Prática avançada de enfermagem: diagnóstico situacional quanto à implementação na atenção primária à saúde
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Wagner Wessfll
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Introdução: Em 2013, com a ideia de fortalecer os sistemas de saúde, os Estados
Membros da Organização Pan - Americana de Saúde aprovaram Resolução que
sustenta que as equipes da Atenção Primária em Saúde (APS) devem ter autonomia
e respaldo baseados em modelos de atenção estabelecidos, melhorando ao máximo
o alcance da prática de cada profissão, citando a ampliação dos papéis do enfermeiro
por meio da Prática Avançada de Enfermagem (PAE). O Enfermeiro de Prática
Avançada é o profissional com conhecimento especializado, habilidades para tomada
de decisões complexas e competências para a prática ampliada. Objetivo: Construir
uma matriz temática retratando o diagnóstico situacional do cenário da APS, a partir
de reflexão realizada com enfermeiros, sobre a implementação da PAE. Metodologia:
Estudo exploratório - descritivo com abordagem quantitativa, realizado com 33
enfermeiros de um município do Rio Grande do Sul. A coleta de dados ocorreu por
meio de questionário semiestruturado, entre outubro e novembro de 2019. A análise
dos dados foi realizada a partir da análise estatística descritiva, apresentando
frequências absolutas e relativas dos itens abordados nos questionários aplicados.
Resultados: O perfil dos participantes caracterizou que 45% dos enfermeiros
apresentam entre 10 e 20 anos de experiência na APS; 78,8% atuam 40 horas
semanais; 45,5% têm vínculo profissional por meio de concurso público; 91%
possuem pós - graduação, sendo 80% destas em área voltada para serviços da APS
e; 42% atuam em Estratégia de Saúde da Família. Com relação às práticas
desenvolvidas pelos profissionais, foram classificadas em assistenciais, de educação
e de gestão. Dentre os aspectos favoráveis para a implementação da PAE na APS se
sobressaíram: prática norteada e respaldada por protocolos com evidências científicas
(97%), aproveitamento do pleno potencial do enfermeiro (90,9%) e aumento da
resolutividade (90,9%). Por outro lado, dentre os aspectos desfavoráveis,
sobressaíram-se as atividades burocráticas e administrativas (69,7%) e insuficiência
de recursos humanos nos serviços de saúde (66,7%). A maioria dos enfermeiros
(72,7%) consideraram sua formação / atuação profissional parcialmente suficiente
para o desempenho da PAE, mencionando como justificativas: necessidade de
aperfeiçoamento profissional, ausência de protocolos e ausência de autonomia. A
saúde da mulher foi mencionada como área prioritária para a ampliação da prática do enfermeiro por meio da elaboração de um protocolo assistencial de enfermagem.
Conclusão: Esta pesquisa possibilitou a elaboração de dois produtos: uma matriz
retratando o diagnóstico situacional do cenário da APS, a partir de reflexão realizada
com enfermeiros sobre a implementação da PAE e; um protocolo assistencial de
enfermagem voltado para ações de rastreamento e diagnóstico precoce de câncer de
mama. O diagnóstico situacional foi construído em uma Matriz F.O.F.A. retratando
forças, oportunidades, fraquezas e ameaças, destacando-se respectivamente:
experiência e especialização profissional; diminuição de custos e satisfação do
usuário; limitações na organização do processo de trabalho; congelamento dos gastos
públicos e conflito com médicos. Quanto ao protocolo, sua estruturação se deu a partir
das recomendações do Conselho Federal de Enfermagem, mediante a proposta de
sistematização da assistência de enfermagem, direcionando os enfermeiros a uma
prática ampliada, segura e de qualidade.
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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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