Associação entre marcadores inflamatórios e consumo proteico com desfechos clínicos em pacientes hospitalizados em risco de sarcopenia ou sarcopênicos em um Hospital do Sul do Brasil

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Introdução: A sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva e generalizada de massa muscular esquelética, acompanhada por redução na força e função muscular. Pacientes hospitalizados, frequentemente apresentam patologias que cursam com inflamação, ocasionando redução do consumo alimentar e consequentemente maior risco de desnutrição e sarcopenia.. Objetivo: Analisar a associação entre o consumo proteico e o perfil inflamatório com tempo de internação em pacientes adultos e idosos, bem como avaliar se o consumo proteico é um preditor de sarcopenia. Método: Trata-se de um estudo de coorte prospectivo, incluindo pacientes adultos, com idade > de 18 anos, hospitalizados em um Complexo Hospitalar no Sul do Brasil. A triagem para risco de sarcopenia foi realizada pelo questionário SARC-F. Para avaliar a força muscular foi realizado a força da preensão palmar (FPP) e para avaliar a massa muscular foi realizada a circunferência da panturrilha (CP). Para definição de sarcopenia se utilizou os critérios definidos pelo consenso European Working Group on Sarcopenia in Older People 2 (EWGSOP2). O consumo de proteínas foi avaliado através do recordatório de 24 horas, aplicado em dois momentos. Os dados laboratorias e de PCR foram coletados através do prontuário eletrônico. Para avaliar a associação entre níveis de PCR, consumo proteico e tempo de internação hospitalar, foram aplicados os testes da correlação de Pearson ou Spearman. Para comparar médias dos níveis de PCR e consumo protéico em relação aos desfechos de óbito, alta e internação prolongada foram utilizados o teste t de Student e modelo multivariados. Resultados: Foram incluídos 114 pacientes. No momento da admissão, 43,9% (n=50) dos pacientes apresentavam sarcopenia, e entre aqueles que permaneceram hospitalizados por 7 dias, a prevalência de sarcopenia foi 79,1% (n=34). Em relação ao consumo proteico, 72,8% dos pacientes consumiam menos proteína que o recomendado na admissão, e esse valor se reduziu para 55,8% após 7 dias. Pacientes com consumo proteico >0,8g/kg/ dia apresentaram menor risco de sarcopenia. Conclusão: Os resultados deste estudo indicam uma elevada prevalência de sarcopenia e de risco para sarcopenia em pacientes hospitalizados, com piora significativa durante a internação. A maioria dos pacientes apresentou consumo proteico abaixo das recomendações, podendo contribuir, desse modo, para o desenvolvimento e progressão da sarcopenia. Esses achados sugerem que estratégias nutricionais voltadas ao aumento da ingestão proteica devem ser priorizadas em pacientes hospitalizados, especialmente aqueles em risco de sarcopenia.

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Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Nutrição, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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