O impacto das infecções respiratórias na gestão hospitalar: estamos preparados para outras pandemias?

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Introdução: De forma frequente, instituições de saúde têm sua capacidade desafiada por infecções sazonais, surtos epidêmicos e pandemias, geralmente relacionados a infecções respiratórias virais. A facilidade de contágio dos patógenos que causam essas infecções leva à sua rápida propagação na população, causando desde sintomas leves, característicos de Síndrome Gripal (SG), até quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com maior risco de levar o paciente à hospitalização e, eventualmente, a óbito. A recorrência dessas infecções e os riscos associados a elas permitem que as instituições de saúde se preparem para enfrentar o provável aumento do número de casos em determinados períodos. Objetivos: Avaliar o impacto da SRAG entre 2010 e 2021 (período pós-pandemia da Gripe A até a pandemia de COVID-19) no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, na perspectiva da gestão financeira, aquisição de medicamentos, insumos e contratação de mão de obra. Métodos: Foi conduzida uma pesquisa quantitativa utilizando o método descritivo por meio da coleta direta ocasional e observacional. Foram coletados dados secundários, sintéticos e pseudo-anonimizados de eventos relacionados à SRAG nos sistemas de informação do hospital. Resultados: A literatura científica consultada apresenta impactos financeiros da SRAG nos sistemas de saúde, principalmente em relação ao custo de mão de obra, consumo de medicamentos, diagnósticos e diárias de internação. O estudo de caso realizado com dados do HCPA reforça esse padrão. O custo geral da mão de obra no HCPA em parte do período analisado (2018/2021) chegou a R$ 4.596.099.386,32, sendo que R$ 1.098.941.898,17 (23,91%) são demandados pela área assistencial. O consumo geral de materiais foi avaliado em R$ 1.653.276.714,12, sendo que R$ 52.569.691,00 foram registrados para 12.763 dos atendimentos de pacientes com notificação de infecção respiratória no HCPA (3,18%). O tempo de ocupação dos leitos no HCPA, em geral, foi de 70.147.625,71 horas ao longo do período estudado e a parcela deste tempo que corresponde à internação de pacientes com notificação de infecção respiratória foi de 7.628.098,12 horas (10,87%). Conclusão: A gestão em saúde é um desafio complexo e interdisciplinar que exige uma análise sistêmica de todos os elementos conhecidos por parte de seus gestores. Apesar das avaliações quantitativas realizadas no presente estudo, que indicam o preparo e a capacidade de adaptação para manutenção da operação do HCPA, mesmo em momentos de crise, a discussão dos resultados traz outras perspectivas que impactam na gestão em saúde potencializadas pelas infecções respiratórias, como o momento de infodemia que tem deturpado a visão de parte da população quanto a fatos consolidados de prevenção, como, por exemplo, vacinação e medicamentos.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
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