Enfermagem - TCC

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    Storytelling como prática integrativa para a redução dos níveis de estresse em pacientes oncológicos
    (2023-11-07) D’Avila, Vitoria Rabelo; Pinheiro, Luciana Boose; Rabin, Eliane Goldberg; Departamento de Enfermagem
    Introdução: O presente trabalho de conclusão de curso intersecciona quatro diferentes assuntos: a humanização do cuidado da enfermagem, o storytelling ou contação de histórias como prática integrativa, a fisiologia e a regulação hormonal do estresse, e o tratamento quimioterápico de pacientes oncológicos. Objetivo: Identificar a relevância das práticas de storytelling, ou contação de histórias, para a redução dos níveis de estresse e melhoria do enfrentamento de pacientes frente à doença e ao tratamento, câncer e quimioterapia, respectivamente. Método: A pesquisa de campo é realizada através de abordagem quantitativa, e se desenvolve a partir do estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão e de três etapas: questionários e prática de contação de histórias. Os dados coletados foram tabulados e analisados em escalas numéricas, realizando-se uma análise descritiva e comparativa para observar as diferenças na distribuição das respostas aos testes aplicados. Hipótese: Capacidade do storytelling, como ferramenta terapêutica, de reduzir o nível de estresse dos pacientes e influenciar positivamente nos fatores de enfrentamento utilizados por esses. Resultados: Os dados numéricos alcançados com a presente pesquisa evidenciam a relevância da prática de contação de histórias na redução dos níveis de estresse e melhora do enfrentamento de pacientes em tratamento quimioterápico. Considerações finais: Almeja-se o fomento de novos e relevantes estudos acerca das práticas integrativas, especialmente do storytelling.
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    A Literatura como remédio: a Contação de Histórias como ferramenta de enfrentamento a partir do diagnóstico e tratamento de crianças com câncer
    (2023-11-07) Cronst, Tamie Sofia Fronza; Pinheiro, Luciana Boose; Carvalho, Gisele Pereira; Departamento de Enfermagem
    O presente estudo apresenta como tema o uso da contação de histórias como ferramenta ao abordar maneiras de enfrentar o diagnóstico e o tratamento de crianças com câncer internadas no ambiente hospitalar. A humanização no ambiente hospitalar tem se mostrado uma grande aliada ao praticar o cuidado em saúde, pois possibilita a compreensão total do paciente e suas singularidades no processo saúde-doença. A análise de questões relacionadas ao câncer pediátrico, às ações da enfermagem e à colaboração da contação de histórias nesse espaço é inspirada nas ações realizadas pelo Programa de Extensão “Contação de Histórias na Promoção da Saúde”, desenvolvido na UFCSPA. O câncer pediátrico é toda neoplasia maligna que acomete a faixa etária em indivíduos menores de dezenove anos. Sendo assim, trazer elementos humanizados e lúdicos para abordar, a partir da literatura e da Contação de Histórias, o diagnóstico e o tratamento, se caracteriza como uma importante ação da equipe de enfermagem do hospital, que precisa intervir no processo saúde-doença, além de acolher e ambientar o paciente e seus familiares na caminhada de seus cuidados de saúde. O objetivo deste estudo é avaliar o impacto da contação de histórias quando realizada de maneira humanizada, lúdica e utilizando a arte e a literatura como ferramenta e abordando maneiras de enfrentar o diagnóstico e o tratamento de crianças com câncer internadas no ambiente hospitalar. Se caracteriza como um estudo do tipo experimental, com abordagem qualitativa e quantitativa. Os participantes da pesquisa foram pacientes do Hospital da Criança Santo Antônio, alfabetizados, entre 7 e 12 anos de idade. Como principais resultados, foi possível observar diferenças no desenvolvimento do diário quando foi comparado grupo intervenção e grupo controle, sendo que o primeiro obteve melhores resultados. Além disso, ao analisar a escala aplicada, percebeu-se que a maneira de enfrentamento mais utilizada pelos participantes é a subescala denominada “busca de práticas religiosas/pensamento fantasioso”, em ambos os grupos. A partir do que se era esperado, os resultados comprovaram que a contação de histórias impacta positivamente nas maneiras de enfrentar o diagnóstico e o tratamento de pacientes oncológicos pediátricos.
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    A repercussão da pandemia de Covid-19 na saúde mental dos profissionais de enfermagem na realidade brasileira: uma revisão de escopo
    (2023-11-06) Nunes, Daiane Goldmeier; Coelho, Débora Fernandes; Departamento de Enfermagem
    Introdução: Com o início da Pandemia de Covid-19, a sobrecarga de trabalho e as cargas psicológicas dos profissionais de Enfermagem intensificaram-se, trazendo efeitos físicos e psicológicos para os mesmos. Objetivo: Mapear estudos presentes na literatura científica referentes à repercussão e os impactos da pandemia de covid19 na saúde mental dos profissionais de Enfermagem na realidade Brasileira. Metodologia: Trata-se de uma Revisão de Escopo. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, SciElo, Capes e BVS. Resultados: Foram selecionados 49 estudos para compor a amostra analisada. Todos os estudos incluídos foram produzidos no Brasil. Discussão: A exposição à grandes cargas de estresse físico e mental, juntamente com o contato diário com paciente graves e o grande número de óbitos ocorridos durante a Pandemia de COVID-19 levou os profissionais de Enfermagem ao adoecimento mental, além de causar redução na qualidade dos serviços prestados por estes. Considerações Finais: Apesar do fim do estado de Pandemia, os efeitos negativos desse período ainda ressoam e afetam os trabalhadores de Enfermagem que passaram ou passam por sofrimento mental causado pela atuação no período pandêmico. É de responsabilidade das instituições de saúde e do Estado, que estes profissionais tenham acesso a estratégias de cuidado e manutenção da saúde mental, como a psicoterapia.
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    O impacto da pandemia da Covid-19 no diagnóstico de sífilis gestacional e congênita
    (2023-07-04) Banaletti, Nathalia Bottega; Souza, Aline Corrêa de; Coelho, Débora Fernandes; Departamento de Enfermagem
    Introdução: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível exclusiva do ser humano, transmitida predominantemente através do contato sexual sem o uso de preservativo com uma pessoa que esteja infectada. Possui diversas manifestações clínicas, podendo causar sífilis congênita em casos de gestantes com diagnóstico positivo não tratadas ou tratadas inadequadamente. Com a pandemia da Covid-19, fez-se necessário atualizar os modelos de atendimento nas consultas de pré-natal, obtendo como foco o menor contato possível com locais que pudessem gerar contaminações pelo vírus. Estudos indicam que durante a pandemia houve uma redução de 14% nas consultas de pré-natal no Brasil. Objetivo: Avaliar o impacto da pandemia da Covid-19 no diagnóstico de sífilis gestacional e congênita e traçar o perfil sociodemográfico dos casos acompanhados em Porto Alegre - RS
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    Importância da inclusão de pacientes pediátricos oncológicos em um serviço de cuidados paliativos: uma visão da enfermagem
    (2023-11-08) Silveira, Thayane de Morais; Carvalho, Gisele Pereira de; Departamento de Enfermagem
    RESUMO: Cuidados paliativos referem-se ao plano de cuidados frente a irreversibilidade e impossibilidade de cura da doença. Na oncologia pediátrica observa-se que os pacientes têm uma demanda de cuidados específica centralizada na promoção de seu bem-estar físico e emocional e de seus familiares. No contexto assistencial, há necessidade da inclusão dos pacientes ao serviço de cuidados paliativos para promoção de qualidade de vida ao paciente, onde a equipe de enfermagem tem papel fundamental. A elaboração deste estudo foi feita a partir da revisão de literatura para oferecer suporte teórico ao tema. Este estudo objetivou identificar percepções da equipe de enfermagem acerca dos cuidados paliativos prestados a pacientes pediátricos oncológicos, identificar o momento em que são incluídos na terapia paliativa e traçar o perfil epidemiológico desses pacientes. O presente estudo trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa e quantitativa com amostragem não probabilística por conveniência e saturação, realizado por meio da coleta de dados clínicos e epidemiológicos de quatro pacientes oncológicos pediátricos que fazem parte de um serviço de cuidados paliativos de um hospital de referência e de nove profissionais da equipe de enfermagem que atuam no cuidado desses pacientes. Através do estudo foi possível analisar que os profissionais de saúde compreendem a importância da inclusão dos pacientes paliativos no cuidado especializado, que o perfil dos pacientes incluídos pode estar associado à condições clínicas de terminalidade da vida e que o processo de inclusão dos pacientes possui barreiras a serem atenuadas para o pleno funcionamento do serviço nas instituições de saúde
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    Resiliência e enfrentamento às adversidades dos profissionais de oncologia infantojuvenil: estudo qualitativo
    (2023-11-06) Pereira, Amanda Cruz; Viana, Ana Cristina Wesner; Departamento de Enfermagem
    Introdução: O câncer é uma doença que ocorre a partir de mutações de uma grande quantidade de genes, causando um desequilíbrio entre a proliferação celular. Na criança, as neoplasias geralmente afetam as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação, e representam a primeira causa de óbito por doença nos países desenvolvidos, e, no Brasil, entre crianças e adolescentes, de 1-19 anos de idade. O cuidado a uma criança com câncer consiste em uma atividade complexa, visto que os profissionais de saúde vivenciam sentimentos diversos diante das vivências oriundas do trabalho, influenciados por elementos como a impossibilidade da cura, a frustração da perspectiva de vida que se espera para uma criança e a expectativa da morte. Enfrentar essas adversidades de maneira saudável possibilita bem-estar e qualidade de vida proporcionando um espaço de cuidado eficaz e qualificado. A capacidade de resiliência pode ser aprendida, desenvolvida e moldada individual ou coletivamente. Objetivo: Conhecer os fatores de resiliência e as estratégias de enfrentamento dos profissionais de saúde no contexto da oncologia pediátrica. Método: Trata-se de estudo exploratório descritivo qualitativo com análise de conteúdo, segundo Bardin, dos relatos realizados por profissionais de saúde atuantes em uma Unidade de Oncologia Pediátrica, de um hospital geral, situado em Porto Alegre - RS. A coleta de dados ocorreu no período de maio a setembro de 2023, de forma presencial, através de uma entrevista semiestruturada, utilizando um roteiro com questões norteadoras. Resultados: Após análise de conteúdo definiu-se três categorias: adversidades na vivência profissional; estratégias de enfrentamento; suporte pessoal e profissional em oncologia. As estratégias de enfrentamento mais utilizadas foram: afastamento e reavaliação positiva. Os principais suportes mencionados foram o apoio entre os colegas e o apoio da família. Conclusão: A pesquisa possibilitou compreender que os trabalhadores de saúde desempenham papel fundamental no processo de cuidado da criança em tratamento oncológico, com isso, é necessário realizar intervenções psicossociais aumentando o repertório de estratégias de enfrentamento às adversidades e promoção da resiliência, essenciais para que os profissionais lidar com os desafios encontrados na assistência à saúde
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    Experiência dos profissionais de saúde em um curso sobre prevenção da transmissão vertical de sífilis, hepatites virais e HIV
    (2023-11-08) Carvalho, Bruna Cristina de Vieira Dias; Souza, Aline Corrêa de; Paz, Adriana Aparecida; Departamento de Enfermagem
    Introdução: As Infecções Sexualmente Transmissíveis, como a Sífilis, o HIV e as Hepatites Virais, são agravos de notificação compulsória e potencialmente danosos ao binômio mãe-feto, tornando-se problema de saúde pública. Objetivo: Analisar o desempenho e a experiência dos participantes no curso de educação à distância sobre a Prevenção Vertical de Sífilis, HIV e Hepatites Virais. Método: O Trabalho de Conclusão de Curso foi associado ao Curso de Prevenção da Transmissão Vertical da Sífilis, Hepatites Virais e HIV disponibilizado na plataforma da UNA-SUS/UFCSPA. Tratou-se de um estudo longitudinal descritivo com abordagem quantitativa. O cenário da pesquisa foram os registros do curso de Prevenção da Transmissão Vertical de Sífilis, Hepatites Virais e HIV instituídos na plataforma da UNASUS/UFCSPA. Esse curso teve por características ser autoinstrucional, com respostas automatizadas e possibilidade de reflexão frente às situações complexas que foram apresentadas, possibilitando raciocínio crítico. A população do estudo foram os profissionais da saúde que concluíram o curso no período de abril a dezembro de 2022. Não existiu a necessidade de encaminhamento ao CEP por se tratar do uso de dados secundários provenientes do banco de dados do trabalho supracitado, previamente aprovado pelo CEP. Resultados: Participaram do estudo 2.481 profissionais da saúde, sendo 584 respondentes do teste final. Observou-se que grande parte dos participantes afirmaram que os assuntos abordados no curso eram muito importantes 2.132(85,9%) ou importantes 333 (13,4%). Os conteúdos que os profissionais mais mencionaram dificuldade foram sobre transmissão vertical das IST’s e sistemas de informação e monitoramento. Aproximadamente 99,8% dos participantes mencionaram que indicariam o curso para um colega. Ao analisar o desempenho final dos participantes percebeu-se que quase metade afirmou que as questões eram difíceis, o que pode ser comprovado ao analisar a média das notas obtidas (76,67). Considerações finais: De acordo com os participantes o conhecimento prévio sobre os temas desenvolvidos no curso era insuficiente e escasso. Segundo os profissionais o curso foi essencial para que se apropriassem dos conteúdos abordados e adequassem suas práticas assistenciais, contribuindo com a diminuição da transmissão vertical e de desfechos desfavoráveis às gestantes e seus bebês.
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    Maternagem Humanizada: a construção e validação de materiais educativos para gestantes de Porto Alegre, RS
    (2023-07-04) Gomes, Juliana Silva; Veleda, Aline Alves; Departamento de Enfermagem
    A falta de atualização e adoção de evidências ultrapassadas ainda são frequentes na atenção materno-infantil no Brasil, levando a uma assistência excessivamente intervencionista durante o trabalho de parto e a um movimento desumanizador das mulheres, tornando-as objetos do sistema e da equipe de saúde. Cartilhas, folders, cartazes, vídeo e até mesmo aplicativos podem ser utilizados como aliados durante o pré-natal, a fim de transmitir evidências científicas ao público leigo. A literatura demonstra que mulheres com maior acesso à informação se sentem mais seguras e preparadas para o parto, além de amamentarem por mais tempo. Pensando nisso, o presente estudo tem como objetivo desenvolver um instrumento voltado para a educação perinatal a ser compartilhado com gestantes atendidas nas unidades de saúde do município de Porto Alegre, RS. Trata-se de uma pesquisa metodológica, descritiva e exploratória para elaboração e validação do produto, que foi desenvolvida em quatro etapas: revisão integrativa, construção do instrumento, validação do conteúdo e análise dos dados. Entre outubro e novembro de 2022, foram construídos seis folders (21×30 cm) que incluem assuntos relacionados aos direitos no ciclo gravídico-puerperal, ao parto, à amamentação e à maternagem, havendo esforços para representar grupos diversos (como pessoas negras, PCDs e LGBTQIA+) através de ilustrações e temáticas compatíveis com estes. Em avaliação realizada por oito profissionais da área (sete enfermeiras e uma médica), todos receberam boas pontuações, sendo considerados adequados à população-alvo, de acordo com o Índice de Validação de Conteúdo (IVC). No entanto, devido ao baixo número de participantes e à pertinência das sugestões, os materiais passaram por adaptações, devendo, ainda em 2023, serem validados por gestantes de Porto Alegre. Apesar do formato pouco inovador, o produto da pesquisa é de fácil acesso, podendo contribuir com os conhecimentos do público, a fim de tornar a experiência da maternagem mais positiva. Porém, são necessárias mais iniciativas como essa para que as informações sejam distribuídas em larga escala, o que corrobora para que mais cidadãos tenham acesso a estas
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    Os desafios no estabelecimento dos cuidados paliativos em oncopediatria: revisão integrativa
    (2022-11-17) Sousa, Rafaela Vidal Paiva de; Carvalho, Gisele Pereira de; Departamento de Enfermagem
    Introdução: O câncer se caracteriza pela proliferação de um grande número de células anormais; em crianças, geralmente sua origem é por motivo embrionário, e se destaca como a principal causa de morte por doenças nesta faixa-etária no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda como parte do tratamento de doenças ameaçadoras à vida como o câncer o estabelecimento de cuidados paliativos imediato, porém, nem sempre é o que é presenciado na prática clínica da equipe de saúde. Objetivos: Investigar o estado da arte da assistência em cuidados paliativos, entender em que momento os pacientes pediátricos oncológicos são incluídos nos cuidados paliativos, quais os critérios utilizados pela equipe para que isso ocorra e os desafios enfrentados. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas seguintes bases de dados: SciELO, PubMeD e LILACS nos últimos 10 anos. Resultados e discuss o: Dentre os 12 estudos selecionados, 83,3% % (n=10) problematizam o momento da integração aos cuidados paliativos, destes, 100% trazem que os pacientes têm o encaminhamento tardio. Quanto aos critérios para encaminhamento, apenas 25% (n=3) trazem dados de ferramentas padronizadas para maior assertividade de encaminhamento e início precoce do cuidado paliativo. Jáquanto aos desafios enfrentados, 100% (n=12) dos artigos selecionados trazem comosendo uma barreira importante para o encaminhamento precoce e a qualidade do cuidado. Considerações finais: Pôde-se evidenciar que a prática clínica de assistência em oncopediatria não é integrada com os cuidados paliativos pediátricos, e, quando acontece, é de forma tardia, em contrapartida às recomendações da OMS. Ainda não existem critérios definitivos e padronizados a serem utilizados para a integração do paciente pediátrico oncológico em cuidados paliativos. Um dos maiores desafios para a integração precoce é a formação precária dos profissionais de saúde. É necessário melhorias na curricularização e educação permanente, formação de instrumento de triagem específico e mais pesquisas na área
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    Cuidados de enfermagem na prevenção ao suicídio: revisão integrativa
    (2022-11-17) Ribeiro, Vanessa Tavares; Viana, Ana Cristina Wesner; Silva, Ana Paula Scheffer Schell da; Departamento de Enfermagem
    Introdução: O suicídio pode ser definido como ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando um meio que ele acredita ser letal (ABP, 2014). Segundo a OMS, cerca de 700.000 pessoas morrem por ano decorrentes do suicídio, o que torna essa temática primordial no contexto do trabalho do enfermeiro, uma vez que, suas atribuições englobam liderança, planejamento e execução de cuidados de enfermagem em diferentes níveis de atenção à saúde. Objetivo: Identificar os cuidados de enfermagem prestados na prevenção ao suicídio por meio de publicações científicas nacionais e internacionais. Método: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura que utilizou as bases de dados Pubmed, Web of Science, Scopus, CINAHL e BVS e literatura cinzenta realizada no período de maio a julho de 2022. Resultados: A partir da análise dos artigos que construíram essa revisão integrativa, emergiram três categorias temáticas: fatores associados ao risco de suicídio; atuação do enfermeiro frente a prevenção do suicídio; e facilitadores, estratégias e barreiras para lidar com o sujeito em sofrimento mental em diferentes contextos. No que tange os cuidados de enfermagem na prevenção do suicídio destacaram-se a formação de vínculo paciente-profissional, acolhimento, escuta ativa e o estabelecimento de contrato terapêutico. Outras estratégias que emergiram foram as medidas de vigilância, rede de apoio, vínculo familiar, organização da rotina da equipe que presta assistência ao paciente e a necessidade de educação permanente em saúde. Considerações Finais: Diante do exposto, sabe-se que a problemática do suicídio é multifatorial e complexa, o que exige do profissional enfermeiro um olhar precoce e atento para os sinais e sintomas em saúde mental, bem como para o planejamento de ações preventivas para diminuição do risco de suicídio. Ademais, essa revisão contribui e possibilita maior notoriedade aos cuidados de enfermagem em saúde prestados aos sujeitos em sofrimento mental.
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    Intervenção Educativa sobre Primeiros Socorros para Educadores Sociais de uma Instituição de atendimento na área da Assistência Social
    (2022) Silva, Patricia Almeida Bibiano; Viegas, Karin; Departamento de Enfermagem
    INTRODUÇÃO: os primeiros socorros são todas as medidas adotadas inicialmente que visam prestar apoio para as vítimas de situações causadoras de sofrimento ou risco de morte. Dados apontam que no Brasil existem 30.257 crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional. A maioria desse público encontra-se nos abrigos institucionais afastados da família de origem por decisão judicial. No abrigo institucional o educador social possui um papel fundamental, em virtude da sua responsabilidade pela rotina dos acolhidos no interior e exterior da instituição, tornando-se importante o conhecimento do atendimento de primeiros socorros. OBJETIVO: realizar uma intervenção educativa sobre primeiros socorros para educadores sociais de uma instituição de atendimento na área da assistência social para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. MÉTODO: estudo de intervenção, transversal e quantitativo. Conforme modelo de Honsberger e George (2002), realizado em três fases: antes da oficina (questionário pré-oficina), realização da oficina (seção introdutória: Pré-teste e seção principal) e avaliação após a oficina (Pós-teste). RESULTADOS: existiu crescimento estatisticamente significativo (p<0,05) no conhecimento dos participantes, depois da intervenção, na maioria dos assuntos tratados. CONCLUSÃO: a intervenção educativa mostrou-se eficaz e constatou a necessidade da ampliação de iniciativas sobre primeiros socorros para os educadores sociais de abrigos institucionais.
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    Cuidados Geriátricos: Capacitação para Profissionais de Saúde
    (2021-11-22) Santos, Caroline Braga dos; Viegas, Karin; Departamento de Enfermagem
    Introdução: Com o aumento do número de idosos, há um aumento na demanda por cuidados, muitas vezes, especializados. Tais questões são desafios aos profissionais de enfermagem no cuidado e assistência a esse público, visto que em sua formação, os estudos da geriatria e da gerontologia nem sempre são privilegiados. Objetivos: Desenvolver objetos de aprendizagem sobre cuidados geriátricos. Avaliar os conhecimentos dos profissionais de saúde acerca das competências necessárias ao cuidado do paciente idoso. Método: Estudo de produção tecnológica de recursos educacionais. O público-alvo foram nove profissionais de enfermagem do Hospital Santa Clara, do Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. A coleta de dados foi realizada de forma online, através do questionário “Geriatric competencies for RN in hospitals", sendo ele autoaplicável. Os objetos de aprendizagem (OAs) foram armazenados na plataforma Educa da instituição e é acessado mediante login e senha funcional. O planejamento dos OAs partiu da identificação e avaliação das competências para prestação do cuidado em saúde a pessoa idosa, através do questionário autoaplicável que foi preenchido pelo público-alvo. Os OAs foram construídos seguindo o Design instrucional contextualizado. Resultados: Foi construído um módulo com três objetos de aprendizagem sobre mudanças fisiológicas no envelhecimento, a melhorar as competências dos profissionais de enfermagem para a qualificação dos cuidados à população idosa internada. Conclusão: Dos critérios avaliados no questionário o que mais necessitou reforços na aprendizagem foi as mudanças fisiológicas com a idade. Como limitação do estudo, houve baixo retorno dos participantes.
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    Desafios de enfermeiros da APS no acompanhamento de mulheres com câncer
    (2023-11-07) Leite, Ariane Barbosa; Rabin, Eliane Goldberg; Souza, Aline Correa de; Departamento de Enfermagem
    Introdução: O câncer se tornou um problema de saúde pública devido ao aumento do número de casos em todo o mundo, nas últimas décadas. Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer, no Brasil há expectativa de cerca de 66.540 mil novos casos de Câncer de Mama em mulheres e 17.100 novos casos de Câncer de colo uterino, no ano de 2023. Com o aumento de incidência das neoplasias ocorre uma maior demanda de atendimento, diagnóstico, tratamento e acompanhamento das mulheres no Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, o presente estudo pretende investigar o conhecimento dos enfermeiros da rede de Atenção Primária à Saúde (APS), sobre a temática oncológica com enfoque em câncer de mama e ginecológico, identificando as principais lacunas relatadas. Objetivo: Investigar o conhecimento do profissional enfermeiro sobre as principais lacunas relacionadas à assistência integral das mulheres com câncer de mama ou ginecológico. Método: Estudo do tipo descritivo, de delineamento transversal, com abordagem quantitativa. Realizado por meio do encaminhamento de um questionário semi estruturado composto por perguntas de caráter aberto e fechado para enfermeiros da rede de Atenção Primária à Saúde, no formato online. Resultados: A presente pesquisa possibilitou identificar lacunas de conhecimento e também de gestão e organização do atendimento profissional, na APS, às pacientes com câncer de mama ou ginecológico.
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    Atendimento ao parto e nascimento em Porto Alegre durante a pandemia da COVID-19 na percepção das mulheres
    (2022-08-08) Lacorte, Victoria Costa; Veleda, Aline Alves; Departamento de Enfermagem
    A pandemia da COVID-19 acarretou mudanças nos cuidados ao ciclo gravídico-puerperal. Este trabalho teve como objetivo conhecer as experiências vivenciadas pelas mulheres durante o atendimento ao parto e nascimento no município de Porto Alegre em tempos de pandemia da COVID-19. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, sendo o contexto de estudo Porto Alegre e os sujeitos participantes mulheres que pariram de março de 2020 a agosto de 2021 no sistema público de saúde obstétrica do município. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevista semiestruturada individual, online, gravada e posteriormente transcrita na íntegra. A análise de dados teve fundamento na análise temática de Bardin e se deu através da categorização dos assuntos que mais apareceram nos relatos: pandemia, acompanhante, condutas e sentimentos. Dentre eles, o que mais se destacou foi a questão do acompanhante, que mesmo garantido por lei, não foi permitido em alguns casos. As entrevistadas que não puderam ser acompanhadas relataram sentimentos como tristeza e solidão, além de condutas profissionais não baseadas em evidências. Foram respeitados todos os princípios éticos conforme Resolução no466/12. Espera-se uma melhor compreensão do cenário obstétrico portoalegrense, buscando colaborar com a construção de um cuidado humanizado durante o parto e nascimento, garantindo que as mulheres sejam respeitadas como protagonistas desse processo.
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    Fatores de risco e fatores de proteção no desenvolvimento da linguagem infantil: uma revisão integrativa
    (2022-11-18) Souza, Mariana Karaim Silveira de; Carvalho, Gisele Pereira de; Canabarro, Simone Travi; Departamento de Enfermagem
    Introdução: O desenvolvimento infantil é um processo complexo evidenciado pela aquisição de novas funções nas áreas motora, intelectual, psicossocial, moral e linguística. O desenvolvimento linguístico impacta diretamente no desenvolvimento integral do indivíduo, visto que contempla a aquisição de conhecimentos gerais a partir da leitura e escrita. Dessa maneira, torna-se essencial identificarmos quais as variáveis envolvidas, a fim de que seja realizada uma intervenção precoce sob elas, estimulando o desenvolvimento da criança e promovendo melhores prognósticos. Objetivos: investigar na literatura os recursos disponíveis sobre o desenvolvimento da linguagem em crianças na primeira infância, identificando os fatores de risco e os fatores de proteção. Método: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, diante da busca nas bases de dados Scielo, PubMed e BVS e aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Para a busca, foram utilizados os descritores “Fatores de risco”, “Fatores de Proteção”, “Desenvolvimento da Linguagem” e “Pré-Escolar”, indexados no DECS. Os estudos foram classificados quanto ao nível de evidência e seus achados discorridos nesta monografia. Resultados: Evidenciou-se as variáveis peso ao nascer, prematuridade, escolaridade materna/paterna, baixa renda familiar, interação cuidador-criança, entre outras, como predeterminantes para o desenvolvimento linguístico da criança. Conclusão: Estão evidentes na literatura os fatores de risco e de proteção conhecidos relacionados ao desenvolvimento da linguagem infantil durante o período da primeira infância. Ressalta-se a necessidade de mais publicações acerca de fatores protetivos.
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    Adesão dos profissionais de enfermagem às metas de segurança do paciente em unidades de internação adulto
    (2022-11-22) Severo, Lisiane Teobaldi; Caregnato, Rita Catalina Aquino; Souza, Luccas Melo de; Departamento de Enfermagem
    Introdução: A Segurança do Paciente é um tema discutido desde a antiguidade e que, ainda hoje, segue extremamente relevante e atual. Objetivo: Analisar os dados coletados pelo Serviço de Epidemiologia e Gerenciamento de Riscos sobre a adesão dos profissionais de enfermagem às metas de segurança do paciente em unidades de internação hospitalar adulto. Método: Estudo exploratório descritivo, retrospectivo quantitativo. Coleta dos dados realizada nos registros de vigilância de processos da adesão às metas de segurança do paciente realizadas pelo Serviço de Epidemiologia e Gerenciamento de Riscos, de janeiro de 2020 a julho de 2021. Campo de ação foram quatro unidades de internação de um hospital geral de Porto Alegre. Amostra 694 registros. Análise estatística descritiva, com frequências absoluta e relativa. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da instituição hospitalar. Resultados: Em relação a adesão às metas de seguranças evidenciou-se: 97,7% tinham pulseira de identificação; 90,7% com integridade e legibilidade da pulseira e 57,5% fez conferência da pulseira antes dos procedimentos; 83,1% tinham pulseira de alergias; 22,9% dos pacientes/familiares afirmaram conhecer o nome dos medicamentos em uso, 66,4% que os profissionais informam o nome dos medicamentos antes da administração e 38,2% que os profissionais conferiram a pulseira antes da administração dos medicamentos; 68,3% dos leitos tinham álcool gel, 83,0% tinham cartaz de orientação e a adesão à higiene de mãos foi de 64,7%; 88,5% tiveram avaliação dos risco de queda; Dos pacientes com risco elevado, 44,4% estavam com pulseira amarela; 84,2% possuíam acompanhante; 10,5% receberam folder de orientação; 49,5% receberam orientações sobre prevenção de quedas e 64,5% estavam com as grades do leito elevadas. 87,6% foram avaliados sobre risco de LPP; Nos pacientes com risco moderado, elevado ou muito elevado, 34,2% estavam com os calcâneos livres de pressão; 47,5% afirmaram receber hidratação na pele e 24,8% tiveram a troca de decúbito realizada a cada 2h. Conclusão: A partir da vigilância de processos, identificou-se que as condutas dos profissionais de saúde a beira leito ainda são frágeis, exigindo ações educativas das lideranças a fim de educar e engajar equipes e pacientes no processo de cuidado.
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    O impacto da prematuridade para o desenvolvimento cognitivo: uma revisão integrativa
    (2022-08-08) Costa, Jhosyane Lauter Maiato da; Veleda, Aline Alves; Departamento de Enfermagem
    Objetivo: Realizar uma revisão integrativa que busca conhecer as evidências disponíveis na literatura sobre as consequências da prematuridade ao desenvolvimento cognitivo de crianças. Materiais e métodos: Os estudos foram selecionados com base nos critérios de inclusão e exclusão nas bases de dados Scielo, Lilacs e Bireme no intervalo de tempo entre 2012 a 2021. Resultados: Foram revisados 19 artigos. Cerca de 63% das pesquisas concluíram que existe alguma evidência que comprova que a prematuridade afeta de alguma forma o desenvolvimento cognitivo. No entanto, 32% afirmam que a prematuridade não afetou a cognição das crianças de forma significativa. Um artigo afirmou que a prematuridade tem impacto no desenvolvimento cognitivo apenas nos casos de prematuros extremos. Conclusão: A maior parte dos estudos apresentaram resultados que demonstram que o desempenho cognitivo das crianças pré-termo apresentou-se em uma faixa aceitável, porém abaixo dos seus pares a termo. Quando afirmado que as crianças pré-termo apresentaram desempenho melhor foi dado ênfase que a longo prazo essas crianças poderão ser superadas por seus pares a termo. As principais áreas cognitivas afetadas foram o QI de velocidade de processamento, problemas de atenção, déficits na memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e atenção dividida, porém sem um padrão específico para os déficits. Por fim, entende-se que ainda não existe uma ferramenta padronizada para avaliação específica do desenvolvimento cognitivo, sendo que as encontradas são em sua maioria voltadas para o desenvolvimento em geral, apresentando limitações dependendo do seu uso.
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    Desenvolvimento de histórias em quadrinhos voltadas à crianças com leucemia linfoide aguda
    (2022-08-09) Silva, Giovani Basso da; Canabarro, Simone Travi; Souza, Luccas Melo de; Departamento de Enfermagem
    Introdução: O câncer é caracterizado como uma neoplasia maligna, ou seja, um crescimento anormal e desordenado de células, que pode ocorrer em qualquer parte do corpo. Nos pacientes pediátricos, difere-se quanto à sua histologia e frequência. As formas mais recorrentes na população infantojuvenil são a leucemia, as formas que acometem o sistema nervoso central e os linfomas. Objetivo: Desenvolver uma tecnologia educativa, no formato de Histórias em Quadrinhos (HQ), voltada para crianças hospitalizadas com leucemia linfoide aguda (LLA). Metodologia: Trata-se de um estudo metodológico. A construção desse estudo divide-se em nove etapas, sendo elas: elaboração do projeto de pesquisa; definição e seleção do conteúdo; adaptação da linguagem; inclusão de ilustrações; construção de um material piloto; validação do material; layout do material; impressão final do material; e, disponibilização do material. A etapa de validação das HQ foi dividida em cinco fases, sendo elas participantes do estudo, critérios de elegibilidade, coleta de dados, análise de dados e aspectos éticos. A coleta de dados deu-se via Google Forms com a utilização de uma adaptação do Instrumento de Validação de Conteúdo Educativo em Saúde. A análise de dados foi feita através do Google Sheets®. Utilizou-se o índice de Validade de Conteúdo (IVC), sendo consideradas válidas as HQs com índice maior ou igual a 0,80. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, aprovado sob o número 5.100.927. Resultados: Este estudo resultou em um produto agrupado em um mesmo material: cinco Histórias em Quadrinhos divididas em cinco temáticas específicas (distúrbios gastrointestinais; cistite hemorrágica; problemas relacionados a autoestima e autoimagem; risco de infecção; e dor óssea). Através da utilização dos métodos de validação, obteve-se o IVC de quatro das cinco HQ construídas, com um Índice de Validade de Conteúdo global que varia entre 0,78 e 0,87. Conclusões: Através do desenvolvimento desse material, torna-se possível oportunizar às crianças HQ como uma fonte atrativa e confiável de informações, podendo ser também um apoio para o tempo de internação hospitalar e para a preparação para a alta. Também é possível identificar que o material tem uso simples e demonstra vivências reais, podendo ter a capacidade de promover a propagação do conhecimento sobre o processo saúde e doença da criança com LLA.
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    Curso Autoinstrucional para a Enfermagem sobre Situações de Urgência/Emergência na Atenção Primária à Saúde
    (2022-11-17) Silva, Caroline Barbosa da; Souza, Luccas Melo de; Paz, Adriana Aparecida; Departamento de Enfermagem
    Introdução: A Atenção Primária à Saúde é consolidada como a porta de entrada dos serviços de saúde e tem papel imprescindível na resolutividade perante o atendimento. Situações de Emergência e Urgência caracterizam-se por agravos a saúde que implicam em sofrimento intenso com ou sem risco iminente de morte, respectivamente, e exigem atendimento de forma imediata; tais situações podem ocorrer próximo ou dentro dos serviços de atenção primária, e mesmo que eventualmente, evidenciam a necessidade de qualificação profissional das equipes que compõe a Atenção Primária à Saúde para atender e encaminhar adequadamente, como foco na equipe de enfermagem. O aperfeiçoamento das competências exigidas pode ser obtido a partir do estímulo ao uso de ferramentas que podem contribuir nos processos de ensino- aprendizagem, como cursos autoinstrucionais. Objetivo: Desenvolver um curso autoinstrucional e online para equipe de enfermagem sobre o atendimento a situações de urgência e emergência na Atenção Primária à Saúde. Método: Estudo metodológico fundamentado nas diretrizes do Instructional System Design, optando-se pelo modelo ADDIE para o desenvolvimento de um curso educativo, na modalidade de Educação à Distância, para equipe de enfermagem. Dentre as cinco fases preconizadas no modelo, este trabalho ateve-se as três primeiras fases (de março a setembro de 2022) que se referem a concepção do curso e o processo de avaliação do material pelos especialistas. Adotou-se o modelo de Storyboard para a criação do curso, utilizando-se o PowerPoint da Microsoft® em formato de apresentação de slides. Foram incluídos recursos ilustrativos de bancos públicos como YouTube®, Google®, Flaticon ® e Canva®.Os especiliastas foram selecionados via Plataforma Lattes, com coleta de dados on-line. Utilizou-se o Instrumento de Validade de Conteúdo Educativo em Saúde e adotou-se Índice de Validade de Conteúdo >0,8. O projeto foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa.
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    Cuidados de saúde em IST prestados a mulheres privadas de liberdade: uma revisão de escopo
    (2022-08-09) Machado, Amanda Aires Lombardini; Weis, Alisia Helena
    As infecções sexualmente transmissíveis (IST) são consideradas como um importante problema de saúde pública, visto as consequências na qualidade de vida das pessoas, especialmente de mulheres privadas de liberdade. Inúmeros fatores de risco que as cercam, como condições precárias de saúde no sistema prisional e exposição à violência física e sexual, contribuem para esse contexto. Este trabalho mapeou as produções científicas relacionadas aos cuidados de saúde em IST - HIV, sífilis e hepatites virais - direcionados à população feminina privada de liberdade. Para tanto, utilizou-se como método de pesquisa a revisão de escopo (scoping review) que permitiu sintetizar o conhecimento sobre cuidados de saúde em IST para mulheres em situação de cárcere disponibilizadas nas bases de dados escolhidas (BVS, PubMed, Scielo, Scopus e Web of Science). Dos 310 artigos recuperados, foram selecionados 11 artigos, a partir dos critérios de inclusão. Entre os achados, os cuidados de saúde em IST concentraram-se em intervenções biomédicas, como testagem sorológica para IST, oferta de preservativos e tratamento; e intervenções comportamentais, tais como: educação em saúde, aconselhamento, incentivo ao uso de preservativos, vinculação aos serviços de saúde e redução de danos para pessoas que usam álcool e outras drogas. A partir da discussão verificou-se que embora haja esforços dos profissionais de saúde do sistema prisional, a atuação discreta da enfermagem referente a cuidados em IST no ambiente prisional tem afastado mulheres reclusas ao cuidado integral à saúde. Assim, faz-se necessário que o trabalho da equipe de enfermagem seja capaz de alcançar as metas propostas pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade, a fim de garantir a assistência integral à saúde da mulher institucionalizada no sistema prisional, principalmente à saúde sexual.