Perfil funcional de pacientes com insuficiência cardíaca coexistente à doença pulmonar obstrutiva crônica

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Introdução: A Insuficiência Cardíaca (IC) e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) estão entre as principais causas de morbidade e mortalidade no Brasil e no mundo e frequentemente coexistem (IC-DPOC). Isoladamente, ambas são caracterizadas por alterações sistêmicas que culminam em grave intolerância ao exercício e diversas disfunções periféricas. Para avaliar tais repercussões, o Teste de Caminhada de Seis Minutos (TC6) é uma das principais ferramentas e diversos fatores podem influenciar sua performance (mensurada pela distância percorrida- DTC6). Entretanto, quando coexistentes, ainda não está totalmente esclarecido qual o impacto funcional de uma sobre a outra, especialmente em populações brasileiras, e quais fatores podem determinar a DTC6. Objetivos: descrever o perfil clínicofuncional de pacientes com IC-DPOC e identificar quais fatores podem ser determinantes da tolerância ao exercício, avaliada pelo TC6. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com amostra composta por pacientes com diagnóstico de insuficiência cardíaca (IC) e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Foram coletados os dados: idade, sexo, etnia, anos de estudo (<12 anos, 12 anos ou mais), tabagismo (sim ou não / ex) - nos casos de fumantes e ex-fumantes, anos / maço. Fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), classe da New York Heart Association (NYHA), volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), capacidade forçada vital (CVF), classificação da Iniciativa Global para Doença Obstrutiva Pulmonar Crônica (GOLD- A, B, C, D), foram os utilizados como dados clínicos. A avaliação funcional foi composta pelo TC6 (executado conforme recomendações internacionais), fenótipo de fragilidade (CHS index), mensuração das pressões inspiratória (Pimáx) e expiratória (Pemáx) máximas, questionário de qualidade de vida (Minnesota living with heart failure questionnaire- MLHFQ) e função cognitiva (Montreal Cognitive assessment- MOca). Resultados: Trinta e dois pacientes foram avaliados em uma amostra de conveniência. A idade média foi de 67,6 ± 8,54 anos, sendo 65,6% do sexo feminino e como diagnóstico inicial de IC em 59,4%. A DTC6 média foi de 281,1 ± 101,9 metros, apresentando correlação significativa com a velocidade da marcha (r = -0,81; p <0,01), VEF1 (r = 0,63; p <0,01), classe NYHA (r = -0,46; p <0,01 ), VFC (r = 0,61; p <0,01), %VEF1 (r = 0,58; p <0,01), %VFC (r = 0,56; p <0,01), CHS index (r = 0,53; p <0,01) e escore MLHF-Q (r = -0,47; p <0,01). Na análise de regressão as seguintes variáveis foram incluídas no modelo final para DTC6: velocidade da marcha (p <0,000), VEF1 (p <0,000) e classe NYHA (p <0,000), onde a equação derivada foi: 494,3 + (-39,5 x velocidade da marcha) + (79 x FEV1) + (-45,7 x classe NYHA). Conclusão: Neste estudo os participantes apresentaram importante comprometimento da capacidade funcional, da Pemáx e da função cognitiva. Ainda, os determinantes da DTC6 foram: velocidade da marcha, VEF1 e classe NYHA.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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