Posicionador radioterápico intraoral: manual técnico de ensino para fabricação e execução

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Wagner Wessfll

Resumo

Introdução: O câncer de cabeça e pescoço (CCP) refere-se às neoplasias do trato aerodigestivo superior. O CCP não possui estimativa no Brasil, mas quando são somados os sítios dessa neoplasia, segundo as estimativas do Instituto Nacional do Câncer, passaria a ser o terceiro mais frequente para homens e mulheres. Cirurgiões dentistas podem atuar em todas as fases do tratamento do CCP e, quando solicitado pelo radio-oncologista, pode desenvolver posicionadores radioterápicos intraorais (PRI). PRIs são dispositivos confeccionados para imobilizar e rearranjar a topografia dos tecidos bucais em uma posição ou afastá-los para longe das altas doses de radiação, com isso glândulas salivares maiores e menores, estruturas ósseas e grandes áreas de mucosa ficam preservadas de possíveis toxicidades da radiação. Os PRIs são de planejamento e confecção individualizada por cirurgiões-dentistas e o material mais utilizado na sua confecção é o polimetilmetacrilato (PMMA). Como não existe uma padronização do design, de materiais e técnicas de confecção, ocorre uma grande variação metodológica de fabricação dos PRIs, é importante elaborar um material educativo que oriente os dentistas envolvidos em boas práticas clínicas na radio-oncologia. Objetivos: Elaborar um manual de ensino para padronização metodológica das técnicas de fabricação e execução do PRI para pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Metodologia: Trata-se de um estudo metodológico com quatro etapas: (1) Revisão bibliográfica das metodologias de fabricação e execução dos PRI; (2) Estudo Experimental comparando a dosimetria de dois materiais utilizados na confecção de PRIs: a resina acrílica autopolimerizável (PMMA) e o polietileno tereftalato glicol (PETG); (3) Relato de caso da fabricação de dois PRIs em PETG após moldagem digital intraoral e fabricação em impressora tridimensional; e (4) Produção de um manual técnico sobre métodos de fabricação e execução do PRI, utilizando PMMA e PETG, em formato de atlas explicativo para cirurgiões-dentistas. Resultados: Os resultados demonstraram que o material mais utilizado na confecção do PRI é o PMMA, através da inclusão de um padrão de cera ou da modelagem direta sobre o modelo de gesso. O design mais utilizado é o descrito por Aramany e Drane, em 1972. O PETG foi considerado um material com semelhança no comportamento dosimétrico e adequado para a fabricação do PRI para radioterapia de CCP, substituindo o PMMA. O PRI fabricado por manufatura por adição (AM) em impressoras de modelagem por fusão e deposição (FDM) teve similaridade técnica e clínica a outras metodologias de fabricação. Produto: Um manual de ensino técnico, com prática baseada em evidência, da fabricação e execução do PRI em PETG e PMMA, com fotos sequenciais e instruções laboratoriais e de fluxo de trabalho digital foi produzido para uso de cirurgiões-dentistas e acadêmicos de odontologia.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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