Caracterização de uma população atendida no Serviço de Pré-Natal de Alto Risco do Município de Esteio-RS: taxas de rastreamento para colonização por Streptococcus do Grupo B, sua prevalência e associação com fatores de risco

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Wagner Wessfll

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Introdução: A prevalência da colonização materna pelos Streptococcus agalactiae (SGB) varia de 14,9 a 21,6% no Brasil, sendo um grave problema de saúde pública. A colonização pode ser transitória, crônica ou intermitente e está associada a infecções maternas, perinatais e neonatais. As infecções são preveníveis através do rastreio universal para SGB, bem como o tratamento adequado das gestantes colonizadas. Objetivos: Caracterizar as gestantes do Serviço de Pré-Natal de Alto Risco (PNAR) da Fundação de Saúde Pública São Camilo de Esteio (FSPSCE) e verificar a prevalência da colonização por SGB, bem como explorar eventos associados a essa colonização, tratamentos utilizados, patologias prévias, desfecho gestacional e neonatal. Material e Métodos: Estudo observacional, descritivo e retrospectivo, que utilizou informações de 240 prontuários da população do PNAR da FSPSCE, no período de março de 2015 a dezembro de 2018. Resultados: As participantes deste estudo foram caracterizadas predominantemente: com idade média de 28 anos, etnia branca (79,6%), com gestações simples (95,1%) e sem abortamentos prévios (71%). A prevalência da colonização por SGB encontrada nessa população foi de 12,9%, com maior prevalência entre portadoras de sorologias positivas (67,7% - p=0,024). 60% das pacientes colonizadas apresentaram cepas de SGB resistentes à antibioticoterapia de escolha e 83,9% tiveram um tratamento adequado. Conclusão: Houve similaridade na prevalência da população estudada e a previamente descrita para o país. O achado significativo neste estudo foi uma maior prevalência de colonização por SGB entre as gestantes com triagens sorológicas positivas, o que não foi observado em estudos semelhantes. Não houve intercorrências gestacionais e/ou neonatais na amostra, que pode ser devido aos tratamentos adequados, reforçando assim a necessidade do rastreamento das gestantes, a fim de conhecermos melhor a população vulnerável ao SGB e elaborarmos medidas profiláticas para evitar desfechos gestacionais e neonatais desfavoráveis.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Patologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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