Efeitos de uma interferência auditiva no foco atencional e no desempenho de testes de leitura e de escrita

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Introdução: O funcionamento do processo atencional durante o desenvolvimento é fundamental para a aquisição da linguagem. Níveis de ruído intenso costumam justificar a incapacidade de estudantes manterem o foco atencional. Objetivo Geral: Investigar os efeitos de diferentes níveis de ruído sobre atividades de escrita e leitura e sobre a capacidade de manutenção de atenção em estudantes. Métodos: A amostra foi composta por 162 estudantes entre o 3º e o 5º ano escolar que foram separados aleatoriamente em três grupos de acordo com a escolaridade: grupo controle (GC), experimental A (GEA) e experimental B (GEB). Os três grupos foram submetidos aos testes de Atenção Concentrada – AC, teste Avaliação de Leitura e de Palavras Isoladas e ao subteste de Escrita sob Ditado do International Dyslexia Test. Os grupos GEA e GEB foram submetidos aos testes em ambiente ruidoso com intensidade avaliada por meio de decibelímetro como 20 dB para o GEA e 40 dB para o grupo GEB. Os resultados foram analisados estatisticamente aplicando o teste de Kruskal-Wallis e o teste de correlação de Spearman com nível de significância adotado de 5%. Resultados: Os dados indicam que quanto maior o escore no teste de atenção, menor foi o tempo gasto em leitura e do número de erros no ditado. Em relação à influência do ruído sobre o foco atencional e o desempenho de leitura e escrita, verificou-se que nos três anos de escolaridade não houve interferência do ruído de 20 dB. Já nos três anos expostos ao ruído de 40 dB verificou-se um decréscimo nos escores do teste de atenção e um aumento de erros no teste de ditado. Comparando os níveis de escolaridade, no teste de leitura, o 4º ano diminuiu no tempo de leitura conforme a exposição ao ruído enquanto os sujeitos dos 3º e 5º ano gastaram mais tempo de leitura. Conclusão: Os resultados sugerem que a interferência auditiva (ruído) é capaz de influenciar a capacidade de foco de atenção em especial em níveis de ruído mais intenso (40 dB) bem como o desempenho de leitura e de escrita. Foi observado também que não houve influência do nível de escolaridade sobre os efeitos distratores do ruído. Quanto maior o ruído, maior a interferência na execução dos testes independente dos níveis entre 3º, 4º e 5º ano de escolaridade.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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