Comparação da atividade muscular em bicicleta ergométrica e elíptico em indivíduos com lesão medular incompleta
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Data
2022
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Editora
Editor Literário
Resumo
Introdução: A lesão medular é causada por qualquer processo lesivo na medula
espinhal prejudicando sua função, gerando perda de força muscular, prejudicando o
ortostatismo e deambulação. Na reabilitação, algumas estratégias são utilizadas para
ativar os músculos envolvidos na marcha e na manutenção do tronco ereto desses
indivíduos, entre elas a bicicleta ergométrica e o elíptico. Entender o padrão de
ativação muscular gerado por estes métodos torna-se importante para responder
dúvidas advindas da prática clínica. Objetivo: Verificar o padrão de ativação muscular
dos músculos vasto medial, glúteo médio, tibial anterior e paravertebral durante os
exercícios com elíptico e bicicleta ergométrica com e sem biofeedback
eletromiográfico em indivíduos com lesão medular incompleta. Metodologia: Estudo
transversal do tipo crossover, com um período de wash-out entre cada avaliação de
7 dias. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: grupo com lesão medular
incompleta (GLM) e grupo de indivíduos sem lesão: grupo referência (GR) a fim de
obtermos valores de referência de eletromiografia (EMG). Ambos assinaram o Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e responderam a ficha de identificação.
Os indivíduos do grupo GLM foram avaliados quanto à funcionalidade através da
Medida de Independência Funcional (MIF), classificação da lesão pela American
Spinal Injury Association (ASIA) e o tônus muscular pela escala Ashworth modificada.
Posteriormente, os dois grupos foram randomizados para definir a ordem dos
aparelhos em que seriam avaliados sendo divididos em quatro subgrupos: grupo
elíptico (GE), grupo elíptico + biofeedback (GEB), grupo bicicleta (GB) e grupo
bicicleta + biofeedback (GBB). Foi verificado a atividade muscular com eletromiografia
dos músculos paravertebral, vasto medial, glúteo médio e tibial anterior unilateral,
comparando a ativação muscular durante os exercícios de bicicleta ergométrica,
elíptico e adicionando biofeedback em ambas as modalidades. Não foi possível
normalizar os valores de contração voluntária máxima, pois esses indivíduos possuem
déficit de força muscular com dificuldade de seletividade muscular, por isso foi
utilizado os valores de Root mean square (RMS). Este mesmo valor foi utilizado para
normalização do GR para fins de comparação. Resultados: Houve maior ativação do
músculo tibial anterior na bicicleta em comparação às outras modalidades tanto nos
indivíduos com LMI (GLM), como nos sujeitos sem lesão medular. Para os indivíduos
sem lesão (GR), o músculo vasto medial foi o mais ativado em todas modalidades,
apresentando os maiores valores no elíptico. Em relação ao biofeedback, parece não
oferecer nenhuma melhora nos valores de ativação em nenhuma das modalidades
estudadas. Conclusão: Os resultados sugerem que a bicicleta e o elíptico são
seguros e capazes de ativar as musculaturas estudadas, recebendo destaque à maior
ativação do vasto medial na modalidade elíptico, e à maior ativação do tibial anterior
na modalidade bicicleta.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Fisioterapia, Eletromiografia, Atividade Motora, Lesão Medular, [en] Physical Therapy Modalities, [en] Electromyography, [en] Motor Activity