Trauma infantil: concepções das crianças e elaboração de estratégias lúdicas baseadas em medidas de prevenção

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Introdução: os acidentes representam ameaças para a saúde e bem-estar das crianças e, como uma ocorrência traz graves consequências, é imprescindível identificar os fatores de risco no ambiente e no dia a dia desta população, para assim desenvolver medidas educativas de prevenção do trauma infantil e promoção de saúde. Os profissionais da saúde e educação devem trabalhar em conjunto para o controle das injúrias não intencionais, com estratégias apoiadas em evidências científicas, lembrando que o trauma chega a ser responsável por quase 20% da mortalidade de crianças até a adolescência, sendo a maior causa de morte na faixa dos cinco aos 19 anos. Objetivo: elaborar estratégias lúdicas, baseadas em medidas de prevenção, para a promoção do conhecimento do trauma infantil. Métodos: pesquisa intervenção, de natureza aplicada, com uma abordagem qualitativa, desenvolvido através do projeto educacional para as crianças, com diálogos e entrevistas em grupo, e após análise dos questionários respondidos pelos responsáveis. Participaram da pesquisa 66 crianças escolarizadas, com idade entre 05 e 09 anos, estudantes de uma escola da rede privada no município de Esteio, estado do Rio Grande do Sul. Na fase de campo, foi aplicado o projeto educacional para as crianças conforme o seu plano de ensino, utilizando estratégias lúdicas para o diálogo com as crianças e desenvolvimento dos objetivos. Para análise interpretativa dos dados gerados, foi utilizada a análise de conteúdo, segundo Bardin. Resultados: a população do estudo compreende o que é trauma físico e sua gravidade, identificando os riscos em diferentes situações. Essa afirmação fica mais evidente nos alunos do ensino fundamental, pois trouxeram reflexões importantes e acontecimentos do seu dia a dia. Pode-se observar que as crianças conhecem diversas formas de prevenção, algumas são utilizadas por todos, outras como equipamentos de proteção, ao utilizar brinquedos de roda, não reconhecem a importância. O principal motivo de trauma, da população de estudo, foi a queda, trazendo como consequência o traumatismo crânio encefálico, fraturas e ferimentos corto-contuso. Nos questionários respondidos pelos pais, identificou-se que oito crianças necessitaram de cuidados hospitalares e desses três ficaram internados em hospitais. Conclusão: ao término da pesquisa conclui-se que as crianças podem e devem ser consideradas como sujeitos, e que elas têm muito a contribuir para a redução do trauma na sociedade. Evidenciou-se também que a maioria dos traumas não necessitam de intervenção médica, e que para campanhas de prevenção esses números necessitam ser reconhecidos. O projeto educacional para crianças demonstrou-se ser efetivo para introdução do tema e conhecimento das crianças de formas de prevenção do trauma infantil. Um objeto de aprendizagem, pode contribuir para a redução do trauma infantil físico, pois será de fácil acesso e utilização, estimulando o conhecimento e a reflexão sobre o tema na população infantil.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

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