Qualidade da alimentação e perfil lipídico de crianças de baixa condição socioeconômica
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Objetivos: o objetivo geral desta tese foi avaliar as mudanças na qualidade da alimentação durante a infância e o perfil lipídico em crianças de baixa condição socioeconômica que participaram de um programa de intervenção nutricional no primeiro ano de vida. A partir disso, desenvolveram-se três artigos científicos que objetivaram: 1) avaliar as adaptações do Índice de Alimentação Saudável (IAS) de acordo com as recomendações dietéticas brasileiras em crianças; 2) avaliar o impacto do aconselhamento dietético durante o primeiro ano de vida na qualidade da alimentação na idade escolar e avaliar as mudanças na alimentação durante a infância; e 3) avaliar se o consumo de produtos ultraprocessados na idade pré-escolar é um preditor do aumento dos níveis lipídicos na idade escolar. Métodos: o estudo original foi um ensaio de campo randomizado realizado em São Leopoldo/RS, o qual consistiu em visitas domiciliares para orientação sobre aleitamento materno e introdução da alimentação complementar durante o primeiro ano de vida. As crianças que participaram do estudo foram randomizadas ao nascimento no único hospital da cidade. Após a intervenção no primeiro ano, as crianças foram avaliadas novamente aos 3-4 anos e aos 7-8 anos de idade. Os dados dietéticos foram coletados por meio de dois inquéritos recordatórios de 24 horas. Resultados e conclusões: os resultados mostraram que: 1) o IAS adaptado foi positivamente correlacionado com vários nutrientes, sugerindo que pode ser uma ferramenta usada para determinar a qualidade da alimentação de crianças brasileiras; 2) a qualidade da alimentação avaliada pelo IAS não diferiu entre os grupos de intervenção e controle aos 7-8 anos (65,2±9,5 e 64,9±8,5). Observou-se padrão de consumo similar nas idades pré-escolar e escolar, apesar de mudanças no consumo de alguns grupos de alimentos; e 3) o consumo de produtos ultraprocessados pelas crianças representou quase 50% do percentual de energia diária, tendo como principais produtos consumidos pães, salgadinhos tipo chips, biscoitos e doces. O consumo de ultraprocessados na idade pré-escolar foi um preditor para aumento do colesterol total (β 0,430; p=0,046) e LDL colesterol (β 0,369; p=0,047) na infância. Os resultados sugerem que o consumo precoce de produtos ultraprocessados desempenha um importante papel no aumento dos níveis lipídicos de crianças, predispondo-as ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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