Influência do Padrão Alimentar nos Marcadores Inflamatórios em Mulheres com Câncer de Mama

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Introdução: O câncer de mama representa uma das principais causas de mortalidade no Brasil, com um aumento notável na sua incidência. A relação entre o câncer e a obesidade destaca-se como um dos fatores de risco mais relevantes para a progressão da doença, já que a obesidade é conhecida por induzir um estado inflamatório crônico, que, por sua vez, desempenha um papel no desenvolvimento e na evolução de várias doenças, incluindo o câncer. No contexto do câncer de mama, o excesso de peso é um fator de risco, especialmente em mulheres pós-menopausa. A alimentação desempenha um papel modulador da inflamação, tornando-se um componente fundamental nas relações entre dieta, inflamação e câncer. Objetivo: Este estudo tem como objetivo avaliar o impacto da dieta nos marcadores inflamatórios em pacientes com câncer de mama). Métodos: Este estudo transversal, contou com a participação de 14 pacientes com diagnóstico prévio de câncer de mama. Foram coletados dados sociodemográficos, antropométricos e bioquímicos, bem como informações sobre o consumo alimentar por meio de um Questionário de Frequência Alimentar (QFA) específico, e posteriormente foi utilizado o Índice Inflamatório Dietético (IID) para avaliar o potencial inflamatório do padrão alimentar. Além disso, foram analisadas as concentrações de citocinas inflamatórias das pacientes. Resultados: De acordo com o IMC 42,86% das pacientes foram classificadas com obesidade, e 35,71% com sobrepeso. O consumo de carne processada foi maior no grupo ‘Adultos menores de 60 anos’: 3,73 (1,87 – 56). O IID médio foi de +181,42, ± +179,38. Assim, a amostra foi dividida em dois grupos: grupo de dieta anti-inflamatória (ANTI-IID) e próinflamatória (PRO-IID). Houve correlação positiva entre IMC médio e o IID, quando dividida por idade, para o grupo de adultos com mais de 60 anos (r=0,877; p=0,05). Vimos uma correlação negativa entre IID e Leptina em idosos, maior IID foi correlacionado com menor leptina (r=0,985; p=0,014). Conclusão: Este estudo ressalta a importância da dieta na modulação dos marcadores inflamatórios em pacientes com câncer de mama. Embora a correlação entre o Índice Inflamatório Dietético (IID) e os marcadores inflamatórios tenha sido mais significativa em pacientes mais velhas, é fundamental considerar a dieta como um fator modulador da inflamação em todos os estágios do câncer de mama.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Nutrição, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

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