Comparação da atividade muscular em bicicleta ergométrica e elíptico em indivíduos com lesão medular incompleta

dc.contributor.advisorCechetti, Fernandapt_BR
dc.contributor.authorSantos, Priscila Paula dospt_BR
dc.date.accessioned2023-02-07T12:06:52Z
dc.date.accessioned2023-10-09T13:51:11Z
dc.date.available2023-02-07T12:06:52Z
dc.date.available2023-10-09T13:51:11Z
dc.date.date-insert2023-02-07
dc.date.issued2022
dc.descriptionDissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.pt_BR
dc.description.abstractIntrodução: A lesão medular é causada por qualquer processo lesivo na medula espinhal prejudicando sua função, gerando perda de força muscular, prejudicando o ortostatismo e deambulação. Na reabilitação, algumas estratégias são utilizadas para ativar os músculos envolvidos na marcha e na manutenção do tronco ereto desses indivíduos, entre elas a bicicleta ergométrica e o elíptico. Entender o padrão de ativação muscular gerado por estes métodos torna-se importante para responder dúvidas advindas da prática clínica. Objetivo: Verificar o padrão de ativação muscular dos músculos vasto medial, glúteo médio, tibial anterior e paravertebral durante os exercícios com elíptico e bicicleta ergométrica com e sem biofeedback eletromiográfico em indivíduos com lesão medular incompleta. Metodologia: Estudo transversal do tipo crossover, com um período de wash-out entre cada avaliação de 7 dias. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: grupo com lesão medular incompleta (GLM) e grupo de indivíduos sem lesão: grupo referência (GR) a fim de obtermos valores de referência de eletromiografia (EMG). Ambos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e responderam a ficha de identificação. Os indivíduos do grupo GLM foram avaliados quanto à funcionalidade através da Medida de Independência Funcional (MIF), classificação da lesão pela American Spinal Injury Association (ASIA) e o tônus muscular pela escala Ashworth modificada. Posteriormente, os dois grupos foram randomizados para definir a ordem dos aparelhos em que seriam avaliados sendo divididos em quatro subgrupos: grupo elíptico (GE), grupo elíptico + biofeedback (GEB), grupo bicicleta (GB) e grupo bicicleta + biofeedback (GBB). Foi verificado a atividade muscular com eletromiografia dos músculos paravertebral, vasto medial, glúteo médio e tibial anterior unilateral, comparando a ativação muscular durante os exercícios de bicicleta ergométrica, elíptico e adicionando biofeedback em ambas as modalidades. Não foi possível normalizar os valores de contração voluntária máxima, pois esses indivíduos possuem déficit de força muscular com dificuldade de seletividade muscular, por isso foi utilizado os valores de Root mean square (RMS). Este mesmo valor foi utilizado para normalização do GR para fins de comparação. Resultados: Houve maior ativação do músculo tibial anterior na bicicleta em comparação às outras modalidades tanto nos indivíduos com LMI (GLM), como nos sujeitos sem lesão medular. Para os indivíduos sem lesão (GR), o músculo vasto medial foi o mais ativado em todas modalidades, apresentando os maiores valores no elíptico. Em relação ao biofeedback, parece não oferecer nenhuma melhora nos valores de ativação em nenhuma das modalidades estudadas. Conclusão: Os resultados sugerem que a bicicleta e o elíptico são seguros e capazes de ativar as musculaturas estudadas, recebendo destaque à maior ativação do vasto medial na modalidade elíptico, e à maior ativação do tibial anterior na modalidade bicicleta.pt_BR
dc.description.abstract-enIntroduction: Spinal cord injury is caused by any injurious process in the spinal cord, impairing its function, generating loss of muscle strength, impairing orthostatism and wandering. In rehabilitation, some strategies are used to activate the muscles involved in gait and in maintaining the upright trunk of these individuals, including the exercise bike and the elliptical. Understanding the pattern of muscle activation generated by these methods becomes important to answer questions arising from clinical practice. Objective: To verify the pattern of muscle activation of the wide muscles medialis, gluteus medium, previous tibialis and paravertebral muscles during elliptical and stationary bicycle exercises with and without electromyographic biofeedback in individuals with incomplete spinal cord injury. Methodology: Cross-sectional crossover study, with a wash-out period of 7 days between each evaluation. The individuals were divided into two groups: group with incomplete spinal cord injury (ISCIG) and group of individuals without injury: reference group (RG) in order to obtain reference values for electromyography (EMG). Both signed the Free and Informed Consent Term (FICT) and answered the identification form. Individuals in the SCI group were assessed for functionality using the Functional Independence Measure (FIM), injury classification by the American Spinal Injury Association (ASIA) and muscle tone using the modified Ashworth scale. Subsequently, the two groups were randomized to define the order of the equipment in which they would be evaluated, being divided into four subgroups: elliptical group (EG), elliptical group + biofeedback (EGB), bicycle group (BG) and bicycle group + biofeedback (BGB) . Muscle activity was verified with electromyography of the paravertebral, wide medialis, gluteus medium and pevious tibialis muscles, comparing muscle activation during exercise on an exercise bike, elliptical and adding biofeedback in both modalities. It was not possible to normalize the values of maximum voluntary contraction, as these individuals have a deficit in muscle strength with difficulty in muscle selectivity, so the values of Root mean square (RMS) were used. This same value was used to normalize the RG for comparison purposes. Results: There was greater activation of the previous tibialis muscle on the bicycle compared to other modalities, both in individuals with SCI (SCIG) and in subjects without spinal cord injury. For individuals without injury (RG), the wide medialis muscle was the most activated in all modalities, with the highest values in the elliptical. Regarding biofeedback, it does not seem to offer any improvement in activation values in any of the studied modalities. Conclusion: The results suggest that the bicycle and the elliptical are safe and capable of activating the studied muscles, with emphasis on the greater activation of the wide medialis in the elliptical modality, and the greater activation of the previous tibialis in the bicycling modality.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufcspa.edu.br/handle/123456789/1976
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.relation.requiresTEXTO - Adobe Readerpt_BR
dc.rightsAcesso Aberto Imediatopt_BR
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/br/*
dc.subjectFisioterapiapt_BR
dc.subjectEletromiografiapt_BR
dc.subjectAtividade Motorapt_BR
dc.subjectLesão Medularpt_BR
dc.subject[en] Physical Therapy Modalitiespt_BR
dc.subject[en] Electromyographypt_BR
dc.subject[en] Motor Activitypt_BR
dc.titleComparação da atividade muscular em bicicleta ergométrica e elíptico em indivíduos com lesão medular incompletapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
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