Perfil funcional de pacientes com insuficiência cardíaca coexistente à doença pulmonar obstrutiva crônica
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Data
2019
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Editora
Editor Literário
Resumo
Introdução: A Insuficiência Cardíaca (IC) e a Doença Pulmonar Obstrutiva
Crônica (DPOC) estão entre as principais causas de morbidade e mortalidade
no Brasil e no mundo e frequentemente coexistem (IC-DPOC). Isoladamente,
ambas são caracterizadas por alterações sistêmicas que culminam em grave
intolerância ao exercício e diversas disfunções periféricas. Para avaliar tais
repercussões, o Teste de Caminhada de Seis Minutos (TC6) é uma das
principais ferramentas e diversos fatores podem influenciar sua performance
(mensurada pela distância percorrida- DTC6). Entretanto, quando
coexistentes, ainda não está totalmente esclarecido qual o impacto funcional
de uma sobre a outra, especialmente em populações brasileiras, e quais
fatores podem determinar a DTC6. Objetivos: descrever o perfil clínicofuncional
de pacientes com IC-DPOC e identificar quais fatores podem ser
determinantes da tolerância ao exercício, avaliada pelo TC6. Materiais e
Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com amostra composta por
pacientes com diagnóstico de insuficiência cardíaca (IC) e doença pulmonar
obstrutiva crônica (DPOC). Foram coletados os dados: idade, sexo, etnia,
anos de estudo (<12 anos, 12 anos ou mais), tabagismo (sim ou não / ex) -
nos casos de fumantes e ex-fumantes, anos / maço. Fração de ejeção do
ventrículo esquerdo (FEVE), classe da New York Heart Association (NYHA),
volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), capacidade forçada
vital (CVF), classificação da Iniciativa Global para Doença Obstrutiva
Pulmonar Crônica (GOLD- A, B, C, D), foram os utilizados como dados
clínicos. A avaliação funcional foi composta pelo TC6 (executado conforme
recomendações internacionais), fenótipo de fragilidade (CHS index),
mensuração das pressões inspiratória (Pimáx) e expiratória (Pemáx)
máximas, questionário de qualidade de vida (Minnesota living with heart
failure questionnaire- MLHFQ) e função cognitiva (Montreal Cognitive
assessment- MOca). Resultados: Trinta e dois pacientes foram avaliados
em uma amostra de conveniência. A idade média foi de 67,6 ± 8,54 anos,
sendo 65,6% do sexo feminino e como diagnóstico inicial de IC em 59,4%. A
DTC6 média foi de 281,1 ± 101,9 metros, apresentando correlação
significativa com a velocidade da marcha (r = -0,81; p <0,01), VEF1 (r = 0,63; p <0,01), classe NYHA (r = -0,46; p <0,01 ), VFC (r = 0,61; p <0,01), %VEF1
(r = 0,58; p <0,01), %VFC (r = 0,56; p <0,01), CHS index (r = 0,53; p <0,01)
e escore MLHF-Q (r = -0,47; p <0,01). Na análise de regressão as seguintes
variáveis foram incluídas no modelo final para DTC6: velocidade da marcha
(p <0,000), VEF1 (p <0,000) e classe NYHA (p <0,000), onde a equação
derivada foi: 494,3 + (-39,5 x velocidade da marcha) + (79 x FEV1) + (-45,7
x classe NYHA). Conclusão: Neste estudo os participantes apresentaram
importante comprometimento da capacidade funcional, da Pemáx e da
função cognitiva. Ainda, os determinantes da DTC6 foram: velocidade da
marcha, VEF1 e classe NYHA.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Insuficiência Cardíaca, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Desempenho Funcional, Teste de Caminhada, [en] Heart Failure, [en] Pulmonary Disease, Chronic Obstructive, [en] Physical Functional Performance, [en] Walk Test