Ingestão energética nas principais refeições e fatores associados em crianças de baixa condição socioeconômica atendidos em unidades de saúde de Porto Alegre

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Introdução: As práticas alimentares desenvolvidas na infância tendem a se manter ao longo da vida. Observa-se que os padrões dietéticos atuais entre as crianças se encontram aquém das recomendações dietéticas, devido principalmente ao consumo elevado de alimentos como refrigerantes, doces e salgadinhos em detrimento da alimentação básica e tradicional dos brasileiros. A manutenção desses padrões alimentares pode levar a desfechos desfavoráveis à saúde, tanto em curto quanto em longo prazo. Dessa forma, é de extrema importância o desenvolvimento de pesquisas com o objetivo de identificar as práticas alimentares e fatores associados a elas, tendo em vista a prevenção precoce de doenças associadas à alimentação. Objetivo: Avaliar a ingestão energética nas principais refeições e fatores associados em crianças de baixa condição socioeconômica. Método: Estudo transversal aninhado ao ensaio de campo randomizado por conglomerado realizado com 446 crianças de 3 anos de idade atendidas em Unidades de Saúde. Dados dietéticos foram obtidos por dois inquéritos recordatórios de 24 horas. As refeições principais foram definidas como almoço e jantar, sendo compostos por cereais ou tubérculos, leguminosas, proteína animal e hortaliças. O percentual de energia consumido nas refeições principais em relação à ingestão energética total da dieta foi comparado às recomendações. Aplicou-se regressão linear pelo método de equações de estimação generalizada, utilizando modelo hierárquico e análise de variância (Anova). Resultados: A média de ingestão energética diária entre as crianças avaliadas (n=446) foi 1502,7±322,3Kcal/dia, sendo 24,8% destas provenientes das refeições principais. Nenhuma criança atingiu o consumo energético esperado nessas refeições, de no mínimo 60%. A baixa escolaridade materna foi associada ao maior percentual de consumo energético nas refeições principais pelas crianças (p=0,033), enquanto a menor escolaridade paterna foi associada ao menor percentual de consumo nessas refeições (p=0,001). As crianças que estavam no menor tercil de consumo no almoço e jantar ingeriram valores maiores de calorias e gramas de alimentos de alta densidade energética (p<0,05). Conclusão: O consumo energético nas refeições principais foi baixo e associou-se à maior ingestão de alimentos de elevada densidade energética. A escolaridade dos pais foi o principal determinante do padrão de consumo nas refeições.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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