Efeitos de um programa de reabilitação pulmonar de acordo com o fenótipo da doença pulmonar obstrutiva crônica: exacerbador versus não exacerbador

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Introdução: Todos os pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) parecem se beneficiar com Programas de Reabilitação Pulmonar (PRP), melhorando a tolerância ao exercício, reduzindo a sensação de dispneia e fadiga e, aumentando a capacidade de realização das atividades de vida diária. Objetivos: Verificar se existem diferenças na capacidade de exercício, na dispneia, na qualidade de vida e índice BODE entre os fenótipos exacerbador e não exacerbador submetidos a um PRP. Métodos: Análise retrospectiva de 151 pacientes portadores de DPOC avaliados antes e depois da reabilitação através do teste de caminhada dos seis minutos (TC6’), índice de dispneia (mMRC), qualidade de vida pelo questionário Saint George e índice BODE. Resultados: A idade média de 65±8,1 anos e a relação VEF1/CVF (Volume Expiratório Forçado em 1 segundo/Capacidade Vital Forçada) média foi 49,1±17,7 e VEF1 médio de 1,12 ± 0,55. O gênero predominante foi o masculino (66.9%). Trinta e um pacientes (20,5%) foram classificados como fenótipo exacerbador. Houve melhora significativa na média da distância percorrida no TC6’ no fenótipo exacerbador (basal: 376,1±103,9m; pós-PRP: 461 ± 94.2; p<0.0001) e não exacerbador (basal: 396,4±94,9m; pós-PRP: 445±99m; p<0.0001). A variação média da distância percorrida no grupo exacerbador foi significativamente maior do que no não exacerbador [m(IC95%): 84,9 (57,1-112,6) vs. 48,6 (37-60,2); p=0,018]. Redução significativa da dispneia pela escala mMRC ocorreu apenas no grupo não exacerbador (basal: 2.11 ± 1.31 pós PRP: 1.11 ± 1.15; p<0,0001). Melhora no índice BODE ocorreu em ambos os grupos, mas a variação média foi significativamente maior no grupo exacerbador [m(IC95%): -1,44 (-2,17 a 0,70);p=0,045]. Não houve diferença significativa na variação média dos domínios do Questionário Saint George (SGRQ) entre os grupos. Conclusão: A reabilitação pulmonar melhorou significativamente a capacidade de exercício, a dispneia, a qualidade de vida e o prognóstico nos pacientes com DPOC. A melhora na capacidade de exercício e no prognóstico foi maior no fenótipo exacerbador.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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