PROFSAÚDE - Dissertações

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    Conhecimento dos médicos de família e comunidade quanto ao rastreamento oportuno e manejo inicial da doença cardiovascular e renal crônica
    (2021-08-12) Bertuol, Marialine; Souza, Aline Corrêa de; Daudt, Carmen Vera Giacobbo; Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família
    A doença cardiovascular é a principal causa de mortalidade no Brasil e no mundo, cujos fatores de risco também podem levar à doença renal crônica. Tais condições são passíveis de prevenção primária e secundária na Atenção Primária em Saúde, por meio de exames laboratoriais simples e uso de estimativas amplamente divulgadas, como as Calculadoras de Escore de Risco Global de Framingham e de Taxa de Filtração Glomerular. Este estudo objetivou verificar o conhecimento dos médicos de um serviço de APS em relação ao rastreamento oportuno e ao manejo inicial destas condições, em conformidade com as recomendações atualizadas do Ministério da Saúde e das Sociedades Brasileiras de Cardiologia e de Nefrologia. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem quantitativa, do tipo levantamento (de corte transversal), realizado por meio de coleta de dados primários, com aplicação de um questionário estruturado e dividido em duas partes. A primeira parte consistiu na identificação dos participantes e a segunda parte consistiu em 18 questões de múltipla escolha, com uma resposta correta. Observou-se uma deficiência no conhecimento dos médicos do serviço estudado nos aspectos abordados, principalmente em relação a nova categorização em baixo, intermediário, alto e muito alto risco cardiovascular. Considerando os resultados, acredita-se que a educação em serviço componha a alternativa para atualizar os profissionais e qualificar a assistência. Para tanto, foi proposta uma oficina aos profissionais do serviço, assim como a devolução do instrumento de coleta com as respostas comentadas
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    Comunicação de orientações e medidas de prevenção e controle da Covid-19: um estudo em seis coordenadorias regionais de saúde do estado do Rio Grande do Sul
    (2023-06-29) Muller, Patricia Ana; Gomes, Marta Quintanilha; Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família
    A comunicação, abordada como fruto das vivências individuais e coletivas e das práticas sociais e cotidianas, é designada neste trabalho como objeto de estudo, recorte de parte de uma pesquisa multicêntrica de abrangência nacional, coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e articulada em 26 instituições de ensino e pesquisa do país ligadas a rede dos Programas de Mestrado em Saúde da Família (PROFSAUDE). Este estudo, descritivo com abordagem qualitativa, teve como objetivo analisar as fontes de informação, percepção e práticas decorrentes das recomendações das medidas de prevenção e controle da covid-19, envolvendo oito municípios de seis Coordenadorias Regionais de Saúde do estado do Rio Grande do Sul. A população do estudo compreendeu 660 pessoas na etapa descritiva e selecionadas 88 pessoas na qualitativa, usuárias de dez Unidades de Saúde da Família pertencentes a 52 bairros e comunidades. A produção de dados na etapa descritiva foi obtida por meio de questionários semiestruturados aplicados por amostragem por conveniência, sendo nesse analisado os dados sociodemográficos, quais informações receberam, a percepção e suas fontes, das medidas de prevenção e controle da covid-19. A etapa qualitativa foi por meio de entrevistas, nas quais foi possível identificar as percepções dos participantes se as informações foram suficientes para a prevenção, quais acharam mais eficazes e quais informações não acreditaram no combate ao coronavírus. Após leitura flutuante das respostas, emergiram seis categorias, nomeadas como autocuidado, uso de medicações sem comprovação científica, confiabilidade em relação às informações, orientações de autoridades, papel dos cientistas e profissionais de saúde e sentimentos em relação às informações, como descrença e negação. Mesmo com os emergentes desafios dos negacionismos e da desinformação, o estudo observou que foi possível aprender com a ciência as melhores estratégias para enfrentar a pandemia e reiterou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS). Por ser um mundo de imensas possibilidades de influir no espírito e no comportamento dos indivíduos, a comunicação pode e deve ser um modo vigoroso de promover a democratização da sociedade e de ampliar a participação dos cidadãos na adoção de decisões. No conjunto do estudo, foram produzidos relatórios técnicos no formato de cadernos municipais com recomendações em relação a percepção da comunicação em saúde na pandemia de covid-19 aos municípios participantes.
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    Avaliação da Atenção Básica em Saúde de um município de pequeno porte na perspectiva do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ-AB
    (2019) Almeida, Antonio Marcos de; Souza, Aline Corrêa de
    A Atenção Básica em Saúde (AB) ou Atenção Primaria à Saúde (APS) é uma estratégia de organização e reorganização dos sistemas de saúde está ancorada nos seus atributos essenciais de primeiro nível de atenção, longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado, impulsionando assim mudança da prática clínico- assistencial dos profissionais de saúde. O objetivo deste estudo foi avaliar o processode trabalho desenvolvido na atenção básica em um município de pequeno porte a partir da ferramenta Autoavaliação para Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (AMAQ) Estudo de caráter transversal descritivo com abordagem quantitativa, realizado mediante aplicação da ferramenta AMAQ-AB à equipe de saúde da família, à coordenação da atenção básica e à gestão municipal de saúde em município de pequeno porte que não aderiu ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB). Os resultados e conclusões incluem que a não adesão e implementação do PMAQ-AB têm contribuído para a manutenção de uma prática de cuidado à saúde da população centrada no atendimento a demanda espontânea, sem planejamento de ações por parte da equipe e cada profissional agindo de maneira isolada. Três subdimensões foram avaliadas como insatisfatória: Apoio Institucional; Organização do Processo de Trabalho; Participação, Controle Social e Satisfação do Usuário. Cinco subdimensões foram avaliadas como regular. Três foram avaliadas como satisfatórias e somente a Dimensão Unidade Básica de Saúde foi avaliada como muito satisfatória. Na organização do processo de trabalho, onde se encontra os principais nós críticos: não há população adscrita para as equipes de saúde; o atendimento à demanda populacional se dá de maneira espontânea, sem agendamento; o cuidado é médico centrado; não há reunião de equipes de saúde; acolhimento ao usuário não está adotado; não realização de atividades de promoção à saúde; não há trabalho em equipe, com ciclo, planejamento-ação-avaliação. A partir desta pesquisa foi elaborado um projeto de intervenção, com oito padrões de qualidade que receberam as avaliações com menor desempenho. Utilizando a Matriz de Intervenção se propõe caminhos para superação das limitações e melhoria do acesso e da qualidade na atenção básica municipal.
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    Demanda e perfil de usuários adultos classificados como pouco urgentes em unidade de pronto atendimento oriundos de uma rede de serviços de saúde comunitária
    (2019-08) Schafirowitz, Gisele de Césaro; Souza, Aline Corrêa de
    O Sistema Único de Saúde do Brasil (SUS) foi concebido tendo a Atenção Básica como principal porta de entrada dos usuários aos serviços de saúde e estudos internacionais mostram que este nível de atenção é capaz de solucionar 85% das necessidades da população. Uma grande parcela da população entra no sistema através das emergências, com situações pouco urgentes, causando filas e tempo de espera excessivo. A Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde iniciou a organização dos serviços de urgência e emergência, criando as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O objetivo do presente estudo é descrever o perfil de usuários vinculados a doze Unidades Básicas de Saúde, que buscaram atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), durante todo o ano de 2017, com classificação de risco pouco urgente, segundo o protocolo de Manchester. Para atingir essa finalidade, os dados presentes na classificação de risco, foram coletados e realizado um estudo retrospectivo descritivo, com abordagem quantitativa. Foram incluídos 3.584 indivíduos, menos de 3% da população adstrita, a maioria do sexo feminino (62,6%) e a faixa etária predominante foi entre 41 e 65 anos (36,3%). Avaliando separadamente, evidenciou-se que a maioria buscou atendimento preferencialmente em dias úteis e no período diurno. Mas, considerando dias e horários de UBS fechadas ou abertas a maioria acessou à emergência em dias e horários de UBS fechadas. Foi observado que a faixa etária influenciou os horários de procura da emergência. Separando-os por UBS, o maior número de usuários era proveniente das unidades que possuíam maior população adstrita, mas a distância das UBS ao serviço de emergência não teve relação direta. Os principais sintomas observados foram dor abdominal, cefaleia, dor lombar, dispneia e dor de garganta e estes variaram sua frequência de acordo com as estações do ano e apresentaram peculiaridades ligadas a procedência. Considerando que a população vinculada às UBSs é de aproximadamente 120.000 pessoas, houve baixa procura destes usuários, com situações de saúde pouco urgentes (menos de 3%), que pode ser atrelado a um bom vínculo entre as UBSs e as comunidades adscritas. O produto desta dissertação é um conjunto de relatórios científicos, com o levantamento epidemiológico da população estudada, destinados a cada um dos serviços. Conhecer a demanda específica de uma comunidade permite agregar informações úteis e fomentar a implementação de estratégias específicas nos diferentes níveis de atenção e como consequência, contribuir com essa dimensão da saúde que é a qualidade.
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    Prevalência de internações por condições sensíveis à atenção primária à saúde no município de Igrejinha/RS
    (2019) Silva, Greg de Sá; Bastos, Gisele Alsina Nader
    A Atenção Primária à Saúde (APS) tem a missão de atender às necessidades de saúde de uma população, através de ações de sua competência, de forma eficaz e oportuna. Para tanto, desenvolve atividades de prevenção de agravos, diagnóstico e tratamento precoce de patologias agudas, controle e seguimento de condições crônicas, com consequente redução de internações hospitalares por esses tipos de problemas. Conhecer o percentual de Internações por Condições Sensíveis à APS (ICSAP) é de suma importância para que se avalie a efetividade dos serviços de saúde ofertados a um determinado município ou região. O presente estudo objetivou avaliar a prevalência de ICSAP no município de Igrejinha/RS no período de janeiro a dezembro do ano de 2017. Foi realizado um estudo quantitativo, observacional, transversal, com dados secundários, relativos às internações de moradores de Igrejinha/RS, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no hospital local, no período considerado. Foi realizada uma análise inicial, descritiva, apresentando como resultado o perfil socioeconômico e demográfico de todos os indivíduos que internaram, bem como daqueles em que o motivo da internação no mesmo período por CSAP. A população foi composta por 1689 indivíduos. A prevalência de ICSAP foi de 9,8%. As principais causas foram: insuficiência cardíaca (31,9%), infecção da pele e tecido subcutâneo (16,9%) e hipertensão (11,4%). Na sequencia, foram realizadas analises bivariadas entre o desfecho (ICSAP) e as variáveis dependentes (socioeconômicas, demográficas e local de atendimento na APS). Essa análise demonstrou que as categorias “maior de 60 anos” e “viúvos” mostraram-se positivamente associadas a ICSAPS. Para sexo, raça, motivo de alta e bairro não houve diferenças estatisticamente significativas. Por fim, a análise ajustada utilizou a Regressão Logística de Poisson com modelo hierárquico. Nessa análise, apenas faixa etária apresentou resultados estatisticamente significativos. A proporção de ICSAP encontrada foi menor que em outras realidades locais e internacionais. Possivelmente porque Igrejinha possui elevada cobertura de APS, apesar de não termos avaliado diretamente a qualidade do cuidado prestado. Os resultados da pesquisa estão apresentados em formato de artigo científico com intenções de publicação na Revista Brasileira de Epidemiologia. Além disso, serão expostos à gestão municipal local e seus setores relacionados, além de ser divulgado para o Conselho Municipal de Saúde, no intuito de influenciar as políticas públicas em saúde locais vindouras. É importante considerar a capacidade de generalização deste estudo, se comparando com municípios com hospitais de médio porte. Foi sugerido ao município, um protocolo para manejo de Insuficiência Cardíaca, grupo de agravo mais prevalente como causa de ICSAP.
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    Avaliação da estratégia saúde da família: aplicação do PCATool-Brasil a profissionais e usuários de Sapucaia do Sul / RS
    (2019) Chazan, Marcio; Oliveira, Mônica Maria Celestina de; Tietzmann, Daniela Cardoso
    Introdução: A Atenção Primária à Saúde (APS) é considerada o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o sistema de saúde. A Estratégia Saúde da Família (ESF) representa o principal modelo de organização da APS no Brasil. A grande expansão desse modelo no território nacional faz com que sejam necessários processos avaliativos quanto a qualidade desses serviços. Essa avaliação pode ser feita através do Primary Care Assessment Tool Brasil (PCATool- Brasil) para medir a presença e a extensão de cada atributo da APS, sendo eles divididos em quatro atributos essenciais (acesso de primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação da atenção) e por três atributos derivados (orientação familiar, orientação comunitária e competência cultural). Esse instrumento produz escores para cada atributo e também os Escores Essencial e Geral, possibilitando mensurar o grau de orientação à APS em diferentes serviços e sistemas de saúde. Justificativa: Assim como no restante do país, o município de Sapucaia do Sul / RS expandiu sua rede de APS com a implantação de ESF. Assim, torna-se relevante avaliar a qualidade desses serviços, tanto sob a perspectiva dos profissionais quanto dos usuários, a fim de mensurar se a ESF tem cumprido seu papel de diminuir as iniquidades em saúde. Objetivos: O objetivo geral é avaliar os atributos da APS da cidade de Sapucaia do Sul/RS na perspectiva dos profissionais de saúde (médicos/enfermeiros) e dos usuários das ESF. Os objetivos específicos são: 1) comparar a orientação à APS das ESF e a qualidade do cuidado na perspectiva dos profissionais de saúde e dos usuários; 2) produzir um guia para a avaliação sistemática da APS para os gestores municipais Metodologia: Trata-se de uma pesquisa avaliativa, de abordagem quantitativa, com delineamento transversal. A avaliação dos serviços será feita com base nas respostas obtidas através de entrevistas aos profissionais médicos e enfermeiros das ESF do município, além dos usuários dessas unidades de saúde. O instrumento que será utilizado será o PCATool – Brasil versão profissionais e versão usuários adulto - reduzida. Este estudo pretende contribuir com o aprimoramento dos serviços de APS e apoiar a gestão local neste processo. Resultados: Na perspectiva dos profissionais, apenas os atributos acessibilidade, coordenação – integração de cuidado e orientação comunitária não atingiram o escore médio de 6,6, apresentando então baixo grau de extensão à APS. O escore essencial entre os profissionais ficou com média de 6,9 e o escore geral ficou em 7,1, ambos representando alto grau de extensão à APS. Entre os usuários adultos, apenas a afiliação e o primeiro-contato-utilização obtiveram escores maiores que 6,6. Nesse mesmo grupo, o escore geral médio foi de 2,3. Quando comparamos os escores gerais de profissionais e usuários, encontramos, a um nível de 5% de significância, diferença entre eles (p-valor < 0,001). Conclusões: Existe uma diferença importante de percepção quanto ao grau de extensão à APS entre os profissionais e usuários.
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    Mapas inteligentes na atenção primária à saúde: percurso metodológico
    (2023) Pedroso, Lauana Borges; Oliveira, Mônica Maria Celestina de; Gomes, Marta Quintanilha
    Para que as equipes que atuam na Atenção Primária à Saúde possam atingir seu potencial resolutivo é necessário adotar estratégias que permitam definir os serviços a serem ofertados, de forma que sejam compatíveis com as necessidades e demandas de saúde da população adscrita. Os mapas e os procedimentos de mapeamento podem ser considerados como instrumento de análise, interpretação, comunicação e construção de cenários. O mapeamento do território a partir de uma metodologia participativa surge como uma alternativa para possibilitar maior envolvimento da equipe no processo de territorialização. Este trabalho tem como objetivo geral desenvolver os mapas inteligentes do território e propôs o mapeamento participativo do território adstrito à uma Unidade de Saúde da Família (localizada no interior do estado do Rio Grande do Sul) visando a apropriação da equipe de Saúde da Família acerca da totalidade do território sob sua responsabilidade. A abordagem utilizada foi qualitativa do tipo pesquisa ação. Participaram do estudo os profissionais da equipe de Saúde da Família da ESF 3 Macedo. A coleta de dados foi realizada em 4 fases. Na primeira fase foi feita a apresentação da pesquisa aos participantes do estudo, bem como a realizada a validação do planejamento com eles. Na segunda fase foi realizada atualização dos cadastros das famílias e reconhecimento do território adstrito à ESF 3 Macedo. Na terceira fase a pesquisadora organizou uma planilha para cada microárea com os dados das famílias do território adstrito à ESF 3 Macedo e obteve os mapas atualizados do território da ESF. Já na quarta fase, de posse das planilhas contendo informações das famílias com cadastros atualizados e dos mapas do território, foram realizadas oficinas com os profissionais da ESF3 Macedo. Estas oficinas tiveram como objetivo a definição do território em mapas atualizados e levantamento das características da comunidade. Após a análise dos dados, estes foram organizadas nos seguintes itens: território: conceito, caracterização, potencialidades, fragilidades; mapeamento participativo: dificuldades e facilidades e potencial uso dos mapas. A equipe ao desenvolver os mapas inteligentes, teve que se debruçar sobre o território, levantando e identificando os limites do mesmo, os determinantes sociais da saúde presentes e os dados das pessoas que nele habitam. Isto possibilitou que a equipe de saúde da família se apropriasse das caraterísticas do seu território adstrito, bem como de sua população, tendo nos mapas uma representação da realidade encontrada, que pode facilmente ser revisitada a cada planejamento. Neste estudo observou-se o protagonismo do profissional Agente Comunitário de Saúde na relação território e unidade de saúde. A partir deste estudo desenvolveu-se um roteiro para realização de oficinas que visa auxiliar as equipes de Saúde da Família (eSF) a confeccionar e/ou atualizar os mapas do seu território através de um processo de mapeamento participativo envolvendo a equipe como um todo e elaborando mapas inteligentes que possam melhor representar o território adstrito.
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    Descentralização do acompanhamento e tratamento de pessoas vivendo com HIV: desenvolvimento de um guia rápido para manejo da infecção pelo HIV em adultos no município de Porto Alegre
    (2023-05-15) Silva, Cesar Augusto da; Tietzmann, Daniela Cardoso
    Introdução: O cuidado às Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV) mudou significativamente nas últimas décadas, fazendo com que a Atenção Primária à Saúde (APS) tivesse um papel cada vez mais central agregando às suas competências o diagnóstico, instituição da terapia antirretrovitral (TARV) e seguimento dessas pessoas, além das estratégias de promoção e prevenção de transmissão da infecção pelo HIV. Entretanto, dificuldades para a efetiva aplicação desse modelo descentralizado são percebidas e ferramentas que instrumentalizem os profissionais atuantes nesse ponto de atenção devem ser desenvolvidas. Objetivos: Desenvolver um guia de consulta rápida com os principais pontos observados no acompanhamento de PVHIV direcionado aos profissionais da Atenção Primária. Metodologia: Uma primeira versão de um “Guia rápido para manejo da infecção pelo HIV em adultos na APS” foi elaborada a partir de literatura atualizada. Após, fez-se a avaliação e validação do material com especialistas da área através do método Delphi. Em cada rodada os avaliadores anonimamente explicitaram seu grau de concordância com as informações contidas no guia através de escala de Likert. Comentários e sugestões em texto livre também foram coletados. Para definir a proporção de concordância entre os avaliadores utilizou-se o índice de validade de conteúdo (IVC). Cada item teve seu índice de validade de conteúdo individual calculado (IIVC) e se calculou a o índice de validade de conteúdo médio (S-IVC/Ave) de todo o guia. Considerou-se como taxa de concordância mínima um S-IVC/Ave de 0,95. Resultados: Foram necessárias três rodadas para se atingir o S-IVC/Ave de 0,95. Contou-se com a participação de 5 avaliadores, sendo a maioria oriunda da região sul (60%, n=3), com média de tempo de experiência na assistência às PVHIV de 18,6 anos (mediana de 25 anos), média de tempo de experiência trabalhando diretamente com políticas públicas relacionadas às PVHIV de 17,6 anos (mediana de 25 anos) e tempo de experiência trabalhando com ensino e pesquisa relacionadas ao HIV de 16,6 anos (mediana de 20 anos). Os itens que apresentaram os menores escores de I-IVC foram “Avaliação do grau de preparação da pessoa para iniciar TARV” (IIVC 0,2) e “Profilaxias” (I-IVC 0,2). Conclusão: A elaboração do guia suscitou discussões extremamente relevantes e ao final elaborou-se um material com aplicabilidade prática, servindo como ferramenta de consulta para os profissionais que atuam na ponta e colaborando para consolidar o papel central da APS no cuidado às PVHIV.
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    Avaliação do uso de medicamentos potencialmente inapropriados em idosos usuários do Sistema Único de Saúde no município de Santa Rosa - RS
    (2022-12-16) Breitenbach, Fabiana; Tietzmann, Daniela Cardoso; Werlang, Maria Cristina
    Introdução: o envelhecimento humano evidencia os desafios na área da saúde, que são muitos, e demandam políticas públicas especialmente pensadas para essa população. A política da assistência farmacêutica precisa ser parte integrante dos cuidados ao idoso na APS e, através dela transformar uma das oportunidades de cuidado que é o uso de medicamentos em ação segura. Metodologia: o estudo foi realizado no município de Santa Rosa/RS com usuários do Sistema Único de Saúde acima de 60 anos e que estavam cadastrados em sistema próprio de prontuário eletrônico, para uso contínuo de medicamentos. A amostra foi composta por 9.606 idosos. Objetivos: avaliar a existência de polifarmácia considerada neste estudo o uso de cinco ou mais. E de uso de medicamentos potencialmente inapropriados prescritos a essa população a partir dos critérios de Beers. Resultados: a população idosa é predominantemente feminina (59,2%), HAS e DM estão entre as condições crônicas mais prevalentes (13,1%), 86,5% das prescrições são médicas, sendo que os medicamentos mais prescritos são analgésicos e anti-inflamatórios, de um total de 319 medicamentos prescritos, sendo que destes 74,9% não pertencem a REMUME. De acordo com os critérios de Beers, 26,4% dos medicamentos prescritos são MPI. Discussão: o referido estudo demonstra a necessidade de conhecermos a nossa realidade e, poder trazer alternativas de cuidado a prescrição.
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    Ferramentas de gestão do cuidado de gestantes vivendo com HIV: uma estratégia de prevenção da transmissão vertical
    (2023-04-24) Kuhn, Bruna Juliana Brentano; Blatt, Carine Raquel
    O risco de transmissão vertical reduz a quase zero mediante profilaxia da gestante e do bebê, cuidados no parto e supressão da amamentação. Diante disso, em 2018, Novo Hamburgo-RS desenvolveu e implantou uma planilha de monitoramento de gestantes HIV a fim de garantir atenção integral ao pré-natal e identificar em tempo hábil fragilidades no acompanhamento, no entanto, a planilha é centralizada no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e as unidades de Atenção Primária a Saúde (APS) recebem sinalizações de pendências. Visando o controle efetivo e prevenção da transmissão vertical de HIV, o presente estudo propõe elaborar ferramentas que permitam o gerenciamento do cuidado de gestantes HIV na APS. Métodos: estudo misto dividido em 4 etapas. Etapa 1: avaliação da implantação do monitoramento de gestantes HIV no município de 2016 a 2020, Etapa 2: levantamento de informações e demandas através de questionário aos enfermeiros da rede; Etapa 3: desenvolvimento de fluxograma e planilha para o gerenciamento do cuidado de gestantes HIV e Etapa 4: validação das ferramentas através de grupo focal e avaliação de juízes. Resultados: na etapa 1, 142 gestações foram analisadas, identificou-se uma melhora nos indicadores de adesão à TARV e via de parto adequado após 2018. Na etapa 2, 11 enfermeiros participaram e ficou evidente a carência de recursos humanos capacitados e a falta de comunicação entre setores como questões chaves no atendimento de gestantes HIV. Na etapa 3, o fluxograma foi elaborado partindo do diagnóstico no pré-natal até o nascimento da criança na maternidade, e a planilha foi composta com informações necessárias para a identificação da gestante, monitoramento de adesão e características do parto, importantes para a sinalização e seguimento da criança exposta. Na etapa 4, participaram do grupo focal para a validação do fluxograma 7 pessoas e para a validação da planilha 9 pessoas. Considerações: a implantação efetiva das ferramentas exige um comprometimento com a melhoria contínua do processo, através da educação permanente e continuada dos profissionais atuantes. Produtos: um fluxograma e uma planilha para o gerenciamento do cuidado de gestantes HIV no município de Novo Hamburgo. Além disso, os resultados desta pesquisa serão publicados em um artigo científico.
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    Segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde no município de Passo Fundo, Rio Grande do Sul
    (2021-11-25) Sandoval, Laura Guimarães; Blatt, Carine Raquel; Daudt, Carmen Vera Giacobbo
    Introdução: Apesar da segurança do paciente ser uma temática relativamente recente na Atenção Primária a Saúde (APS) os atendimentos realizados nesse nível de atenção crescem e aumentam em complexidade e quantidade de pacientes, tornando o número de eventos adversos frequentes. Erros de medicação, de diagnóstico e de comunicação são os eventos adversos mais frequentes neste nível de atenção. Serviços que apresentam uma cultura de segurança do paciente, na qual os profissionais da área da saúde compartilham valores, atitudes e comportamentos que afetam seu potencial de apresentar erros e gerar danos, tendem a prestar um cuidado mais seguro e efetivo aos seus pacientes. Objetivos: Realizar um diagnóstico da cultura de segurança do paciente na APS e propor uma formação para profissionais de saúde sobre a temática. Desenvolvimento: O estudo foi dividido em duas etapas. A primeira foi um estudo transversal e descritivo a partir da aplicação de um questionário com o objetivo de avaliar a cultura de segurança do paciente nos profissionais da APS do município de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Nesta etapa participaram 71 profissionais (48,96% dos profissionais considerados elegíveis). O resultado médio das questões positivas foram: trabalho em equipe (83,6%), segurança do paciente e qualidade (73,0%), seguimento da assistência do paciente (68,3%), aprendizagem organizacional (68,2%), comunicação aberta (63,5%), percepção geral da segurança do paciente e qualidade (57,1%), troca de informações com outros serviços (56,4%), comunicação sobre o erro (55,0%), processo de trabalho e padronização (45,8%), treinamento da equipe de saúde (34,0%), apoio dos gestores na segurança do paciente (24,5%) e pressão no trabalho e ritmo (17,0%). A segunda etapa consistiu na elaboração de uma metodologia de oficina para profissionais de saúde sobre segurança do paciente na APS, a partir da realização de um Plano de Apoio Pedagógico e da elaboração e organização de materiais complementares. Implicações Praticas: A avaliação geral da cultura de segurança do paciente no município apresentou um resultado positivo, ou seja, os profissionais percebem uma cultura favorável a um cuidado seguro dos pacientes. A dimensão “treinamento em equipe” se destacou como um ponto forte na pesquisa. Alguns pontos foram identificados como fracos, sendo essa identificação o primeiro passo para o aprimoramento da segurança do paciente na APS local. Produto: Como produto final deste trabalho foram elaborados um artigo sobre a cultura de segurança do paciente na APS do município de Passo Fundo e uma proposta de oficina sobre segurança do paciente na APS, a qual poderá ser reproduzida no município em questão e em diferentes municípios, com o intuito de propagar o fortalecimento da segurança do paciente a nível de Atenção Primária à Saúde no País.
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    Acolhimento na atenção básica: possibilidades de reorganização do processo de trabalho no período pós pandemia da covid-19
    (2022) Anselmo, Maria Elenir de Oliveira; Silva, Daniel Demétrio Faustino da
    O acolhimento é uma tecnologia leve, preconizada pela Política Nacional de Humanização que deve estar presente em toda relação de cuidado, nos serviços de saúde, no entanto, ainda parece haver entre as equipes, dificuldades para a consolidação desta ferramenta. Para contribuir na qualificação do processo de acolher os usuários, nas unidades básicas de saúde, foi realizado este estudo, que trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório, tendo como cenário uma unidade básica de saúde, do município de Caxias do Sul, composta por equipes de estratégia saúde da família. O objetivo principal foi analisar os conhecimentos e percepções de profissionais da atenção básica sobre o acolhimento, bem como as principais dificuldades para sua implementação e consolidação, trazendo elementos que alicercem a importância desta temática estar presente no processo de educação permanente das equipes, através de uma aprendizagem significativa. A produção de dados foi realizada por meio de entrevistas individuais, participando do estudo nove profissionais da equipe. As entrevistas foram gravadas, transcritas na íntegra e analisadas, tendo como referenciais teóricos, norteadores desse processo, as Políticas Nacionais de Atenção Básica, de Humanização e de Educação Permanente em Saúde. Sendo que, pelo emprego da técnica de Análise de Conteúdo Bardin, resultaram-se três categorias temáticas. Identificando-se que mesmo que o acolhimento seja percebido como uma tecnologia leve, ainda há distorções quanto seu real significado, sendo confundido com triagem para consulta médica, como sendo específico de uma categoria profissional e que depende de hora e local certo para ocorrer. Também existem desafios e fragilidades que dificultam sua consolidação, como a sobrecarga de trabalho; falta de retaguarda para encaminhamentos de casos; limitação de espaço físico; modelo de saúde médico-centrado e perfil do profissional. Além disso, evidenciou-se a importância em se considerar os determinantes sociais que impactam na saúde do usuário/comunidade, bem como a necessidade de ações articuladas com outros equipamentos sociais presentes no território. A presente dissertação de mestrado profissional apresenta três produtos técnicos tecnológicos: um artigo científico oriundo de pesquisa que discute os principais achados do estudo, um relatório técnico que apresenta aspectos do percurso metodológico da pesquisa e elementos, que serviram de base para elaboração de um Manual Didático, que é o terceiro produto educacional com o intuito de apoiar a educação permanente das equipes das unidades básicas de saúde na consolidação e fortalecimento do acolhimento.
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    Desenvolvimento de um curso de educação a distância para profissionais da atenção primária à saúde com enfoque no Programa Previne Brasil
    (2022) Maier, Maiara de Moraes; Souza, Aline Corrêa de; Gomes, Marta Quintanilha
    O objetivo deste trabalho foi o de construir um curso autoinstrucional na modalidade Educação a Distância (EaD) para profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) com enfoque no Programa Previne Brasil. Na primeira etapa, foi realizada uma pesquisa aplicada, na qual os temas foram relacionados e elencados de maneira a elucidar e subsidiar a proposta da pesquisa. Na segunda etapa, foi feito um estudo documental, no qual foram reunidos os documentos oficiais sobre a temática, além de materiais pedagógicos, a fim de auxiliar a construção dos métodos e materiais a serem utilizados no desenvolvimento da plataforma do curso no formato autoinstrucional na modalidade EaD. Na terceira etapa, foram construídos os Planos de Ação Pedagógica (PAP) para cada módulo e a partir deles foram construídos os storyboards (esboço sequencial). O curso foi desenvolvido em linguagem HTML5 e será ofertado em ambiente virtual de aprendizagem MOODLE. A carga horária engloba 20 horas divididas em quatro módulos de três, dois, cinco e dez horas respectivamente: o primeiro módulo aborda os caminhos do financiamento em saúde do SUS; o segundo módulo traz temas relacionados aos indicadores e planejamento em saúde; o terceiro módulo fala sobre os eixos de captação ponderada e ações estratégicas do Programa Previne Brasil; e o quarto módulo aborda o eixo indicadores de desempenho do Programa Previne Brasil. Na quarta etapa, o curso foi submetido à avaliação de experts em saúde e educação, os quais realizaram a análise do conteúdo e dos métodos de ensino através do preenchimento de um formulário utilizado como instrumento de avaliação. Assim, espera-se que o curso atinja um grande número de profissionais de saúde, para que estes adquiram e qualifiquem seus conhecimentos acerca do tema e fortaleçam suas práticas profissionais na APS.
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    As metodologias ativas e o processo de ensino aprendizagem no Curso de Graduação de Medicina da Universidade Federal do Pampa: perspectiva discente
    (2022) Sagrilo, Aleksandra Peçanha Sharapin; Gomes, Marta Quintanilha
    Introdução: o curso de Medicina da UNIPAMPA iniciou suas atividades em março de 2016. Criado como um desdobramento da Lei 12.871 de 22 de outubro de 2013, que institui o Programa Mais Médicos, objetivou um perfil do egresso que atendesse a reorganização dos modelos de atenção à saúde conforme preconizado pelo SUS; um médico com formação generalista, humanista, crítica, reflexiva e ética, capacitado a atuar em diferentes níveis de atenção, com senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania, ou seja, um profissional que alie a competência técnica, apropriado dos conteúdos, habilidades e atitudes esperados, como também, comprometido com a sociedade onde vive e atua. Para atender a esse novo perfil, utilizou-se mudanças metodológicas na formação médica, como os métodos ativos de ensino-aprendizagem propostos nas DCNs. Objetivos: analisar como os discentes do curso de medicina da UNIPAMPA percebem o uso das metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem. Metodologia: tratou-se de uma pesquisa qualitativa, com a coleta de dados realizada através de entrevistas semi estruturadas com discentes matriculados ou evadidos do curso de medicina, sendo 10 discentes regularmente matriculados e 6 evadidos.Para análise dos dados foi utilizada a análise temática proposta por Braun e Clarke. Resultados: os alunos tinham clareza quanto à definição e as características das metodologias ativas. Identificaram que o PBL e o TBL são as estratégias majoritariamente utilizadas. Apontaram que a mudança abrupta no método de ensino, a aprendizagem colaborativa, o comportamento discente e o papel docente são fatores que interferiam na adaptação às metodologias ativas. Desenvolvem habilidades com o uso das metodologias ativas que favorecem o aprendizado e a vida profissional. Conclusão: o presente estudo atingiu os objetivos propostos: apresentou com detalhes os significados atribuídos pelos discentes às metodologias ativas, descreveu e caracterizou as principais estratégias empregadas no curso e analisou o entendimento discente quanto à sua aprendizagem no âmbito do curso. Este estudo também serviu de base para a criação de um relatório a ser apresentado para os docentes do curso e um folder informativo para os alunos que ingressarem no curso.
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    Morte perinatal do município de Farroupilha, uma estratégia para diminuí-la
    (Wagner Wessfll, 2021) Tognon, Gabriel Ferreira; Oliveira, Mônica Maria Celestina de
    Este trabalho de conclusão de mestrado foi desenvolvido com a intenção de identificar as características e condições da mortalidade perinatal do município de Farroupilha (Rio Grande do Sul) do período de 2012 até 2019. Nesse trabalho há um estudo retrospectivo analítico tipo série histórica, onde observou-se que 66% dos óbitos nesse período são considerados evitáveis e a maioria se refere aos cuidados de pré-natal. Conclui-se que estratégias para melhoria da assistência e qualidade do pré-natal devem ser adotadas pelo município para minimizar a proporção de óbitos evitáveis. Assim, o produto desse trabalho é um instrumento para auxiliar na alimentação de informações relevantes que possam influenciar na mortalidade perinatal para, então, facilitar a análise periódica dos seus indicadores.
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    Estudo da utilização do PACK pelos médicos da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis: contribuições à implementação de um protocolo clínico na Atenção Primária à Saúde
    (Wagner Wessfll, 2019) Eymael, Rafael Garcia; Pinto, Maria Eugênia Bresolin; Tietzmann, Daniela Cardoso
    Protocolos e diretrizes são cada vez mais comuns em serviços complexos como a Atenção Primária à Saúde (APS). Mas a simples disponibilização do conhecimento baseado em evidências na forma de protocolos não significa que serão utilizados ou mudarão condutas. É necessária uma implementação apropriada que leve em consideração o contexto, os profissionais e a própria ferramenta a ser implantada para que ela seja efetivamente utilizada. Este estudo visou investigar a forma de utilização do protocolo de apoio à decisão clínica PACK Brasil Adulto versão Florianópolis pelos médicos da APS de Florianópolis e sua relação com o treinamento para sua utilização e características da matriz conceitual proposta. Teve como objetivo identificar pontos críticos no processo de utilização da ferramenta por estes profissionais para fornecer informações que auxiliem a implementação da mesma. Foi realizado estudo transversal descritivo com análise univariada e regressão logística binária. Best Practice e PACK são as ferramentas mais utilizadas (acima de 80% em relação às demais). O PACK é mais utilizado por quem fez o treinamento e nos distritos com maior número de residentes e alunos. Encontrada correlação positiva entre realizar treinamento e usar o PACK como auxílio ao diagnóstico (p= 0,007; OR 21,12; IC 95% 2,33 – 191,07) e entre papel profissional (capacidade de usar o julgamento profissional para aplicar o conhecimento científico junto com a experiência pessoal e de lidar com as incertezas) e usar o PACK no auxílio ao diagnóstico (p= 0,009; OR 59,670; IC 95% 2,76 – 1290,85) e à conduta (p= 0,022; OR 12,888; IC 95% 1,457 – 114,03). Incentivar a participação no treinamento e a autonomia profissional são boas estratégias para ampliar a utilização do PACK no apoio ao diagnóstico, um dos principais papeis desta ferramenta de auxílio a decisão clínica na APS.
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    A situação da integração ensino-serviço nas unidades de saúde da família do município de Ijuí
    (2019) Mallmann, Júlia Nunes; Daudt, Carmen Vera Giacobbo; Gomes, Marta Quintanilha
    A integração ensino-serviço é entendida como um trabalho coletivo, pactuado e integrado dos estudantes e professores com os trabalhadores que compõem as equipes dos serviços de saúde, incluindo os seus gestores. Para ser efetiva, faz-se necessário transformar os processos formativos, pedagógicos e as práticas de saúde, articulando o sistema de saúde com as instituições formadoras. Esta pesquisa buscou descrever como ocorre a integração ensino-serviço nas Unidades de Saúde da Família do município de Ijuí, conhecer o perfil dos diferentes sujeitos envolvidos nesse processo e analisar a relação entre o perfil e a integração encontrada. Pesquisa observacional, quantitativa e transversal, com aplicação de instrumento elaborado e aplicado a 171 pessoas (discentes, docentes, profissionais da saúde, gestores e coordenadores de curso). Foi possível observar que discutir casos entre discentes e profissionais da saúde teve associação com melhores escores de integração ensino- serviço. Houve também associação positiva com melhores escores a maior idade dos discentes, os cursos de enfermagem e nutrição da instituição investigada e uma boa estrutura física das unidades de saúde. Não foram observados indicadores associados ao escore na categoria docentes. Foi evidente também a quase totalidade dos investigados serem de sexo feminino, a alta motivação para o trabalho relatada pelos profissionais de saúde e a existência de mudanças curriculares voltadas ao SUS e à Atenção Primária à Saúde nos cinco cursos investigados.