Correlação entre medidas clínicas e instrumentadas na avaliação de indivíduos com hemiparesia crônica após acidente vascular cerebral

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Data
2018
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Editora
Editor Literário
Resumo
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença cerebrovascular de alta incidência e morbidade na população brasileira, considerada uma das principais causas de incapacidade em adultos. A lesão cerebral ocasionada pelo AVC geralmente leva a comprometimentos motores que reduzem a capacidade funcional dos sujeitos acometidos. Frente a isso, é essencial a investigação de abordagens mais adequadas na reabilitação desses sujeitos. Objetivo: verificar a relação entre avaliações clínicas do comprometimento da função motora do membro superior (MS) com medida instrumentada do desempenho motor e da qualidade do movimento do MS e correlacionar as escalas clínicas do membro inferior (MI) com a avaliação instrumentada do desempenho motor do MI em indivíduos com hemiparesia crônica após AVC. Métodos: estudo observacional transversal, no qual foram incluídos trinta e quatro indivíduos após o AVC. A avaliação de Fugl Meyer (FMA) e a escala modificada de Ashworth (MAS) foram utilizadas para avaliar clinicamente o comprometimento motor e a espasticidade, respectivamente. As medidas instrumentadas incluíram a análise cinemática do MS para avaliar o desempenho motor (tempo do ciclo do movimento, velocidade de fase de ida e retorno) e a qualidade do movimento (amplitude de movimento, suaviadade e deslocamento de tronco). Além disso, um sistema de unidade de medida inercial foi utilizado para avaliar o desempenho motor dos MI durante a análise da marcha (teste de caminhada dos 10 metros) e da mobilidade funcional (Timed up & Go test). Os dados foram analisados por meio dos coeficientes de correlação de Spearman e Pearson, regressão múltipla e receiver operator characteristic curve (curva ROC). Resultados: A FMA de MS correlacionou-se significativamente com o desempenho motor (tempo do ciclo do movimento, r=- .567) e a qualidade do movimento (amplitude de movimento de cotovelo, r=.776) do MS durante a tarefa de alcance. Além disso, a FMA isoldada conseguiu predizer da variação no deslocamento anterior do tronco. Da mesma forma, o MI da FMA apresentou relação com o desempenho motor do MI tanto na análise da marcha (velocidade da marcha, r=.602), como na avaliação da mobilidade funcional instrumentada (tempo total do teste, r=-.630). A MAS esteve mais correlacionada com a qualidade do movimento do MS (MAS de cotovelo com deslocamento de tronco, r=0,638) do que com o desempenho motor do MS e do MI. Conclusões: esses resultados sugerem que a FMA pode ser usada, na prática clínica, para inferir a qualidade do movimento do MS, e o desempenho motor tanto de MS quanto de MI. A MAS, por sua vez, somente permite presumir informações sobre a qualidade do movimento do MS parético de indivíduos com hemiparesia crônica após o AVC.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Reabilitação Neurofuncional, Fisioterapia, Acidente Vascular Cerebral (AVC), Avaliação Neurofuncional, Cinemática, [en] Physical Therapy Modalities, [en] Stroke, [en] Biomechanical Phenomena
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