O uso de tecnologia assistiva no desempenho funcional de crianças e adolescentes com paralisia cerebral

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editora

Resumo

Paralisia cerebral (PC) é a encefalopatia crônica mais comum na infância. Caracterizada por lesão cerebral durante seu processo de maturação com sequelas principalmente motoras, pode também deixar sequelas sensitivas, cognitivas, e consequentemente alterando seu funcionamento em atividades de vida diária e instrumentais. Sendo assim, é indicado acompanhamento e tratamento incluindo por vezes terapia ocupacional a fim de melhorar funcionalidade em atividades cotidianas. Esses profissionais fazem uso de recursos de tecnologia assistiva a fim de facilitar a inclusão desses pacientes em sua vida pessoal e social. Porém, esses recursos incluem custos elevados, havendo necessidade de recursos adaptados de baixo custo. Objetivo: Avaliar o efeito de recursos de tecnologia assistiva de baixo custo na funcionalidade de crianças e adolescentes com paralisia cerebral. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico aberto onde crianças e adolescentes foram avaliados em dois momentos, momento 0 (início) e seis meses após intervenções individualizadas utilizando-se tecnologia assistiva de baixo custo. Foram reavaliadas mensalmente. A amostra compreendia idades entre três e quinze anos. Os instrumentos utilizados foram: Sistema de Classificação de Funcionalidade da Função Motora Grossa (GMFCS) e Inventário de Avaliação Pediátrico de Incapacidade (PEDI). Resultados: A idade média dos participantes foi de 7,5 anos, 26,9% do sexo feminino e 73,1% do sexo masculino. Quanto ao nível funcional GMFCS, quando divididos em grupos, representaram a amostra em nível I (17,7%), nível II (15,4%), nível III (19,2%), nível IV (23,1%) e nível V (34,6%). O melhor resultado obtido foi observado no item habilidades funcionais na área de mobilidade (p= 0,021) quando a pontuação média variou de 19,9 (11,4 – 51,2) para 26,5 (11,4 – 50,8), assim como na assistência do cuidador na área de autocuidado (p=0,069) com pontuação média de 32,0 (0 – 53,2) para 34,2 (0 – 54,6). Conclusões: Ainda que a indicação de tecnologia assistiva de baixo custo tenha mostrado benefícios para pacientes com PC, não foi possível estabelecer uma diferença estatisticamente significativa do uso da técnica nessa amostra de crianças.

Descrição

Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Pediatria, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Citação

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

Logotipo Setic