aperto de mão (FAM) (p=0,008) e TC6M (p<0,001), principalmente no grupo onde houve intervenção multidisciplinar, com reabilitação funcional e nutricional. A composição corporal revelou mudança significativa no grupo reabilitação funcional e nutricional no peso (<0,001), índice de massa corporal (IMC) (<0,001), ângulo de fase (AF) (p=0,036), CA (p=0,002), CMB (p<0,001) e músculo adutor do polegar (MAP) (p=0,030), que não foi observada no grupo intervenção nutricional de forma isolada. Conclusão: A intervenção multidisciplinar é fundamental e mostra resultados positivos, como os observados, em que o grupo com a atividade de reabilitação funcional e nutricional foi superior ao grupo com a intervenção nutricional isolada.Item Tradução, validação e aplicação de algoritmo para a identificação de lesão hepática induzida por medicamentos(Wagner Wessfll, 2017) Lunardelli, Michele John Müller; Blatt, Carine RaquelIntrodução: A lesão hepática induzida por medicamentos, ou DILI do inglês Drug Induced Liver Injury, é uma doença comum do fígado que pode manifestar-se desde a ligeira alteração das enzimas hepáticas até a insuficiência hepática fulminante, levando ao óbito. Estudos referem à DILI como sendo a causa de falha hepática fulminante em 13% a 30% dos casos em que sua ocorrência é confirmada. Seu diagnóstico é difícil e depende de um elevado grau de suspeição por parte das equipes de saúde. A detecção precoce da DILI pode reduzir a extensão dos danos causados ao fígado. O algoritmo conhecido como Roussel Uclaf Causality Assessment Method (RUCAM) foi elaborado para auxiliar na determinação específica da causalidade para DILI. A escala de RUCAM tem sido utilizada largamente devido a sua confiabilidade, reprodutibilidade e especificidade. Objetivo: Traduzir o algoritmo RUCAM para o Português e validar a sua utilização na identificação de DILI na prática clínica. Bem como, fazer o rastreamento da DILI em um Hospital Geral de Porto Alegre através das alterações das enzimas hepáticas e da aplicação do algoritmo de RUCAM. Método: A primeira etapa do trabalho reuniu a tradução para o Português e validação de conteúdo do referido algoritmo. Realizou-se a tradução com posterior tradução inversa do algoritmo, segundo o método de Guillhemin. A validação ocorreu através de questionário online, com a aplicação do algoritmo RUCAM traduzido para um caso clínico, por 41 profissionais – enfermeiros, farmacêuticos e médicos. Para o rastreamento da DILI em Hospital Geral de Porto Alegre foram identificados todos os pacientes que internaram no ano de 2015 com a alteração dos marcadores hepáticos. O algoritmo de RUCAM foi aplicado nos casos com suspeita de DILI. Resultado: Na etapa de tradução e validação do algoritmo o escore médio observado foi de 7,58 + 3,48, o que classifica o caso clínico como de provável relação de causalidade. As diferenças encontradas entre os resultados para as diferentes categorias profissionais não foi estatisticamente significativa (p=0,800). O estudo de frequência identificou 178 pacientes com suspeita de DILI a partir de um universo de 84.134 atendimentos, dos quais, foi possível atribuir a causalidade a 8 pacientes, sendo 7 pelo diagnóstico médico descrito em prontuário e 1 através da aplicação do algoritmo de RUCAM. A frequência encontrada para DILI foi de um caso para cada 10 mil pacientes atendidos. Não foi possível excluir a suspeita de doença hepática induzida por medicamentos nos 170 casos devido à falta de informações necessárias para a aplicação do algoritmo RUCAM. Os medicamentos associados a lesão hepática foram antibióticos (n=3; Meropenem, Claritromicina e Cefuroxima) , AINES (n=2; Ibuprofeno), antivirais (n=2; RHZE e Aciclovir) , e antiagregante plaquetário (n=1; Clopidogrel), 4 casos foram associados a medicamentos utilizados no âmbito ambulatorial e 4 durante a internação hospitalar. O tipo de lesão hepática identificado foi o hepatocelular (n=6) e misto (n=2), não houveram desfechos graves na resolução dos casos. Conclusão: O algoritmo RUCAM traduzido para a língua portuguesa foi considerado validado para uso pelas equipes de saúde. O rastreamento da DILI através das alterações dos marcadores hepáticos apresentou boa sensibilidade. A frequência baixa e a falta de informações sugere a importância do uso do monitoramento desses padrões bioquímicos, bem como, o uso desses algoritmos de forma prospectiva nos serviços de saúde. O quantitativo de casos identificados no serviço de emergência sugere maior atenção às equipes de saúde para a possibilidade de DILI decorrente ao uso da farmacoterapia domiciliar.Item Ecocardiograma de estresse com dobutamina, cintilografia de perfusão miocárdica, cineangiocoronariografia percutânea e a avaliação cardiológica pré-transplante hepático de adultos: uma revisão sistemática e meta-análise(Wagner Wessfll, 2016) Soldera, Jonathan; Brandão, Ajácio Bandeira de MelloIntrodução: O conceito do acometimento cardíaco em vigência de doença arterial coronariana (DAC) vem mudando conforme a população arrolada para transplante hepático (TxH) vem envelhecendo. Objetivo: Estimar o valor prognóstico e diagnóstico do ecocardiograma de estresse com dobutamina (EED), cintilografia de perfusão miocárdica (CPM) e da angiografia coronariana (CAT) para avaliar a presença de DAC em pacientes cirróticos incluídos em lista de TxH. Métodos: A busca de estudos foi baseada nos Medical Subject Headings e Health Sciences Descriptors, que foram combinados a operadores booleanos. Foram buscadas as bases de dados eletrônicas Scopus, Web of Science, Embase, Medline (PubMed), BIREME (Biblioteca Regional de Medicina), LILACS (Latin American and Caribbean Health Sciences Literature), Cochrane Library for Systematic Reviews e Opengray.eu. Não houve retrições de linguagem ou data de publicação. Listas de referências dos estudos obtidos foram analisadas manualmente. Resultados: A estratégia de busca obteve 322 referências para EED, 90 para CPM e 149 para CAT. Na análise final, 15 referências para EED, 12 para CPM e 8 para CAT foram incluídas. A sensibilidade de EED e CPM para diagnóstico de DAC tendo o CAT como padrão-áureo foi de 28% e 61% e especificidade de 82% e 74%, respectivamente. O risco relativo de eventos cardíacos peri-operatórios para EED, CPM e CAT foi de 30,2, 2,6 e 2,1, enquanto de mortalidade por todas as causas foi de 4,7, 2,7 e 1,5, respectivamente. Conclusão: EED e CPM são inadequadamente sensíveis para definir a presença de DAC, no entanto apresentam espeficidade significativa. EED, CPM e CAT são pouco eficazes para medir eventos adversos no pós-TxH. Carece-se de métodos mais efetivos de análise de DAC em cirróticos.Item Comparação da gravidade da doença hepática gordurosa não alcoólica de pacientes obesos diabéticos e não diabéticos(Wagner Wessfll, 2019) Diedrich Neto, João Alfredo; Fontes, Paulo Roberto OttIntrodução: A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) apresenta um amplo espectro de alterações histopatológicas, desde a esteatose até a cirrose hepática. A literatura sugere que pacientes com diabete melito (DMT2), por sua relação na fisiopatologia, têm risco aumentado para incidência e gravidade dessa doença. Objetivo: O objetivo principal deste estudo foi determinar a prevalência e a gravidade da DHGNA em pacientes obesos diabéticos e não diabéticos submetidos à cirurgia bariátrica. Também foram analisados e comparados os dados epidemiológicos e demográficos, parâmetros clínicos e laboratoriais. Pacientes e Métodos: Todos os pacientes elencados submeteram-se à cirurgia bariátrica pela mesma equipe cirúrgica, na Santa Casa de Porto Alegre, no período de 2016 a 2018. Realizou-se a avaliação das biópsias hepáticas através do NAFLD activity score (NAS) para avaliação quanto ao grau de esteatose hepática, à presença de balonização, à atividade da inflamação e ao grau de fibrose. Resultados: Foram observados 154 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica com biópsia transoperatória concomitante, divididos em duas faixas de IMC, de 35 a 44.9 e de 45 a 54.9. Não houve complicação relacionada com a biópsia hepática. Dos 154 pacientes, 32 (20,8%) eram diabéticos e 122 (79,2%) eram não diabéticos. Os pacientes com DMT2 eram significativamente mais velhos que os pacientes sem a doença, 41,29 ± 9,40 anos vs 36,71±10,13 anos, no grupo com IMC de 35 a 44.9 (p=0,049) e 45,13 ± 7,10 anos vs 37,00 ± 9,24 anos no grupo com IMC de 45 a 54.9 (p=0,024). Além disso, neste último grupo, observou-se associação significativa dos pacientes diabéticos com a presença de hipertensão arterial sistêmica (HAS) (p=0,033). Na avaliação histológica realizada, os pacientes com DMT2 do grupo com IMC de 35 a 44.9 apresentaram forte associação com maior prevalência e gravidade de estetose, balonização, inflamação, fibrose e esteato-hepatite. Conclusão: Os dados deste estudo confirmam prevalência elevada de DHGNA em pacientes com Obesidade Mórbida. A prevalência e a gravidade aumentam proporcionalmente ao IMC. Pacientes de uma mesma faixa de IMC que possuam DMT2 como comorbidade apresentam maior prevalência e gravidade da doença, sugerindo sua associação com a síndrome metabólica.Item Tratamento da hepatite C crônica em pacientes renais crônicos com esquemas contendo sofosbuvir(Wagner Wessfll, 2019) Rossato, Giovana Danielle; Almeida, Paulo Roberto Lerias de; Tovo, Cristiane ValleIntrodução: Pacientes com insuficiência renal crônica (IRC) representam uma população de importante risco de contaminação pelo vírus da hepatite C (VHC) e apresentam pior prognóstico na evolução da doença hepática e renal. O avanço no tratamento do VHC mudou drasticamente o tratamento da hepatite crônica pelo VHC, principalmente nessa população de doentes. Objetivos: Analisar a segurança e efetividade de regimes contendo sofosbuvir no tratamento do VHC em pacientes com doença renal crônica; avaliar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes renais crônicos ou transplantados renais portadores de hepatite crônica pelo VHC Métodos: Estudo observacional, retrospectivo, realizado em portadores do VHC e IRC maiores de 18 anos. Foram avaliados a taxa de filtração glomerular pré, pós e 3 meses após o termino do tratamento, presença de transplante renal, genótipo do VHC, grau de fibrose hepática, existência de comorbidades, uso de imunossupressores, regimes de tratamento indicado para VCH e resposta virológica sustentada (RVS), avaliada 12 semanas após o final de tratamento. Na análise estatística, o nível de significância adotado foi de 5% (p<0.05%) Resultados: Setenta pacientes foram analisados. Houve predomínio de homens, a maioria havia realizado transplante renal e apresentava perda moderada da função renal, eram portadores do genótipo 1 do VHC e não cirróticos. Trinta e cinco pacientes foram tratados com esquema contendo sofosbuvir, sendo o regime mais indicado a associação com daclatasvir por 12 semanas de tratamento. A RVS por intenção de tratamento foi 88,6% e por protocolo foi 96,9%. O tratamento foi interrompido em 1 (2.85%) paciente por anemia e em 2 (5.7%) por perda da função renal. Conclusão: O tratamento da infecção crônica pelo VHC em pacientes com IRC com esquemas contendo sofosbuvir é seguro e efetivo, com RVS12 de 88,6%. A maioria dos pacientes avaliados era composta por não cirróticos, transplantados renais, portadores do genótipo 1 do VHC, em uso de imunossupressores, com comorbidades e potenciais interações medicamentosas, compondo uma população especial de doentes a serem tratados.
