Efeitos de Duas Modalidades de Telerreabilitação sobre Funcionalidade em Pacientes com Síndrome Pós-COVID-19: um Ensaio Clínico Randomizado

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Introdução: A pandemia causada pelo Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV2) ou COVID-19 causou efeitos da doença a longo prazo em alguns pacientes, conhecida como Síndrome pós-COVID-19. Quadros crônicos como fadiga, mal-estar pós-esforço, dispneia, cefaleia, incapacidade de realizar tarefas físicas, estresse, depressão, irritabilidade, insônia, confusão e frustração são alguns dos inúmeros sintomas da SPC. É importante uma reabilitação continuada desses pacientes, a fim de evitar um possível agravamento dessas sequelas. O tratamento amplamente recomendado é a reabilitação funcional envolvendo exercícios aeróbicos, resistidos e funcionais para melhorar a capacidade de realizar as atividades de vida diária. Entre as estratégias da Fisioterapia, a telerreabilitação (TR) pode contribuir no cuidado de pacientes com Síndrome pós-COVID-19 (SPC) possibilitando alguns acompanhamentos a longo prazo. Objetivos: Verificar o efeito de duas modalidades de TR sobre funcionalidade, força muscular e qualidade de vida, além de avaliar a percepção dos pacientes quanto à usabilidade e satisfação com a TR. Métodos: Os 24 participantes foram randomizados aleatoriamente em grupo síncrono (GS; n=12) e assíncrono (GA; n=12). As sessões de TR foram realizadas durante 6 semanas via smartphone. Ambos os grupos seguiram um programa de exercícios respiratórios, aeróbicos, fortalecimento e alongamentos. Resultados das modalidades de TR foram comparadas antes e após intervenções, mensurando funcionalidade (PCFS), força funcional de membros inferiores (STS-5R), qualidade de vida (SF-12), dispneia (mMRC), força de preensão palmar, manovacuometria (PIMáx,PEMáx), pico expiratório máximo e satisfação percebida. Resultados e discussão: Houve melhora estatisticamente significativa nos dois grupos em PCFS, mMRC dispneia e PCS-12, com pequeno tamanho de efeito entre eles. A TR do GA se mostrou eficaz na força de preensão palmar. A força muscular respiratória melhorou significativamente no GS, tanto PEMáx como Peak flow. GS mostraram maior satisfação com o tratamento nos domínios interação e confiabilidade. Observamos melhora na força muscular e mobilidade de membros inferiores nos dois grupos. GS teve melhores resultados nos testes de força respiratória. Uma possibilidade é esse grupo ter compreendido melhor os exercícios, questionando a literacia dos participantes do GA em relação aos exercícios respiratórios. No entanto, o GA teve uma melhora na força de preensão palmar indicando uma alta taxa de adesão ao programa. Ambas as modalidades de TR foram eficazes na SPC. O GS teve menor taxa de abandono, provavelmente pela maior interação com o profissional. Conclusão: Nenhuma das duas modalidades mostrou-se superior em todas as variáveis analisadas, são necessários mais estudos para uma comprovação melhor dos efeitos destas modalidades.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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