Efeito protetor do exercício físico sobre a cardiotoxicidade induzida pela quimioterapia: uma revisão sistemática com metanálise.

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editora

Resumo

Contextualização: O aumento da sobrevida no paciente oncológico tem determinado uma população em crescente risco de desenvolver doença cardiovascular induzida por tratamento. Entretanto, evidências para o uso do exercício físico como profilaxia de cardiotoxicidade são incertas. Objetivo: O propósito deste estudo foi determinar a efetividade do exercício físico para prevenir a cardiotoxicidade induzida pela quimioterapia. Bases de dados: LILACS, MEDLINE/PubMed, SCOPUS e Web of Science sem filtros para ano de publicação ou idiomas. Seleção de estudos: Os estudos selecionados foram ensaios clínicos randomizados e não-randomizados que incluíram desfechos de função cardíaca avaliando a fração de ejeção de ventrículo esquerdo (FEVE) e índice de global longitudinal strain (GLS) comparando o treinamento físico concomitante à terapia antineoplásica ao tratamento usual. Síntese de dados: Quatro estudos foram incluídos, totalizando 137 indivíduos (51,5±8,5 anos). Três estudos realizaram treino combinado com exercícios resistidos e aeróbicos e um realizou treinamento aeróbico exclusivo. Todos os estudos foram realizados em pacientes com câncer de mama. A metanálise dos 4 estudos incluídos não demonstrou alterações significativas na FEVE (MD: 1.37 [-0,84, 3,59]; p=0,23, I2: 55%) e no GLS (MD: 0,21 [-0,84, 1,26]; p=0,69, I2: 49%). A capacidade funcional avaliada através do VO2pico apresentou queda maior no grupo controle (14%) em relação ao grupo intervenção (5%). Quando avaliado através do teste de caminhada de 6 minutos, houve redução de 6% no grupo controle no final do acompanhamento. Limitações: Ensaios clínicos que avaliam o poder cardioprotetor do exercício físico frente ao tratamento quimioterápico são escassos e heterogêneos. Conclusões: Os dados desta revisão falham ao tentar determinar a eventual ação protetora do exercício físico sobre a função cardíaca nesta fase do tratamento em que a cardiotoxicidade não gera manifestações ecocardiográficas e/ou clínicas importantes. Entretanto, diante da baixa incidência de cardiotoxicidade reportada nos dados expostos, foi possível analisar o papel profilático do exercício na funcionalidade dos pacientes avaliados, pelo menos no período de seguimento utilizado nos ensaios clínicos incluídos nesta revisão.

Descrição

Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Citação

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

Logotipo Setic