Potencial preventivo da alamandina na fibrose pulmonar experimental
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Data
2022
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Editora
Editor Literário
Resumo
A doença intersticial pulmonar (DIP) engloba um grupo heterogêneo de doenças
fibrosantes que causam cicatrizes pulmonares após lesões de causas conhecidas ou
desconhecidas. A fibrose pulmonar idiopática (FPI) é a variante mais comum de DIP
e, devido ao caráter progressivo e crônico, possui alta morbidade e mortalidade em
todo o mundo. As limitações terapêuticas agravam o prognóstico do paciente, o qual
possui uma sobrevida média de apenas 3 anos após o diagnóstico. Apesar do
mecanismo patogênico da FPI ainda não estar totalmente elucidado, o significativo
declínio na função pulmonar é a principal característica responsável pelo prejuízo
funcional e impacta diretamente na qualidade de vida do paciente. Atualmente, os dois
únicos medicamentos aprovados mundialmente para controlar os sintomas da FPI não
são distribuídos no sistema único de saúde (SUS) devido à ausência de evidências
robustas que justifiquem o alto investimento. Dessa forma, compreender a
fisiopatologia da FPI pode auxiliar a identificação de novas opções terapêuticas. Nesse
contexto, por ser um modulador essencial da homeostase tecidual, o sistema renina
angiotensina (SRA) deve ser explorado como um sistema ativo também nestadoença.
Evidências consistentes mostram o papel do eixo clássico do SRA napatogênese da
doença. Entretanto, nosso grupo mostrou, pela primeira vez, que a alamandina (ALA),
um importante peptídeo contrarregulatório do SRA está reduzido 365% no plasma de
pacientes com FPI, enquanto os peptídeos do eixo clássico estavam similares aos
controles. Esse achado demonstrou a importância do equilíbrioentre os eixos do SRA
na FPI e permitiu a hipótese de que a administração exógena de ALA pode, ao menos
em parte, proteger da fibrose pulmonar (FP) e representar umapromissora alternativa
terapêutica futura. Portanto, o objetivo desse estudo foi avaliaro potencial preventivo
da ALA no desenvolvimento da FP experimental induzida por bleomicina (BLM). Para
isso, 40 ratos Wistar foram divididos aleatoriamente em 4 grupos: CO (saudáveis), ALA
(saudáveis e tratados com alamandina), BLM (fibróticos) e BLM+ALA (fibróticos e
tratados com alamandina). Nos animais que receberam BLM,houve uma correlação
positiva entre a pontuação de Ashcroft, que indica o grau de fibrose pulmonar, e a
elastância do sistema respiratório. A administração de ALA atenuou o
desenvolvimento da fibrose, reduziu a elastância pulmonar e preservou o ganho de
peso em animais fibróticos sem afetar o controle autonômico da pressão arterial e
frequência cardíaca. Nossos dados representam um importante avanço nasterapias
antifibróticas e, provavelmente, também para as sequelas fibróticas da COVID-19.
Descrição
Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Sistema Renina-Angiotensina, Alamandina, Fibrose Pulmonar, Doenças Respiratórias, Modelos Animais, [en] Renin-Angiotensin System, [en] Pulmonary Fibrosis, [en] Respiratory Tract Diseases, [en] Models, Animal