Programa de Pós-Graduação em Ciências da Nutrição
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Navegando Programa de Pós-Graduação em Ciências da Nutrição por Autor "Busnello, Fernanda Michielin"
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Item Associação entre marcadores inflamatórios e consumo proteico com desfechos clínicos em pacientes hospitalizados em risco de sarcopenia ou sarcopênicos em um Hospital do Sul do Brasil(2024-11-29) Flores, Cintia Aparecida de Oliveira; Busnello, Fernanda Michielin; Beretta, Mileni Vanti; Programa de Pós-Graduação em Ciências da NutriçãoIntrodução: A sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva e generalizada de massa muscular esquelética, acompanhada por redução na força e função muscular. Pacientes hospitalizados, frequentemente apresentam patologias que cursam com inflamação, ocasionando redução do consumo alimentar e consequentemente maior risco de desnutrição e sarcopenia.. Objetivo: Analisar a associação entre o consumo proteico e o perfil inflamatório com tempo de internação em pacientes adultos e idosos, bem como avaliar se o consumo proteico é um preditor de sarcopenia. Método: Trata-se de um estudo de coorte prospectivo, incluindo pacientes adultos, com idade > de 18 anos, hospitalizados em um Complexo Hospitalar no Sul do Brasil. A triagem para risco de sarcopenia foi realizada pelo questionário SARC-F. Para avaliar a força muscular foi realizado a força da preensão palmar (FPP) e para avaliar a massa muscular foi realizada a circunferência da panturrilha (CP). Para definição de sarcopenia se utilizou os critérios definidos pelo consenso European Working Group on Sarcopenia in Older People 2 (EWGSOP2). O consumo de proteínas foi avaliado através do recordatório de 24 horas, aplicado em dois momentos. Os dados laboratorias e de PCR foram coletados através do prontuário eletrônico. Para avaliar a associação entre níveis de PCR, consumo proteico e tempo de internação hospitalar, foram aplicados os testes da correlação de Pearson ou Spearman. Para comparar médias dos níveis de PCR e consumo protéico em relação aos desfechos de óbito, alta e internação prolongada foram utilizados o teste t de Student e modelo multivariados. Resultados: Foram incluídos 114 pacientes. No momento da admissão, 43,9% (n=50) dos pacientes apresentavam sarcopenia, e entre aqueles que permaneceram hospitalizados por 7 dias, a prevalência de sarcopenia foi 79,1% (n=34). Em relação ao consumo proteico, 72,8% dos pacientes consumiam menos proteína que o recomendado na admissão, e esse valor se reduziu para 55,8% após 7 dias. Pacientes com consumo proteico >0,8g/kg/ dia apresentaram menor risco de sarcopenia. Conclusão: Os resultados deste estudo indicam uma elevada prevalência de sarcopenia e de risco para sarcopenia em pacientes hospitalizados, com piora significativa durante a internação. A maioria dos pacientes apresentou consumo proteico abaixo das recomendações, podendo contribuir, desse modo, para o desenvolvimento e progressão da sarcopenia. Esses achados sugerem que estratégias nutricionais voltadas ao aumento da ingestão proteica devem ser priorizadas em pacientes hospitalizados, especialmente aqueles em risco de sarcopenia.Item Comparação de duas ferramentas de avaliação de qualidade da dieta em pacientes com diabetes mellitus tipo 2: estudo NUGLIC(2021-12) Bauer, Julia; Busnello, Fernanda MichielinIntrodução: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica e metabólica prevalente em cerca de 10,5% da população. Por ser uma doença de etiologia multifatorial, seu tratamento requer cuidados contínuos, especialmente com a alimentação. Para o monitoramento da adesão de populações às recomendações alimentares, destaca-se o Índice de Qualidade da Dieta Revisado (IQD-R), que avalia uma combinação de diferentes tipos de alimentos, nutrientes e constituintes da dieta em relação às recomendações dietéticas e desfechos de saúde. Outro modelo que vem sendo usado é a NOVA, que categoriza os alimentos de acordo com seu grau de processamento. Sabe-se que o excesso de alimentos ultraprocessados está associado a piores prognósticos de saúde. Objetivos: O objetivo desse estudo foi a comparação de dois métodos de avaliação da qualidade da dieta, com parâmetros antropométricos e exames laboratoriais em indivíduos com DM2. Métodos: Estudo transversal, realizado com indivíduos adultos diagnosticados com DM2. A qualidade da dieta foi avaliada através de dois modelos, o IQD-R e NOVA. Ainda, foram avaliados IMC (Índice de Massa Corporal) e CC (Circunferência da cintura), bem como hemoglobina glicada (Hb1Ac), glicemia de jejum, colesterol total (CT), HDL e LDL e triglicerídeos (TG). Resultados: A amostra foi composta por 326 sujeitos, sendo 60,1% do sexo feminino, 58,9% casados, 49,4% de raça branca e 27,6% analfabetos ou com ensino fundamental I incompleto. Na avaliação do IQD-R, o maior consumo de gorduras saturadas e Gord_AA (calorias provenientes de açúcares, álcool e gordura trans), se associou a valores mais altos de CT e LDL. Assim como, o escore total do índice se associou inversamente com estes dois parâmetros, ou seja, quanto melhor qualidade da dieta, menor os índices de CT e LDL. Indivíduos que consumiam mais frutas, tinham um perfil lipídico melhor e menor CC. O maior consumo de cereais integrais foi associado a valores mais baixos de CT, LDL, TG e Hb1Ac. Com relação a NOVA, quanto maior o consumo de alimentos processados, maiores os índices de CT e LDL. Em contrapartida, quanto maior o consumo de in natura e minimamente processados, menores foram estes índices. E por fim, a maior ingestão de ultraprocessados se associou com maiores índices de glicose. Conclusões: Ambos os modelos utilizados para avaliação da qualidade da dieta mostraram que os grupos mais presentes em um contexto de alimentação saudável (frutas, cereais integrais, alimentos in natura e minimamente processados) estavam associados com melhores exames e antropometria, e aqueles associados a dietas mais inadequadas (ultra processados, ricos em gorduras saturadas, sódio, açúcar) com piores desfechos. Portanto, ambos modelos mostraram-se satisfatórios para a avaliação da qualidade da dieta em pacientes diabéticos.Item Correlação entre influências externas nos hábitos alimentares e o grau de processamento de alimentos e seu estado nutricional em indivíduos com Diabetes Mellitus tipo 2(2020) Ayala, Fernanda Oliveira; Busnello, Fernanda Michielin; Oliveira, Aline Marcadenti deIntrodução: Mudanças no estilo de vida estimulam influências externas na alimentação que podem impactar nas escolhas alimentares. A alimentação consciente pode ajudar a identificar esses padrões e encontrar padrões nutricionais mais adequados. Este estudo transversal analisou a correlação entre o ambiente e sua influência na ingestão de alimentos ultra processados e nas escolhas alimentares de indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Materiais e métodos: Foram coletados dados de 325 pacientes com DM2. O Questionário de Alimentação Consciente (MEQ) e seus domínios foram usados para determinar o nível de alimentação consciente dos pacientes. A qualidade da dieta foi avaliada pelo Índice de Qualidade da Dieta Revisado (DQI-R) e pelo Sistema de Classificação NOVA. Resultados: A amostra foi composta por 60% do sexo feminino, com média de idade de 60,85 ± 9,3 anos. Em relação ao estado nutricional, o índice de massa corporal (IMC) médio foi de 30,3 ± 4,6 kg/m2, e a circunferência da cintura (CC) média ficou entre 103,1 ± 11,7 cm. O Sistema de Classificação NOVA identificou maior pontuação no consumo de alimentos in natura e minimamente processados de 64,4% (53,4 – 73,5) e menor percentual de ingredientes culinários processados, 1,8% (0 – 5,3). Houve correlação positiva, estatisticamente relevante, entre o domínio externo do MEQ com o IMC (r=0,124; p<0,01), o peso (r=0,119; p<0,01) e a CC (r=0,151; p<0,01); no entanto, as últimas correlações foram consideradas fracas. Conclusão: Este estudo encontrou correlação entre alimentos in natura ou minimamente processados com o domínio externo do MEQ, sendo que quanto maiores as influências externas na alimentação, maiores os valores de peso, IMC e CC.Item Impacto de uma intervenção nutricional baseada em Mindful Eating no comportamento alimentar de divíduos com sobrepeso e obesidade(2022) Moreira, Maria Fernanda Souza; Busnello, Fernanda MichielinIntrodução: A obesidade representa um importante problema de Saúde Pública. As dietas restritivas, não resultam na mudança do comportamento alimentar e têm maior relação com reganho de peso, insatisfação corporal e comportamentos alimentares disfuncionais. Uma abordagem Mindful Eating visa aumentar a consciência dos processos envolvidos na escolha dos alimentos, resultando em bem-estar psicológico, melhora da saúde metabólica, redução ou manutenção de peso. Objetivo: Avaliar o efeito de uma abordagem baseada em Mindful Eating, na mudança de comportamento alimentar, de indivíduos com excesso de peso. Método: Um ensaio clínico randomizado foi conduzido por 16 semanas, para comparar a efetividade de uma intervenção de aconselhamento nutricional em grupo e online, baseada em Mindful Eating (GI), com o tratamento dietético individual e online (GC). Foram incluídos 61 voluntários, recrutados por meio de chamada pública digital. O comportamento alimentar foi avaliado através do TFEQ-21, o nível de atividade física pelo IPAQ e as medidas antropométricas coletadas por autorrelato. O efeito da intervenção ao final do estudo foi avaliado pela ANCOVA, com a estimativa da medida final, ajustada pela medida inicial e os resultados apresentados através da média e intervalo de confiança (IC 95%). A correlação entre as diferenças dos domínios do comportamento alimentar, e destes com as medidas antropométricas foram estimadas com a correlação de Pearson. O estudo foi aprovado pelo CEP da UFCSPA e o protocolo foi cadastrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos. Resultados: O domínio de restrição cognitiva foi menor ao final do estudo, no GI, demonstrando um tamanho de efeito grande (GI:46,7 [39,7; 53,6]; GC:68,0 [61,5; 74,5]; p<0,001; ηp2=0,33). A redução de peso foi discreta, semelhante a encontrada no GC (diferença média de peso final=2,2kg [-0,20; 4,47]; p=0,072; ηp2=0,08). Identificamos uma correlação positiva e moderada da alimentação emocional com o descontrole alimentar, em ambos os grupos (GI: r=0,607; p=0,004; GC: r=0,489; p=0,015). Enquanto no GI, apenas alimentação emocional foi correlacionada positivamente com a restrição cognitiva (r=0,532; p=0,013). Conclusão: Uma abordagem Mindful Eating pode contribuir para o tratamento do excesso de peso, reduzindo o comportamento de restrição cognitiva e atuando de forma similar, ao tratamento dietético convencional, para redução de peso, a curto prazo. Estudos adicionais devem esclarecer os efeitos de uma intervenção por período prolongado e se a melhor forma de inserção no tratamento é como estratégia complementar ou alternativa.Item Influência do Padrão Alimentar nos Marcadores Inflamatórios em Mulheres com Câncer de Mama(2023-11-10) Martins, Carolina Carvalho; Peres, Alessandra; Busnello, Fernanda Michielin; Programa de Pós-Graduação em Ciências da NutriçãoIntrodução: O câncer de mama representa uma das principais causas de mortalidade no Brasil, com um aumento notável na sua incidência. A relação entre o câncer e a obesidade destaca-se como um dos fatores de risco mais relevantes para a progressão da doença, já que a obesidade é conhecida por induzir um estado inflamatório crônico, que, por sua vez, desempenha um papel no desenvolvimento e na evolução de várias doenças, incluindo o câncer. No contexto do câncer de mama, o excesso de peso é um fator de risco, especialmente em mulheres pós-menopausa. A alimentação desempenha um papel modulador da inflamação, tornando-se um componente fundamental nas relações entre dieta, inflamação e câncer. Objetivo: Este estudo tem como objetivo avaliar o impacto da dieta nos marcadores inflamatórios em pacientes com câncer de mama). Métodos: Este estudo transversal, contou com a participação de 14 pacientes com diagnóstico prévio de câncer de mama. Foram coletados dados sociodemográficos, antropométricos e bioquímicos, bem como informações sobre o consumo alimentar por meio de um Questionário de Frequência Alimentar (QFA) específico, e posteriormente foi utilizado o Índice Inflamatório Dietético (IID) para avaliar o potencial inflamatório do padrão alimentar. Além disso, foram analisadas as concentrações de citocinas inflamatórias das pacientes. Resultados: De acordo com o IMC 42,86% das pacientes foram classificadas com obesidade, e 35,71% com sobrepeso. O consumo de carne processada foi maior no grupo ‘Adultos menores de 60 anos’: 3,73 (1,87 – 56). O IID médio foi de +181,42, ± +179,38. Assim, a amostra foi dividida em dois grupos: grupo de dieta anti-inflamatória (ANTI-IID) e próinflamatória (PRO-IID). Houve correlação positiva entre IMC médio e o IID, quando dividida por idade, para o grupo de adultos com mais de 60 anos (r=0,877; p=0,05). Vimos uma correlação negativa entre IID e Leptina em idosos, maior IID foi correlacionado com menor leptina (r=0,985; p=0,014). Conclusão: Este estudo ressalta a importância da dieta na modulação dos marcadores inflamatórios em pacientes com câncer de mama. Embora a correlação entre o Índice Inflamatório Dietético (IID) e os marcadores inflamatórios tenha sido mais significativa em pacientes mais velhas, é fundamental considerar a dieta como um fator modulador da inflamação em todos os estágios do câncer de mama.Item Relação entre adesão ao tratamento dietético e presença de transtorno de compulsão alimentar periódica em pacientes obesos(Wagner Wessfll, 2019) Mundstock, Rafaela Fernandes; Busnello, Fernanda MichielinA obesidade, é classificada uma doença crônica não-transmissível (DCNT) e considerada um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. Junto a ela, se manifestam diversas comorbidades metabólicas. Todos os anos as taxas de obesidade aumentam, havendo uma projeção de até 700 milhões de indivíduos obesos em 2025. A obesidade é definida pelo acúmulo anormal de gordura e é diagnosticada através do Índice de Massa Corporal (IMC) e outras medidas antropométricas, como a circunferência da cintura (CC) e do pescoço (CP). Entre os fatores que levam à obesidade, identificamos os genéticos, comportamentais, sociais e emocionais. A alimentação está envolvida com aspectos psicológicos desde a amamentação e, assim, afirmamos que não se pode separar o alimento do afeto. Porém, há algum tempo a alimentação se tornou um inimigo social, dando espaço para a prática de dietas restritivas. Este estilo de dieta desequilibrado é visto como um risco a saúde, possibilitando o desenvolvimento de transtornos alimentares. Dentre os transtornos alimentares, o transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP) é o que mais afeta os obesos, principalmente aqueles que buscam tratamento para a sua patologia. O consumo de alimentos em excesso pode ser ocasionado por uma necessidade de aliviar sintomas de estresse, porém este efeito é momentâneo. A presença deste transtorno está relacionada com outros problemas de saúde como transtorno de humor, personalidade e impulsividade. Seu rastreamento é realizado através de uma ferramenta chamada Escala de Compulsão Alimentar Periódica (ECAP). A compulsão alimentar é um dos determinantes para uma baixa adesão dietoterápica, a qual é baixa em pacientes com doenças crônicas. Diversos outros motivos justificam uma baixa taxa na adesão às orientações nutricionais, entre eles o baixo conhecimento sobre o que é considerado saudável, tratamentos nutricionais prévios e presença de depressão. Devido ao fato de que a aceitação a uma dieta saudável é essencial para o sucesso do tratamento da obesidade, neste trabalho avaliaremos a relação entre o transtorno de compulsão alimentar e a adesão ao tratamento em indivíduos obesos, com o objetivo de esclarecer se o TCAP pode ser visto como uma barreira para a perda de peso.