Estigma em relação aos fumantes entre os profissionais da área da saúde
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Data
2018
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Editora
Wagner Wessfll
Editor Literário
Resumo
Introdução: A sensibilização quanto aos efeitos nocivos do tabagismo e a não
estigmatização do paciente fumante são condições essenciais que permitem aos
profissionais da saúde exercerem seu trabalho de forma empática e competente.
Entretanto, ainda são limitadas as evidências disponíveis na literatura que
examinaram a percepção dos profissionais da saúde acerca do estigma contra o
tabagista. O objetivo deste estudo foi investigar o estigma em relação aos fumantes
entre profissionais da saúde e estudantes da área da saúde. Métodos: 384
profissionais e estudantes da área da saúde oriundos respectivamente do Complexo
Hospitalar da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e da
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre concordaram em
completar um questionário com dados sócio-demográficos e hábito tabágico, assim
como uma escala de 15 ítens acessando estigma e a conscientização quanto aos
efeitos do fumo. Dados descritivos e análise univariada estratificando e comparando
a população de acordo com sexo, atividade profissional e hábito tabágico foram
realizados utilizando o software SPSS versão 22. Resultados: A maioria dos
participantes eram mulheres (277 versus 107 homens), 62,2% eram assistentes de
enfermagem, enfermeiro/as ou médico/as, e 11.7% da população declarou ser
fumante ou ex-fumante. O escore médio de estigma calculado a partir de itens da
escala desenvolvida foi de 25,8±4,8 (média ± desvio padrão; escore mais baixo
possível indo de 11 ao mais alto de 44). Aproximadamente 25% dos participantes
ficaram acima do percentil 75 de escore identificando estigma. Comportamento
estigmatizante por profissionais da saúde em relação aos pacientes foi evidenciado
por 37,5% dos participantes no estudo. Estudantes demonstraram escore de
estigma significativamente mais baixo que os profissionais já formados, sendo os
estudantes de medicina os com o menor escore entre as áreas de atuação da
população estudada. A estratificação da população para outras co-variáveis, como
tabagismo, idade e sexo, não demonstrou significância estatística entre os grupos.
Conclusão: O escore de estigma relativamente alto e o comportamento
estigmatizante reportado entre profissionais da saúde em respeito ao paciente
fumante encontrados neste estudo são relevantes e podem não ser uma realidade
isolada. Esses resultados enfatizam a importância de investigar a abordagem do
paciente tabagista pelos profissionais de saúde.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Estigma Social, Tabagismo, Profissionais da Saúde, Estudantes de Ciências da Saúde, [en] Social Stigma, [en] Tobacco Use Disorder, [en] Health Personnel, [en] Students, Health Occupations