Avaliação do infiltrado linfocitário peritumoral em melanomas cutâneos in situ e em melanomas cutâneos invasivos finos com e sem metástases
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Data
2019
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Editora
Editor Literário
Resumo
Introdução: O êxito metastático no melanoma cutâneo requer uma série
patogênica sequencial ordenada; o infiltrado linfocitário tumoral (ILT) pode
exercer papel protetivo contra essa sequência, mas não há unanimidade quanto
ao tema. Nos melanomas cutâneos primários in situ (MCis) e nos melanomas
cutâneos primários finos (MCPf), o embasamento científico disponível é ainda
mais incipiente. Objetivos: Verificar e quantificar a presença do ILT peritumoral
(ILT-p) em MCis e MCPf e investigar a relação do ILT-p com a presença de
metástases nos MCPf. Material e Métodos: Foram estudados 73 pacientes,
sendo 23 com MCis e 50 com MCPf. Destes, 22 casos (pacientes com
metástases) e 28 controles (pacientes sem metástases), onde se verificou a
presença do ILT-p e, quando presente, classificado em leve, moderado e
marcado. Variáveis clínicas e histopatológicas foram descritas em ambos os
grupos. No grupo dos MCPf, houve a comparação do ILT-p e das variáveis
clínicas e histopatológicas entre casos e controles. Resultados: No grupo dos
MCis (N=22), não houve diferença entre os sexos; a média de idade foi de 57,4
anos; o fototipo II foi o predominante e a maioria dos melanomas se localizava
nos membros (54,5%). O principal subtipo histológico encontrado foi o
espalhamento superficial (95,5%); a fase de crescimento predominante foi a
horizontal (86,4%) e o ILT-p predominante foi o leve, em 59,1% dos indivíduos.
Dentre o grupo dos MCPf, a média de idade foi de 50,7 anos nos casos e 56,2
anos nos controles (p=0,234); predomínio do sexo masculino nos casos (63,6%)
e do feminino nos controles (53,6%), (p=0,354); o fototipo predominante foi o II
em casos e controles (p=0,113) e tronco foi identificado como a principal
topografia em ambos os grupos (p=0.187); sendo o espalhamento superficial o
principal subtipo de melanoma (86,4% dos casos e 92,9% nos controles,
p=0,499); a mediana de Breslow foi de 0.8 mm nos casos e 0.6 mm nos controles
(p=0.012). A ulceração foi evidenciada em 22,7% dos casos e em 17,9% dos
controles (p=0,732) e a regressão foi encontrada em 45% dos casos e 28,6%
dos controles (p=0,386) A fase de crescimento vertical foi a predominantemente
encontrada em 80% dos casos e 50% dos controles (p=0.012).Especificamente,
ILT-p “moderado e marcado” foi encontrado em 54,5% dos casos e em 67,9%
dos controles (p=0,503). Na análise univariada, a presença do ILT-p “moderadoe marcado” apresentou OR=0.57 e, na análise multivariada, com ajustes para
para idade, índice de Breslow e fase de crescimento, OR= 0.69. Apesar do efeito
protetor verificado em ambas as análises, não houve significância estatística
(p>0.05). Conclusões: Nesta amostra todos os MCis e MCPf apresentaram
algum grau de ILT-p. Verificou-se, entre os MCPf, possível tendência a um efeito
protetor do ILT-p “moderado a marcado” para o surgimento de metástases.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Patologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Melanoma, Metástase, Prognóstico, Biomarcadores, Infiltrado Linfocitário Peritumoral, [en] Melanoma, [en] Neoplasm Metastasis, [en] Prognosis, [en] Biomarkers