O uso de feedback extrínseco na avaliação e tratamento de desordens motoras

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Wagner Wessfll

Resumo

A dor cervical é uma das principais causas musculoesqueléticas de anos vividos com incapacidade em todo o mundo. Pacientes com dor cervical persistente apresentam desequilíbrios neuromusculares, como por exemplo, aumento da atividade dos flexores superficiais concomitantemente com redução da atividade dos flexores profundos. Para o tratamento destes pacientes que apresentam algum tipo de desequilíbrio neuromuscular, o exercício é consenso nas diferentes diretrizes de prática clínica. Apesar da literatura vigente demonstrar que exercícios realizados com o uso de feedback extrínseco promove efeitos superiores do que exercícios sem feedback extrínseco, os estudos falham em reportar adequadamente quais características de feedback foram utilizadas. Além disso, a literatura também suporta que algumas características promovem efeitos positivos, enquanto que outras características podem inclusive piorar o aprendizado motor. A ausência de clareza de informações sobre as características de feedback utilizadas pode ser um reflexo do desconhecimento dos fisioterapeutas sobre quais características são consideradas ideais e quais prejudiciais. Ademais, um dos possíveis testes frequentemente utilizados pelos fisioterapeutas para identificar algum desequilíbrio neuromuscular em pacientes com dor cervical crônica é o teste de flexão craniocervical (TFCC). Os mesmos procedimentos do teste também são utilizados como forma de treinamento com feedback extrínseco. Entretanto, a propriedades de medida do TFCC não foram adequadamente revisadas, com um instrumento indicado para avaliação do risco de viés dos estudos sobre este tema. Dessa forma, esta tese consiste em 3 estudos conduzidos para responder as atuais lacunas na literatura sobre: I) o conhecimento dos fisioterapeutas a respeito de características adequadas de feedback extrínseco; e II) as propriedades de medida do TFCC. Para identificar o conhecimento dos fisioterapeutas brasileiros sobre características de feedback extrínseco, foi realizado um estudo transversal com um questionário administrado on-line. Duzentos e quarenta e seis fisioterapeutas brasileiros participaram do estudo. Os resultados desta pesquisa indicam que os fisioterapeutas brasileiros não têm conhecimento suficiente sobre as diferentes características de feedback extrínseco, embora o consideram útil e o utilizem na maioria de seus pacientes. Os fisioterapeutas brasileiros adotam características de conteúdo adequadas. No entanto, existem inconsistências relacionadas ao seu conhecimento e as evidências atuais, principalmente em relação às características de tempo. Para verificar a qualidade das propriedades de medida do TFCC, foi realizado tanto um protocolo como uma revisão sistemática da literatura sobre o tema. Quatorze estudos foram incluídos. Existe um nível de evidência positivo e moderado para confiabilidade inter e intraexaminador e validade convergente. A classificação e o nível de evidência para validade discriminativa são conflitantes. O erro de medida é indeterminado, com nível de evidência desconhecido. A responsividade é negativa com nível de evidência limitado. O TFCC é um teste válido e confiável que pode ser usado na prática clínica como teste de avaliação. Devido às evidências conflitantes e de baixa qualidade, atualmente é aconselhável cautela ao usar o TFCC como teste discriminativo e como medida de desfecho. Futuros ensaios clínicos devem ser desenvolvidos para verificar se exercícios com características adequadas de feedback extrínseco produzem efeitos estatística e clinicamente superiores quando comparados a exercícios convencionais (como o exercício de flexão craniocervical) em pacientes com dor cervical.

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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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