Percepção dos médicos anestesiologistas sobre a qualidade da formação da residência médica, no Rio Grande do Sul
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Data
2019
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Editora
Editor Literário
Resumo
Profissões autorreguladas, como a Medicina, são caracterizadas pelo
compromisso profissional com o público ao qual elas servem e, necessitam de
desenvolvimento contínuo das habilidades profissionais. Há uma escassez de dados
relacionados à qualidade da especialização em anestesiologia, sob a ótica dos
profissionais que nela atuam. O objetivo deste estudo foi avaliar a percepção de
anestesiologistas do sul do Brasil sobre a qualidade do treinamento em sua
residência médica.
Um questionário eletrônico foi enviado a 613 anestesiologistas do sul do
Brasil. O nível de concordância (C) e discordância (D) de cada item foi comparado
por testes z (consenso se p <0,05).
Foram obtidas 101 respostas. A residência médica em anestesiologia foi bem
avaliada de modo geral, sendo recomendada por 93% dos participantes. A maioria
dos supervisores foi considerada como modelo por 83% dos participantes. Os dados
a seguir são representados em números absolutos das respostas. A maioria dos
participantes concordou que os preceptores supervisionavam constantemente seu
treinamento e estavam disponíveis para resolver problemas (C / D = 76/09); que os
preceptores demonstravam conhecimento teórico e domínio de procedimentos
médicos (C / D = 82/04); que os preceptores demonstravam comportamento ético e
cuidado com os pacientes (C / D = 78/13); que os preceptores encorajavam a
progressão contínua do aprendizado (C / D = 68/07) e, que a avaliação global sobre
a qualidade da formação médica em anestesiologia foi boa (C / D = 85/0). Em
relação à percepção sobre a aquisição de experiências teóricas e práticas durante a
residência de anestesiologia, a maioria dos participantes concordou que era boa (C /
D = 74/03); que o ensino de matérias teóricas foi bom (C / D = 62/16); que o
aprendizado de procedimentos médicos foi bom (C / D = 92/03); que o aprendizado
de medicina baseada em evidências foi bom (C / D = 73/12); que o aprendizado
através do uso de problem-based learning foi bom (C / D = 65/10). Em relação à
percepção sobre a aplicabilidade do treinamento de habilidades não cognitivas à
vida profissional, a maioria dos participantes concordou que o aprendizado das
habilidades de comunicação e relacionamento interpessoal foi importante (C / D =
79/01); que o aprendizado de habilidades não cognitivas foi importante (C / D =
54/11). Em relação à percepção sobre a aplicabilidade da formação acadêmica à
vida profissional, a maioria dos participantes concordou que a aprendizagem de
matérias médicas básicas é importante (C / D = 84/06); que o aprendizado de ética é
importante (C / D = 88/02).
Os centros de supervisão e anestesiologia foram, de maneira geral, bem
avaliados pelos participantes. Áreas relacionadas à aprendizagem prática foram
melhor avaliadas do que àquelas relacionadas ao ensino teórico e habilidades não
cognitivas.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Anestesiologia, Educação Médica, Residência Médica, [en] Anesthesiology, [en] Education, Medical, [en] Internship and Residency