Impacto do programa “Dez passos para Alimentação Saudável para crianças menores de dois anos” na prevalência de anemia e adesão ao uso da suplementação de ferro: ensaio de campo randomizado
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Data
2015
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Editora
Editor Literário
Resumo
A prevalência da anemia por deficiência de ferro persiste elevada entre as crianças de
6 a 59 meses, a despeito das estratégias nacionais instituídas para a prevenção e o controle da patologia nos grupos vulneráveis. O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria
recomendam a suplementação de ferro como rotina a partir do segundo semestre de vida para todas as crianças e a educação para alimentação complementar saudável para o combate da patologia. Desta forma, o objetivo da presente dissertação é avaliar o impacto da atualização aos profissionais de saúde sobre o guia alimentar “Dez passos da alimentação saudável para crianças menores de dois anos” na prevalência de anemia e na adesão ao uso da suplementação de ferro entre crianças 12-16 meses de idade. Os dados foram provenientes do ensaio de campo randomizado por conglomerado com implementação do guia alimentar do
Ministério da Saúde em 20 unidades de saúde do município de Porto Alegre. Os profissionais de saúde do grupo intervenção participaram do programa de formação continuada no serviço sobre o guia alimentar infantil que teve duração de 1 hora. As coletas de dados referentes a anemia e a adesão ao uso do suplemento de ferro foram realizadas por visitas domiciliares às
mães de crianças com 12-16 meses de idade no ano de 201 0. Considerou-se anemia a
concentração de hemoglobina inferior a 11,0 g/dL. Na análise descritiva dos dados
compreenderam frequência, por médias ou medianas, DP ou proporções e nas análises
bivariadas foram baseadas no modelo de Equações de Estimação Generalizada, método com distribuição de Poisson e função de ligação logarítmica, que representou a correlação intraindividual. Permaneceram associadas ao desfecho as variáveis com valor de p < 0,05.Avaliaram-se 533 crianças, e a prevalência de anemia foi55,7%, sem diferença estatística significativa nos gruposintervenção e controle (55,1% vs 50,5%; p=0,344). A prevalência de
prescrição do suplemento de ferro foi semelhante nos grupos (84,2% v.s. 81,2%, p=0,407). A baixa prevalência de adesão materna ao uso do suplemento por período mínimo de 180 dias foi semelhante (36,2% vs 35,2%; p=1,000).O tempo de uso>180 dias foi associado a menor prevalência de anemia(>180= 46,6% v.s.< 180=56,4%; p=0,038). O programa de intervenção não gerou impacto na prevalência de anemia entre as crianças de 12-16 meses e também não houve diferença na adesão das mães ao uso de suplemento de ferro para as crianças.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Anemia Ferropriva, Ensaio Clínico, Deficiência de Ferro, [en] Anemia, Iron-Deficiency, [en] Clinical Trial, [en] Iron Deficiency