Fisioterapia - TCC
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Item A pandemia de Covid-19 e o desenvolvimento motor de crianças em vulnerabilidade social participantes de um programa de extensão em Porto Alegre(2022-12-07) Saballa, Gabriela dos Santos; Bernardi, Caren Luciane; Departamento de FisioterapiaIntrodução: O cérebro infantil apresenta alto poder de plasticidade neuronal, sendo dependente de estímulos para maior aproveitamento deste período. Durante a pandemia de COVID-19, famílias de todos os níveis sociais apresentaram dificuldades ao enfrentar um longo período de convívio diário em casa e isolamento social, sobretudo, aquelas em situação de vulnerabilidade social. Objetivo: Tendo em vista esse cenário, o presente estudo tem como objetivo analisar o impacto que a pandemia de COVID-19 e o isolamento social causaram no desenvolvimento motor de crianças de zero a 3 anos de idade em situação de vulnerabilidade social. Métodos: Através das escalas SWYC, HAD, AHEMD e Questionário Covid-19 foram avaliados o desenvolvimento motor, o nível de depressão e ansiedade de cuidadores, as oportunidades de ambiente em que a criança vive e o impacto da Covid-19 na vida das famílias. Resultados: Foi encontrada uma correlação significante entre nível de ansiedade e depressão em mães e tempo de quarentena cumprido pelas famílias. Conclusão: Conclui-se que, mesmo em condições de vulnerabilidade socioeconômica, o fato de os cuidadores contarem com uma rede de apoio família e, ter momentos dedicados ao brincar e à estimulação da criança, são fatores protetores para o desenvolvimento infantil.Item Análise cinemática da marcha e função cognitiva em tarefas simples e tarefas duplas em indivíduos com doenças pulmonares(2023-12-05) Benedetti, Ramon da Silva; Cechetti, Fernanda; Departamento de FisioterapiaIntrodução: A marcha é uma das tarefas motoras que sofre maiores alterações e impacto funcional em indivíduos com patologias cardíacas e neurológicas. Estas alterações podem ser acentuadas quando em conjunto a tarefas duplas que podem causar dispersão da atenção em tarefas concorrentes. Portanto, este estudo tem como objetivo geral avaliar os aspectos cinemáticos da marcha e a função cognitiva durante tarefas simples e tarefas duplas em indivíduos com patologias pulmonares obstrutivas e restritivas. Métodos: Estudo de caráter comparativo e abordagem transversal em que 22 indivíduos com doenças pulmonares obstrutivas e restritivas compareceram ao Centro de Reabilitação Pulmonar do Pavilhão Pereira Filho, no Complexo Hospitalar Santa Casa, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, para realizarem atividades de simples tarefa cognitivas (subtração e leitura no celular) e motora (marcha), seguidas das atividades de dupla tarefa, ou seja associando as tarefas cognitivas com a realização da marcha (marcha + subtração e marcha + leitura no celular). Para analisar variáveis cinemáticas da marcha foi utilizado um Equipamento Medidor Inercial com Acelerômetro e Giroscópio BAIOBIT (Marca Rivelo by BTS Bioengeneering, Milão, Itália) e as medidas analisadas na marcha foram: velocidade, cadência, simetria, propulsão, comprimento do passo, comprimento da passada, tempo do passo, tempo da fase de apoio duplo, tempo da fase de apoio simples e tempo da fase de balanço. Resultados: Na população analisada observou-se que parâmetros da marcha como velocidade, cadência e fase de balanço apresentam diminuição dos valores e apresentam aumento da fase de apoio e duplo apoio, ocasionando piora de desempenho funcional da marcha quando associados a tarefas cognitivas. Também foi observado diminuição do desempenho cognitivo quando associada a marcha. Tanto os déficits dos parâmetros cinemáticos da marcha quanto os déficits cognitivos foram observados maiores impactos na tarefa de leitura no celular. Conclusões: Demonstrou-se que indivíduos com doenças pulmonares apresentam déficit nos parâmetros cinemáticos da marcha e no aspecto cognitivo durante tarefas duplas em comparação a realização de tarefas simplesItem Análise da força muscular em crianças e adolescentes com câncer e sobreviventes: uma revisão sistemática(2023-12-06) Costa, Eduarda Medeiros; Lukrafka, Janice Luisa; Moussalle, Luciane Dalcanale; Departamento de FisioterapiaObjetivo: Revisar sistematicamente a força muscular periférica e respiratória em pacientes oncológicos pediátricos e/ou sobreviventes do câncer infanto-juvenil. Fontes de dados: Realizou-se uma busca eletrônica nas bases de dados PubMed, Embase e PEDro, incluindo estudos de intervenção e observacionais em inglês, português e espanhol, publicados de 1990 a setembro de 2023, cujos participantes eram pacientes oncológicos ou sobreviventes do câncer entre zero e 19 anos incompletos. Síntese dos dados: De um total de 512 artigos, 17 foram incluídos. As amostras totalizaram 1151 indivíduos, com idade entre 3.5 e 18.99 anos. A maioria dos estudos observou menor força muscular em crianças com câncer, seja em comparação com pares saudáveis ou entre grupos após uma intervenção. A dinamometria de preensão manual foi amplamente utilizada para avaliação da força muscular periférica. Apenas um estudo mensurou a força muscular respiratória. Conclusões: A análise indicou redução da força muscular periférica em pacientes pediátricos com câncer e em sobreviventes do câncer infanto-juvenil. As intervenções de treinamento de força parecem ser efetivas, mas são necessários mais estudos para compreender plenamente os efeitos da doença e do tratamento oncológico na força muscular e seu impacto na qualidade de vida dessa população.Item Análise de Prevalência de Lesões em Atletas Amadores de CrossFit no Município de Porto Alegre(2022-12-05) Hurovich, Camila; Silva, Marcelo Faria; Reis, Sérgio Joaquim Bittencourt dos Santos; Departamento de FisioterapiaIntrodução: A procura por esportes de alta intensidade tem crescido entre a população. Em razão disso, o CrossFit® se apresenta como um novo método de treinamento, po- rém, a realização de exercícios multiarticulares, em alta intensidade e em níveis de fa- diga, tem sido criticada em razão de seu potencial lesivo. Por isso, o objetivo deste es- tudo foi analisar a prevalência de lesões e os segmentos mais acometidos em atletas amadores de CrossFit® no município de Porto Alegre. Metodologia: Trata-se de um es- tudo de prevalência com abordagem transversal. Foi utilizado um questionário online e distribuído para atletas amadores de 18 a 60 anos. Os resultados das variáveis foram apresentados por meio de frequências absoluta e relativa e em média e desvio-padrão. A associação das variáveis foi pela Razão de Prevalência (RP), com IC95%, nas etapas univariada e multivariada. Foram considerados significativos os resultados cujo p-va- lor<0,05. As análises foram realizadas no software estatístico SPSS. Resultados: A po- pulação deste estudo foi de 242 atletas. A prevalência de lesão na modalidade foi de 44,2%. As regiões mais acometidas foram os ombros (27,1%), a coluna lombar (24,3%) e os joelhos (9,3%). A presença de lesão foi associada ao sexo masculino (p<0,001), que treina há mais de 18 meses (p<0,014), que sofreu uma lesão prévia (p<0,009) e que realiza outra modalidade esportiva (p<0,047). Conclusão: Conclui-se que os ombros constituem a região corporal mais acometida em indivíduos do sexo masculino que trei- nam há mais de 18 meses e que já sofreram uma lesão prévia e que realizam outra mo- dalidade esportiva.Item Análise do perfil inflamatório de pacientes submetidas a cirurgias plásticas estéticas com aplicação de bandagens no período pós-operatório(2022-12-06) Waschburger, Sofia Avila; Rosa, Patrícia Viana da; Peres, Alessandra; Departamento de FisioterapiaIntrodução: Os procedimentos cirúrgicos estéticos apresentam grande notoriedade no Brasil, desta forma, cresce a necessidade de estabelecimento da melhor conduta profissional aos pacientes. Nesse cenário, a aplicação de bandagens representa um dos recursos utilizados no período pós-operatório dessas cirurgias, pois, quando empregadas, mostram-se como uma possível alternativa terapêutica para o trauma cirúrgico. Durante este processo de resposta à lesão há uma regulação feita por citocinas, como TNF-α, IL-10 e INF-γ, que estão ligadas à reparação tecidual e processo inflamatório. Deste modo, o objetivo do presente estudo foi analisar o perfil inflamatório de pacientes submetidas a cirurgias plásticas que realizaram aplicação de bandagens no período pós-operatório. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico, cuja análise do perfil inflamatório ocorreu a partir de amostras coletadas de saliva, avaliadas por imunoensaio enzimático. Resultados: A amostra foi composta por 9 pacientes. As concentrações de todas as citocinas analisadas demonstraram redução no período pós-operatório quando comparado ao período pré-operatório, sendo a de INF-γ estatisticamente significativa. Ademais, encontrou-se significância entre a concentração de TNF-α no período pós-operatório com o tecido total retirado nas pacientes que realizaram o procedimento. Conclusões: Foi possível concluir que as pacientes submetidas a cirurgias plásticas estéticas que fizeram uso de bandagens no período pós-operatório sofrem uma modificação de marcadores inflamatórios após essas intervenções, tendendo a uma amenização do quadro inflamatório. Entretanto, ressaltamos a necessidade de mais estudos para esclarecer a associação entre o perfil inflamatório e a aplicação de bandagens pós-operatórias.Item Análise do perfil sociodemográfico de indivíduos com distúrbios urinários após infecção por SARS-COV-2(2022-12-07) Marcolino, Carla Cristina Aluizio; Rosa, Patricia Viana da; Cardoso, Jessica Roda; Departamento de FisioterapiaO artigo objetivou analisar o perfil sociodemográfico e clínico de indivíduos com distúrbios urinários após infecção e internação por SARS-COV-2. Trata-se de um estudo transversal descritivo com indivíduos com distúrbios urinários infectados pela Covid-19 após alta de um Hospital público de Porto Alegre. A coleta foi realizada de julho de 2021 à agosto de 2022, a partir do banco de dados de um projeto maior, onde foi utilizado um questionário semiestruturado contendo aspectos sociodemográficos e clínicos, a Escala de Estado Funcional pós Covid-19 e o ICIQ-SF. Os dados coletados foram organizados e armazenados. As variáveis foram analisadas por meio de estatística descritiva média, desvio padrão, mediana, frequência absoluta e relativa. Compuseram a amostra 13 indivíduos que apresentaram IU prévia e ou após a infecção e internação hospitalar pela covid-19. A média de idade foi de 52,46 (DP± 11,77), a maior parte era casada (46,15%), branca (100%) e procedente de porto alegre (38,46%). Sobre dados urogenitais 69,23% dos sujeitos apresentavam IU prévia à Covid-19, 75% das mulheres já haviam tido 2 gestações ou mais, em que 70% foram partos vaginais. 92,3 já apresentavam comorbidades prévias e pelo menos uma sequela pós covid-19 esse aspecto se relaciona com os 38,46% que apresentaram limitação funcional moderada na Escala Funcional Pós-Covid. 71,43% apresentaram escore alto no ICIQ-SF indicando que a IU gera um impacto muito grave na qualidade de vida. Assim, o estudo possibilitou conhecer o perfil sociodemográfico e clínico dos indivíduos com distúrbios urinários após a infecção pelo SARS-COV-2, o que favorece a obtenção dos melhores resultados possíveis no atendimento desses pacientes.Item Análise transversal da qualidade de vida e dos sintomas de depressão em pacientes pediátricos submetidos a transplante renal: dados preliminares(2023-12-06) Santos, Ana Clara Sobotyk; Tartari, Janice Luisa Lukrafka; Departamento de FisioterapiaIntrodução: Pacientes pediátricos submetidos ao transplante renal têm melhor qualidade de vida (QV) após o transplante, porém menor em comparação aos pares saudáveis e podem apresentar maior prevalência de sintomas de depressão. O objetivo principal foi avaliar a qualidade de vida e os sintomas de depressão nestes pacientes. Métodos: Estudo transversal analítico com crianças de 6 a 18 anos acompanhadas ambulatorialmente em hospital de referência do Rio Grande do Sul. Foram aplicados questionários para avaliar a qualidade de vida (Pediatric Quality of Life Inventory 4.0 - PedsQL) e os sintomas de depressão (Escala Baptista de Depressão Infantojuvenil – EBADEP-IJ) Resultados: Amostra preliminar de 19 pacientes, com média de idade de 11.1 ±3.7 anos, sendo 57,9% do sexo feminino. O tempo médio de transplante foi de 2 [1; 3] (IQ) meses. Na QV, a pontuação média foi de 67.2, com diferença significativa no domínio emocional entre os sexos (74.1 ± 16.9 para o sexo masculino e 45 ± 13.1 para feminino, p = 0,001). A pontuação média dos sintomas de depressão foi de 12.3± 7.2, indicando baixa sintomatologia. A correlação entre a QV e os sintomas de depressão foi moderada (p=0,0,45) e forte (p=0,001) entre a QV escolar e os sintomas de depressão. Crianças que fizeram diálise peritoneal tiveram uma melhor qualidade de vida escolar em comparação àquelas realizaram hemodiálise (p=0,03). Discussão: Crianças submetidas a transplante renal têm baixa QV, com menor escore emocional em meninas. Apesar de não apresentarem sintomas de depressão, constatou-se que quanto menor a QV, maiores os sintomas de depressão.Item Associação entre a prática de atividade física, fatores ocupacionais e biológicos e a distância acromioumeral de indivíduos hígidos: um estudo transversal retrospectivo(2024-12-04) Beskow, Lucas Garske; Duarte, Marcus Vinicius Weber; Silva, Marcelo Faria; Mueller, Karen Fernanda; Departamento de FisioterapiaIntrodução: alguns pacientes com dor no ombro relacionada ao manguito rotador podem apresentar redução do espaço subacromial, resultando no estreitamento da distância acromioumeral e compressão do tendão supraespinhal contra o arco coracoacromial, favorecendo esta sintomatologia. A distância acromioumeral é definida como a menor distância entre a superfície da cabeça do úmero e a borda inferior do acrômio e pode ser medida por ultrassonografia, variando entre 9mm e 12mm em indivíduos saudáveis. O objetivo deste estudo é investigar se, em indivíduos hígidos, a prática de atividade física, a ocupação e o Índice de Massa Corporal (IMC) podem estar correlacionados à alteração da distância acromioumeral. Metodologia: o presente estudo utilizou um banco de dados previamente coletado e possui delineamento transversal retrospectivo. Foram incluídos dados de 35 indivíduos hígidos, sendo 17 mulheres e 18 homens, com idade entre 18 e 65 anos, alfabetizados, praticantes ou não de atividades físicas. O desfecho foi a distância acromioumeral em milímetros, mensurada em 0º e 60º de abdução do ombro por ultrassonografia. Achados: os resultados do nosso estudo não indicaram uma associação significativa entre a prática de atividade física, a ocupação ou o IMC e a distância acromioumeral em indivíduos hígidos. A diferença observada entre os sexos é compatível com as diferenças anatômicas já documentadas na literatura. Interpretação: Embora nossos resultados não tenham mostrado uma mudança substancial na distância acromioumeral com os fatores analisados, estudos futuros com amostras maiores e metodologias diferentes podem esclarecer melhor essas relações.Item Associação entre nível de atividade física, capacidade funcional e composição corporal em jovens saudáveis(2024-12-03) Tremea, Carlos Eduardo Maciel; Dal Lago, Pedro; Monteiro, Mariane Borba; Departamento de FisioterapiaIntrodução: Com o crescente uso de tecnologias, o tempo excessivo em frente a telas e o aumento de consumos ultraprocessados pela população, o índice de sobrepeso e obesidade vêm aumentando nas últimas décadas. Este aumento da porcentagem de obesidade e sobrepeso na população já vem se mostrando um problema de saúde pública. Estudos mostram que, neste ritmo, em 2035 teremos aproximadamente 50% da população brasileira com índices de obesidade. Além do aumento de peso da população, sabe-se que o nível de atividade física entre jovens adultos vem diminuindo, uma vez que o tempo sedentário está cada vez maior em relação aos períodos ativos. Com isso, o presente estudo visa entender como a composição corporal pode afetar o nível de atividade física e a capacidade funcional desta população. Métodos: Trinta jovens saudáveis, de ambos os sexos, com idade entre 15 e 29 anos, participaram do estudo. Inicialmente responderam ao questionário Internacional de Atividade Física e realizaram o Timed Up and Go (TUG) e o teste de caminhada de seis minutos. Foram instruídos para utilização de um acelerômetro durante cinco dias úteis, desprezando o final de semana, com finalidade de mensurar os níveis de atividade física. Resultados: Observou-se uma correlação positiva moderada entre a massa muscular e atividades leves (r = 0,368; p = 0,045). Identificou-se também correlação positiva moderada entre o número de passos diários e a distância percorrida no TC6 e correlação inversa fraca entre número de passos e tempo no TUG. Não se obteve associação estatisticamente significativa entre o índice de composição corporal e desempenho nos testes ou nível de atividade física. Conclusão: Não foi possível estabelecer correlações robustas do nível de atividade física com composição corporal e capacidade funcional, embora jovens com maior massa magra tenham realizado mais atividades de baixa intensidade. Apesar de associações com valores significativos, a amostra se demonstrou pequena para a transposição dos resultados visando a população geral.Item Avaliação da capacidade funcional após alta hospitalar de indivíduos internados na unidade de terapia intensiva por COVID-19: um estudo prospectivo de coorte(2022-12-06) Biasibetti, Mayco; Cechetti, Fernanda; Departamento de FisioterapiaOBJETIVO O objetivo deste estudo foi identificar as repercussões na capacidade funcional de indivíduos internados na unidade de terapia intensiva por COVID-19. MÉTODOS Tratou-se de um estudo de coorte prospectivo, em que foram incluídos indivíduos maiores de 18 anos que internaram na unidade de terapia intensiva com diagnóstico positivo de COVID-19. Nas avaliações realizadas, além de serem coletados dados do prontuário eletrônico, foram aplicados os seguintes instrumentos: Índice de Barthel, escala 36-Item Short Form Health Survey (SF-36), teste timed up and go (TUG), dinamômetro de preensão palmar, e um questionário próprio do estudo, para avaliar a independência em AVD’s, qualidade de vida, mobilidade e força muscular global respectivamente. Foi feita a análise da amostra, comparação dos dados na alta e após 90 dias e, por fim, todas as variáveis foram correlacionadas. RESULTADOS Os resultados mostraram que os indivíduos melhoraram quanto à sua capacidade funcional mas não retornaram ao seu máximo desempenho prévio à infecção da covid-19, principalmente quanto aos domínios da SF-36.Item Avaliação da funcionalidade após alta hospitalar em pacientes pediátricos com COVID-19.(2022-12-08) Moraes, Larissa dos Santos de; Tartari, Janice Luisa Lukrafka; Schaan, Camila; Departamento de FisioterapiaObjetivo: Avaliar a funcionalidade dos pacientes pediátricos internados com COVID-19 na internação, alta hospitalar e após a alta hospitalar. Secundariamente, correlacionar a presença de comorbidades, o tempo de internação, necessidade de UTIP, uso de suporte ventilatório e oxigenoterapia com algum grau de prejuízo funcional. Métodos: Estudo longitudinal retrospectivo, com pacientes pediátricos internados em hospital de referência, com teste RT-PCR positivo para Covid-19, realizado através de revisão de prontuários e contato telefônico após a alta hospitalar. Resultados: A amostra foi composta por 232 pacientes, desses 56% do sexo masculino, com mediana de 5 anos. O escore global da Escala de Estado Funcional Pediátrica (FSS- Brasil) foi de 7,3 (6-15) na admissão, 6,8 na alta e manteve-se 6,8 após a alta, 75% da amostra apresentou funcionalidade adequada nos três momentos de avaliação. Após a alta hospitalar, nenhuma criança apresentou disfunção severa ou muito severa. Não ter doenças prévias diminui em 94% o risco de déficit funcional. O uso de VMI não foi associado a funcionalidade e o tempo de internação e oxigenoterapia, apesar de estatisticamente significativos tiveram correlações fracas com a funcionalidade. Conclusão: A maioria das crianças mantiveram uma funcionalidade adequada ao longo do tempo. Os escores mais altos da Escala de Estado Funcional Pediátrica foram correlacionados com a presença de comorbidades e a necessidade de internação na UTI. Mais estudos com uma amostra maior, principalmente no follow-up são necessários para identificar déficits funcionais nessa população.Item Avaliação da Funcionalidade e da Força Muscular em Pacientes Oncológicos Internados em Unidade de Terapia Intensiva(2024-12-03) Maria, Taliana Lemos; Monteiro, Mariane Borba; Moussalle, Luciane Dalcanale; Departamento de FisioterapiaIntrodução: O câncer é uma das principais causas de mortalidade mundial, com elevada prevalência e impacto significativo na vida dos pacientes. Em casos críticos, complicações como sarcopenia e caquexia agravam as condições clínicas, comprometendo a função muscular e respiratória, além de impactar a qualidade de vida (QV) e a sobrevida. Objetivos: Avaliar a funcionalidade e a força muscular periférica e respiratória de pacientes oncológicos internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de identificar as associações entre essas variáveis e dados clínicos, nutricionais e laboratoriais. Métodos: Estudo longitudinal com amostragem por conveniência, envolvendo 25 pacientes adultos. As variáveis foram coletadas nas primeiras 24h (M1) e após 72h (M2) de internação na UTI, utilizando instrumentos como MRC (Medical Research Council), TPPt (Teste de Preensão Palmar total), PIMax (Pressão Inspiratória Máxima), S-Index, PERME (Perme Intensive Care Unit Mobility Score) e PPS (Palliative Performance Scale). As análises incluíram correlações com dados clínicos, nutricionais e laboratoriais. Resultados: A funcionalidade (PERME e PPS) e a força muscular geral (MRC) apresentaram melhora significativa após 72h, enquanto as forças musculares periférica (FMP) e respiratória (FMR) permaneceram estáveis. Observou-se melhora funcional em 84,2% dos pacientes na segunda avaliação. PPS demonstrou correlação moderada com MRC, TPPt, PIMax e S-Index. Conclusão: Os resultados demonstram melhoria significativa na funcionalidade e na força muscular dos pacientes oncológicos internados em UTI, quando comparados os dados de M1 e M2. Além disso, observou-se que a melhora na força muscular está associada a uma melhoria na funcionalidade.Item Avaliação da qualidade de vida e do teste submáximo TGlittre-P em pacientes pediátricos após transplante hepático - Dados preliminares de um estudo transversal(2024-12-05) Santos, Camila Gonçalves dos e; Flores, Carolina da Silva; Lukrafka, Janice Luisa; Brondani, Amanda de Souza; Departamento de FisioterapiaIntrodução: O transplante de fígado é indicado quando as alternativas convencionais não conseguem suprir as necessidades fisiológicas do sistema hepático. O aumento na taxa de sobrevida dos pacientes submetidos ao procedimento deveria contribuir para um enfoque maior nas pesquisas envolvendo a qualidade de vida e a atividade funcional desses pacientes pós- cirurgia. Entretanto, ainda são escassos os estudos que avaliam a QV e aspectos associados à capacidade funcional dessa população após o transplante. Portanto, faz-se necessário avaliar a QV dessas crianças e adolescentes, bem como o teste submáximo TGlittre-P, que avalia aspectos semelhantes às atividades de vida diária dessa população e correlacionar esses dados com outros achados clínicos. Métodos: Trata-se dos dados preliminares de um estudo transversal, no qual crianças e adolescentes que realizaram transplante hepático e crianças de um grupo controle, foram avaliados sobre a Qualidade de Vida, através da aplicação da PedsQL e sobre a capacidade submáxima de exercício, através do TGlittre-P. Resultados: A amostra foi composta por 30 participantes e houveram discrepâncias nas respostas da PedsQL e diferenças significativas no tempo de realização do teste de um grupo para o outro. Conclusão: Não foram encontradas diferenças significativas na QV entre os pacientes transplantados e controles. A capacidade de exercício submáxima foi significativamente menor nos pacientes transplantados. Não foram identificadas associações significativas entre a QV e o tempo do teste submáximo no TGlittre-P.Item Avaliação da rigidez arterial através da velocidade de onda de pulso (VOP), nível de atividade física e capacidade funcional em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e sua correlação(2022-12-07) Souza, Gabriela Oliveira; Dal Lago, Pedro; Departamento de FisioterapiaIntrodução: A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é a terceira principal causa de morbimortalidade global e está associada a inúmeras manifestações sistêmicas, incluindo disfunção endotelial e maiores índices de rigidez arterial. A inatividade física pode resultar em maior incidência e mortalidade por doenças cardiovasculares, além de ser frequentemente associada a aspectos de morbimortalidade em muitas doenças crônicas, inclusive na DPOC. O número de passos diários é um determinante do estado de saúde e do risco de exacerbação em indivíduos com DPOC. Objetivo: caracterizar a velocidade de onda de pulso e o nível de atividade física de pacientes com DPOC. Métodos: trata-se de um estudo transversal, com amostra composta por pacientes com diagnóstico de DPOC moderada a muito grave (estadiamento II a IV, conforme obstrução ao fluxo expiratório). Foram coletados dados quanto à rigidez arterial pela velocidade da onda de pulso (VOP), teste de caminhada de 6 minutos (TC6) e número de passos diários. Resultados e Conclusão: Vinte e seis indivíduos foram recrutados (idade 66,5 ± 9,39 anos). O número de passos diários foi significativamente correlacionado com o TC6 (p <0,05), mas nenhuma correlação foi encontrada entre as medidas de função endotelial e rigidez arterial. Não houve comprometimento vascular nos indivíduos do estudo, além da ausência de correlação entre o número de passos diários com a função endotelial e rigidez arterial.Item Avaliação da variabilidade da frequência cardíaca em crianças e adolescentes após transplante renal(2024-12-04) Luft, Amanda Alves; Recoba, Karolayne de Lima; Lukrafka, Janice Luisa; Dal Lago, Pedro; Departamento de FisioterapiaO sistema nervoso autônomo (SNA) desempenha um papel fundamental na regulação das funções involuntárias do organismo, sendo a mensuração dos impulsos autonômicos simpáticos e parassimpáticos avaliada através da Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC). A VFC pode ser mensurada através do domínio tempo, frequência e não-linear. O objetivo primário do estudo foi avaliar a VFC em crianças e adolescentes após o transplante renal. Como objetivos secundários, analisar o comportamento da VFC, da força muscular periférica (FMP) e respiratória (FMR) três e seis meses após o transplante e a associação entre as variáveis. Trata-se de um estudo transversal analítico em crianças e adolescentes que foram submetidos ao transplante renal em um hospital de referência, sendo avaliado variáveis clínicas, antropométricas, VFC, força muscular periférica, força muscular respiratória e nível da atividade física. Foram avaliados 12 crianças no 3° mês e 8 no 6° mês, não sendo encontradas diferenças significativas entre os domínios da VFC, força muscular periférica e força muscular respiratória. Entretanto, encontramos correlações significativas entre as variáveis da VFC e a FMR e a FMP. Conclui-se que há uma tendência de melhora no controle autonômico e na atividade vagal entre o terceiro e o sexto mês nas variáveis do domínio tempo, enquanto as do domínio frequência refletem uma maior ativação simpática. A força muscular periférica e respiratória apresentou valores reduzidos, destacando a redução da capacidade muscular dessa população. As correlações observadas no terceiro mês indicaram que uma maior atividade parassimpática está associada a melhores indicadores de força muscular.Item Avaliação dos conhecimentos sobre cuidados paliativos dos alunos de graduação da UFCSPA(2022-12-06) Wochnicki , Gabriela Ramos; Rodrigues, Rayane da Silva; Moussalle, Luciane Dalcanale; Departamento de FisioterapiaO objetivo da pesquisa foi avaliar o nível de conhecimentos em cuidados paliativos dos alunos de graduação, assim como investigar o seu interesse e se consideram importante a implementação dessa temática em seus cursos. A coleta de dados foi realizada por um questionário online composto por 20 questões sobre cuidados paliativos com três alternativas de resposta: verdadeiro, falso ou “não sei”. Foi solicitado informações acerca do perfil do estudante, o contato prévio com o tema, sua percepção de conhecimento e a importância do ensino de cuidados paliativos. A amostra foi composta por 209 alunos que aceitaram participar do estudo, sendo a maioria mulheres e com média de idade de 22,9±5,0 anos. Destes, 71% relataram que tiveram contato com a temática, sendo a maioria em disciplinas da graduação. Quanto à avaliação sobre os conhecimentos, a média total de acertos no questionário foi de 85,2±12,8%. A grande maioria considera importante incluir conteúdos curriculares sobre cuidados paliativos no plano de estudos do seu curso. O estudo apontou lacunas no ensino de cuidados paliativos, ainda que a população analisada tenha demonstrado conhecimentos básicos acerca do tema, interesse e reconheça sua importância.Item Avaliação longitudinal da capacidade funcional e da espessura muscular em pacientes pediátricos com Fibrose Cística(2024-12-02) Strebel, Francisca Moura; Lukrafka, Janice Luisa; Departamento de FisioterapiaIntrodução: A Fibrose Cística (FC) é uma doença genética rara, caracterizada pela deficiência da proteína CFTR. Frente ao acometimento multissistêmico, a doença pulmonar destaca-se como a mais limitante aos pacientes, apresentando-se de forma progressiva e incapacitante, acarretando na redução do ganho de força muscular e da capacidade de funcional em atividades de vida diária. Objetivo: Este estudo longitudinal teve como objetivo avaliar a capacidade funcional e a espessura muscular do quadríceps femoral em pacientes pediátricos com FC ao longo de três anos. Métodos: Foram incluídos pacientes pediátricos com diagnóstico confirmado de FC, com idades entre 6 e 18 anos. As avaliações foram realizadas em 2021 e 2024. A capacidade funcional foi avaliada por meio do teste T-GlittreP, que simula atividades diárias, enquanto a espessura muscular do quadríceps femoral foi medida por ultrassonografia. Resultados: Após três anos de acompanhamento, as variáveis indicativas de capacidade funcional se mantiveram estáveis, com aumento dos valores preditos na espirometria. Observou-se um aumento significativo na espessura muscular do quadríceps femoral. Houve uma correlação positiva entre a espessura muscular e a capacidade funcional. Conclusões: A espessura muscular periférica, especialmente do quadríceps femoral, pode ser um importante indicador da capacidade funcional em crianças com FC. A avaliação contínua desses parâmetros é essencial para intervenções precoces, visando melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes com FC.Item Características sociodemográficas e clínico-funcionais de mulheres em atendimento em um ambulatório de fisioterapia em oncologia ginecológica(2024-12-02) Fortes, Julia Augustin e; Dias, Laura Hoffmann; Leites, Gabriela Tomedi; Macagnan, Fabrício Edler; Departamento de FisioterapiaIntrodução: Cânceres ginecológicos representam 15% dos casos de câncer entre mulheres no mundo, impactando a qualidade de vida e saúde reprodutiva feminina. Embora os avanços tecnológicos contribuam para o aumento da sobrevida, as pacientes enfrentam comorbidades e disfunções pélvicas que podem ocorrer em decorrência do tratamento, como estenose vaginal, fibrose, dor e alterações geniturinárias, ressaltando a importância do acompanhamento fisioterapêutico para mitigar essas complicações e promover o bem-estar das sobreviventes. Objetivo: Avaliar as características sociodemográficas e físico-funcionais de mulheres submetidas a tratamento oncológico em um ambulatório de fisioterapia de um hospital de referência. Métodos: Estudo retrospectivo com mulheres que realizaram acompanhamento ambulatorial fisioterapêutico após o término da braquiterapia, em um hospital especializado no município de Porto Alegre entre 2016 e 2024. As participantes foram caracterizadas conforme dados clínicos do tratamento e avaliações físico-funcionais disponíveis em prontuário. Resultados: Foram analisados os prontuários de 106 mulheres com câncer ginecológico submetidas à braquiterapia, considerando variáveis clínicas e demográficas. O câncer de útero foi a neoplasia predominante, com a maioria das pacientes tratada por quimioterapia e radioterapia externa. Disfunções do assoalho pélvico, como incontinência urinária, estenose vaginal e dor pélvica, destacaram-se como complicações frequentes associadas ao tratamento. Conclusão: Este estudo possibilitou identificar as principais características clínicas envolvidas com as comorbidades e disfunções do assoalho pélvico secundários ao tratamento do câncer ginecológico que associa tele e braquiterapia entre as estratégias antineoplásicas habituaisItem Comparing Prevalence of Sarcopenia Using EWGSOP2 and SDCO Definitions in Community-Dwelling Older Adults in Primary Care: a Cross-sectional Study(2024-12-02) Salvi, Lucas Farina; Stigger, Felipe de Souza; Lemos, Adriana Torres de; Departamento de FisioterapiaIntrodução: A sarcopenia é uma síndrome caracterizada pela perda progressiva de massa muscular, força e desempenho físico, sendo associada a maior risco de incapacidade funcional, quedas e mortalidade em idosos. Diferentes consensos diagnósticos, como o EWGSOP2 e o SDOC, apresentam critérios distintos, o que resulta em variações na prevalência e aplicabilidade prática. A identificação precoce da sarcopenia é fundamental para prevenir complicações e promover estratégias de intervenção eficazes, mas ainda há lacunas na comparação entre essas abordagens diagnósticas. Objetivos: Avaliar e comparar a prevalência de sarcopenia segundo os critérios do EWGSOP2 e do SDOC em idosos da comunidade, além de investigar a associação entre a sarcopenia e variáveis funcionais, incluindo força muscular, mobilidade e independência nas atividades diárias. Métodos: Estudo transversal com 61 idosos (≥ 60 anos), residentes na comunidade de Porto Alegre, Brasil. Os participantes foram avaliados em casa, com coleta de dados sociodemográficos, antropométricos e funcionais. A sarcopenia foi diagnosticada pelos critérios do EWGSOP2 e do SDOC, que consideram medidas de força de preensão manual, velocidade de marcha, circunferência da panturrilha e massa muscular. As análises incluíram testes funcionais, como Timed Up and Go, teste de caminhada de três metros, teste de sentar e levantar e índice de Katz. Testes estatísticos foram realizados para identificar correlações e diferenças entre sarcopênicos e não sarcopênicos, com significância estatística em p < 0,05. Resultados: O perfil funcional dos idosos mostrou limitações significativas associadas à sarcopenia (p < 0,001), incluindo pior força de preensão manual, menor velocidade de marcha e desempenho inferior nos testes de mobilidade, como Timed Up and, teste de sentar e velocidade de marcha. Idosos sarcopênicos também apresentaram menor pontuação no índice de Katz (p < 0,001), indicando maior dependência nas atividades diárias. Foi observada uma forte correlação entre a sarcopenia, diagnosticada pelo SDOC, e variáveis funcionais. Indivíduos sarcopênicos apresentaram pior desempenho nos testes funcionais, enquanto medidas antropométricas, como altura, peso e massa muscular relativa, não mostraram diferenças significativas entre sarcopênicos e não sarcopênicos, sugerindo um menor impacto dessas variáveis na avaliação funcional. A prevalência de sarcopenia foi significativamente maior com o critério do SDOC (78,6%) em comparação ao EWGSOP2 (7,1%) (p < 0,001), refletindo os enfoques distintos dos consensos. O SDOC foi mais sensível para identificar limitações (p < 0,001), apresentando maior associação com variáveis funcionais, incluindo pior força de preensão manual, menor velocidade de marcha e desempenho inferior nos testes de mobilidade. Comparando idosos diagnosticados com sarcopenia pelo SDOC, foi observado que esses indivíduos apresentaram desempenho inferior em todos os testes funcionais avaliados, reforçando a superioridade do critério para rastreamento de limitações funcionais em idosos. Conclusões: O SDOC demonstrou maior sensibilidade para identificar casos de sarcopenia e maior correlação com desfechos funcioais em comparação ao EWGSOP2, sugerindo ser uma ferramenta mais adequada para rastreamento na atenção primária. A forte associação entre sarcopenia e redução da funcionalidade destaca a importância de diagnósticos precoces e intervenções direcionadas para mitigar o impacto dessa condição. Esses achados reforçam a necessidade de padronizar critérios diagnósticos mais específicos, capazes de atender às demandas clínicas e promover um envelhecimento saudável na população idosa.Item Disfunções estéticas e seu impacto na imagem corporal de mulheres(2022-12-05) Costa, Eduarda; Rosa, Patrícia Viana da; Bom, Marie Lutiele Hunning; Departamento de FisioterapiaA imagem corporal é a representação mental da identidade corporal e sua dimensão é dada de acordo com cada percepção, por isso a autoimagem interfere diretamente no processo de desenvolvimento identitário. Um fator importante para a construção de identidade e que está diretamente relacionado à construção da autoimagem, são os parâmetros estéticos, que comumente excluem disfunções estéticas - fibroedema gelóide (celulite), estrias/cicatrizes, flacidez, gordura localizada, melasma, hiperpigmentação, rosácea, acne e hirsutismo. O objetivo desta pesquisa foi analisar se a presença de disfunções estéticas, afetam a construção dessa identidade individual sobre autoimagem corporal. Trata-se de um estudo observacional transversal, com amostra composta por mulheres maiores de 18 anos e universitárias, nas quais foram aplicadas o BDDE, que avalia a qualidade de vida a respeito da imagem corporal. Participaram do estudo 118 mulheres, 55,1% da amostra tinha idade entre 21 e 25 anos, seguido de 27,1% com idade entre 18 e 20 anos. A média da pontuação no questionário de qualidade de vida relacionada à imagem corporal (BDDE) foi de 55 ± 19,5 pontos e, do total da amostra, 31,4% estava insatisfeita com a aparência. As disfunções estéticas mais prevalentes foram as estrias (72,9%), celulite (67,8%), acne (61,9%), gordura localizada (46,6%) e flacidez (22%), sendo encontradas relações entre grau de satisfação com imagem corporal para estrias, celulite, gordura localizada e flacidez. Quanto ao interesse na realização de algum procedimento estético, 76,3% afirmaram ter interesse.