A institucionalização do trabalho híbrido: o papel das lideranças e recursos humanos na implementação de modelos híbridos

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O teletrabalho refere-se à realização de atividades laborais fora do ambiente organizacional tradicional, mediado pelo uso de tecnologias digitais de informação e comunicação. A pandemia de COVID-19 acelerou de forma significativa a adoção desse modelo, exigindo das organizações a reconfiguração de processos, práticas de gestão e políticas de trabalho. Nesse contexto, o trabalho híbrido surge como uma alternativa que combina atividades presenciais e remotas, oferecendo maior flexibilidade, ao mesmo tempo em que impõe desafios relacionados à gestão, ao controle, à cultura organizacional e à legitimidade das práticas adotadas. Fundamentado na Teoria Institucional, este estudo analisa como o trabalho híbrido é adotado e institucionalizado nas organizações a partir de pressões normativas, cognitivas e regulatórias, destacando o papel das lideranças como agentes centrais no processo de legitimação dessas práticas. O objetivo da pesquisa consiste em compreender como o trabalho híbrido se institucionaliza nas organizações, considerando fatores culturais, organizacionais e simbólicos, bem como a atuação das lideranças e das práticas de recursos humanos. Para tanto, adotou-se uma abordagem qualitativa, por meio da aplicação de entrevistas com lideranças e gestores de recursos humanos de Operadoras de Saúde do Sul do Brasil, permitindo uma análise entre os contextos investigados. Os dados foram analisados por meio de análise qualitativa de conteúdo. Os resultados indicam que a institucionalização do trabalho híbrido está associada ao papel simbólico das lideranças, à formalização de práticas de recursos humanos e à percepção do trabalho híbrido como instrumento de modernização, produtividade e atração de talentos. Conclui-se que a consolidação do trabalho híbrido como prática organizacional depende menos da tecnologia disponível e mais da legitimação simbólica promovida pelas lideranças e da incorporação dessas práticas às rotinas institucionais.

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Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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