Avaliação do infiltrado linfocitário peritumoral em melanomas cutâneos in situ e em melanomas cutâneos invasivos finos com e sem metástases

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Resumo

Introdução: O êxito metastático no melanoma cutâneo requer uma série patogênica sequencial ordenada; o infiltrado linfocitário tumoral (ILT) pode exercer papel protetivo contra essa sequência, mas não há unanimidade quanto ao tema. Nos melanomas cutâneos primários in situ (MCis) e nos melanomas cutâneos primários finos (MCPf), o embasamento científico disponível é ainda mais incipiente. Objetivos: Verificar e quantificar a presença do ILT peritumoral (ILT-p) em MCis e MCPf e investigar a relação do ILT-p com a presença de metástases nos MCPf. Material e Métodos: Foram estudados 73 pacientes, sendo 23 com MCis e 50 com MCPf. Destes, 22 casos (pacientes com metástases) e 28 controles (pacientes sem metástases), onde se verificou a presença do ILT-p e, quando presente, classificado em leve, moderado e marcado. Variáveis clínicas e histopatológicas foram descritas em ambos os grupos. No grupo dos MCPf, houve a comparação do ILT-p e das variáveis clínicas e histopatológicas entre casos e controles. Resultados: No grupo dos MCis (N=22), não houve diferença entre os sexos; a média de idade foi de 57,4 anos; o fototipo II foi o predominante e a maioria dos melanomas se localizava nos membros (54,5%). O principal subtipo histológico encontrado foi o espalhamento superficial (95,5%); a fase de crescimento predominante foi a horizontal (86,4%) e o ILT-p predominante foi o leve, em 59,1% dos indivíduos. Dentre o grupo dos MCPf, a média de idade foi de 50,7 anos nos casos e 56,2 anos nos controles (p=0,234); predomínio do sexo masculino nos casos (63,6%) e do feminino nos controles (53,6%), (p=0,354); o fototipo predominante foi o II em casos e controles (p=0,113) e tronco foi identificado como a principal topografia em ambos os grupos (p=0.187); sendo o espalhamento superficial o principal subtipo de melanoma (86,4% dos casos e 92,9% nos controles, p=0,499); a mediana de Breslow foi de 0.8 mm nos casos e 0.6 mm nos controles (p=0.012). A ulceração foi evidenciada em 22,7% dos casos e em 17,9% dos controles (p=0,732) e a regressão foi encontrada em 45% dos casos e 28,6% dos controles (p=0,386) A fase de crescimento vertical foi a predominantemente encontrada em 80% dos casos e 50% dos controles (p=0.012).Especificamente, ILT-p “moderado e marcado” foi encontrado em 54,5% dos casos e em 67,9% dos controles (p=0,503). Na análise univariada, a presença do ILT-p “moderadoe marcado” apresentou OR=0.57 e, na análise multivariada, com ajustes para para idade, índice de Breslow e fase de crescimento, OR= 0.69. Apesar do efeito protetor verificado em ambas as análises, não houve significância estatística (p>0.05). Conclusões: Nesta amostra todos os MCis e MCPf apresentaram algum grau de ILT-p. Verificou-se, entre os MCPf, possível tendência a um efeito protetor do ILT-p “moderado a marcado” para o surgimento de metástases.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Patologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

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