A influência do aporte calórico na recuperação funcional de pacientes criticamente doentes

dc.contributor.advisorTeixeira, Cassiano
dc.contributor.authorCervelin, Aline Fantin
dc.date.accessioned2017-11-23T15:37:59Z
dc.date.accessioned2023-10-09T13:51:05Z
dc.date.available2017-11-23T15:37:59Z
dc.date.available2023-10-09T13:51:05Z
dc.date.date-insert2017-11-23
dc.date.issued2017
dc.descriptionDissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
dc.description.abstractIntrodução: A doença crítica está associada a um estado de estresse catabólico em que os pacientes normalmente apresentam uma resposta inflamatória sistêmica. Isto está associado com aumento do risco de infecção, disfunção orgânica, hospitalização prolongada e mortalidade. O suporte nutricional nos doentes críticos tem o objetivo de preservar a massa muscular, manter a função imune e evitar as complicações metabólicas. Sendo assim, é recomendado o início precoce da terapia nutricional nos pacientes criticamente doentes, devendo ser iniciada nas primeiras 24-48 horas após a admissão e com o objetivo de atingir o suporte total em 48-72 horas. A imobilidade, que ocorre frequentemente nos pacientes com doença crítica, leva ao catabolismo e à atrofia muscular. Dessa forma, a imobilidade e o déficit nutricional podem prejudicar a capacidade funcional dos pacientes críticos. Objetivo: Verificar a associação entre o aporte calórico e a recuperação funcional de pacientes que estiveram internados na Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI). Método: Coorte prospectiva, onde foram coletados dados referentes a 3 meses antes da internação hospitalar: questões sócio demográficas, informações sobre saúde e hábitos de vida, e grau de independência funcional. Na alta da UTI foram avaliados: força muscular através do Medical Research Council, independência funcional através do índice de Barthel; e aplicada a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão. No prontuário eletrônico foram coletados dados referentes à internação na UTI e a dieta prescrita e recebida diariamente durante todo o período de internação na UTI. Após 3 meses da alta da UTI foi aplicado novamente o índice de Barthel através do acompanhamento telefônico. Resultados: Foram avaliados 171 pacientes, sendo que 5,85% pacientes receberam < 50% da dieta prescrita, 65,5% pacientes receberam ≥ 50% e < 80% da dieta e 28,65% pacientes receberam ≥ 80% da dieta prescrita. Para fins de análise os pacientes foram separados em dois grupos de adequação nutricional: 28,7% pacientes receberam ≥ 80% do aporte nutricional e 71,3% pacientes receberam < 80% do aporte nutricional calculado e prescrito. Nos 3 meses após a alta, a média do índice de Barthel decaiu para 66,3. Comparando o escore referente a 3 meses antes da internação na UTI com o de 3 meses após a alta da UTI, mostra que 57% apresentaram alguma perda de funcionalidade, porém não houve diferença significativa entre os grupos de adequação nutricional. Conclusão: Há uma grande perda da capacidade funcional dos pacientes que internaram na UTI ao longo de 3 meses, quando comparados previamente à internação. Porém, ao comparar o grupo de pacientes que receberam aporte nutricional adequado (≥ 80%) com o grupo de pacientes que receberam aporte nutricional moderado a baixo (< 80%) não foi demonstrada associação significativa. Nossos dados sugerem que receber < 80% do aporte nutricional parece ser suficiente para a maioria dos pacientes quanto a desfechos em longo prazo. Receber ≥ 80% do aporte nutricional não afetou mortalidade, tempo de internação ou capacidade funcional.pt_BR
dc.description.abstract-enIntroduction: Critical illness is associated with a state of catabolic stress in which patients usually have a systemic inflammatory response. This is associated with increased risk of infection, organ dysfunction, prolonged hospitalization, and mortality. Nutritional support in critically ill patients aims to preserve muscle mass, maintain immune function and avoid metabolic complications. Therefore, the early initiation of nutritional therapy in critically ill patients is recommended and should be initiated within the first 24-48 hours after admission and in order to reach full support within 48-72 hours. Immobility, which often occurs in critically ill patients, leads to catabolism and muscle atrophy. Thus, immobility and nutritional deficits can impair the functional capacity of critically ill patients. of nutritional intake appears to be sufficient for most patients for long-term outcomes. Receiving ≥ 80% of the nutritional intake did not affect mortality, hospitalization time or functional capacity. of nutritional intake appears to be sufficient for most patients for long-term outcomes. Receiving ≥ 80% of the nutritional intake did not affect mortality, hospitalization time or functional capacity. Objective: To verify the association between the caloric intake and the functional recovery of patients who were hospitalized at an Adult Intensive Care Unit (ICU). Method: Prospective cohort, where data were collected about 3 months before hospital admission: socio-demographic questions, health information and life habits, and degree of functional independence. At the ICU discharge, muscle strength was evaluated through the Medical Research Council, functional independence through the Barthel index; and applied the Anxiety and Depression Hospital Scale. In the electronic medical record, data regarding ICU stay and the diet prescribed and received daily during the entire ICU stay were collected. After 3 months after discharge from the ICU, Barthel index was again applied through telephone followup. Results: A total of 171 patients were evaluated, with 5,85% patients receiving < 50% of the prescribed diet, 65,5% receiving ≥ 50% and < 80% of the diet and 28,65% receiving ≥ 80% of the prescribed diet . For the analysis, the patients were separated into two groups of nutritional adequacy: 28,7% patients received ≥ 80% of the nutritional intake and 71,3% of the patients received < 80% of the calculated and prescribed nutritional intake. In the 3 months after discharge, the mean Barthel index fell to 66,3. Comparing the 3-month score before admission to the ICU with 3 months after discharge from the ICU, shows that 57% presented some loss of functionality, but there was no significant difference between the nutritional adequacy groups. Conclusion: There is a great loss of the functional capacity of the patients who were hospitalized in the ICU during 3 months, when compared before the hospitalization. However, a significant association was not found when comparing the group of patients who received adequate nutritional intake (≥ 80%) with the group of patients receiving moderate to low nutritional intake (< 80%). Our data suggest that receiving < 80% of nutritional intake appears to be sufficient for most patients for long-term outcomes. Receiving ≥ 80% of the nutritional intake did not affect mortality, hospitalization time or functional capacitypt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufcspa.edu.br/handle/123456789/569
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.relation.requiresAdobe Readerpt_BR
dc.rightsAcesso Aberto Imediato*
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/*
dc.subjectNutriçãopt_BR
dc.subjectDesnutriçãopt_BR
dc.subjectReabilitaçãopt_BR
dc.subjectDesempenho Funcionalpt_BR
dc.subjectFunção Físicapt_BR
dc.subjectTerapia Intensivapt_BR
dc.subjectQualidade de Vidapt_BR
dc.subject[en] Nutrition, Public Healthen
dc.subject[en] Malnutritionen
dc.subject[en] Rehabilitationen
dc.subject[en] Physical Functional Performanceen
dc.subject[en] Critical Careen
dc.subject[en] Quality of Lifeen
dc.titleA influência do aporte calórico na recuperação funcional de pacientes criticamente doentespt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
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