Educação permanente em saúde para a segurança do paciente em hospitais: desenvolvimento e avaliação de estratégias educativas

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Introdução: A Educação Permanente em Saúde (EPS) desempenha um papel estratégico na qualificação contínua dos profissionais de saúde, promovendo atualização de conhecimentos, melhoria das práticas assistenciais e fortalecimento da cultura organizacional voltada à segurança do paciente no ambiente hospitalar. No contexto da segurança do paciente, ações educativas promovidas pela EPS são essenciais para integrar e capacitar novos profissionais, fornecendo-lhes competências técnicas e comportamentais fundamentais para um cuidado seguro e de qualidade. No entanto, a efetividade dessas iniciativas pode ser comprometida pela ausência de avaliações sistemáticas, dificultando a identificação de lacunas no aprendizado e a implementação de melhorias contínuas nos processos assistenciais. Objetivo: Implementar um processo de Educação Permanente em Saúde para equipes de enfermagem de um hospital privado, avaliando o impacto das ações educativas sobre segurança do paciente. Metodologia: Estudo metodológico de natureza aplicada, com abordagem quantitativa e qualitativa. O estudo foi conduzido em um hospital privado no Rio Grande do Sul. A população foi composta por dois grupos: (1) profissionais enfermeiros e técnicos de enfermagem que participaram do curso Segurança do Paciente: as seis metas internacionais, cuja aprendizagem foi avaliada por meio de questionários aplicados no pré-teste, pós-teste imediato e pósteste tardio (30 dias após a intervenção); e (2) juízes especialistas responsáveis pela validação do Manual de Segurança do Paciente, utilizando o instrumento Suitability Assessment of Materials (SAM). A validade do conteúdo foi analisada por meio do Índice de Validade de Conteúdo Individual (I-CVI) e do Índice de Validade de Conteúdo baseado na média (S-CVI/AVE). Resultados: A avaliação da reação ao curso foi satisfatória. Na aprendizagem, observou-se aumento no número de acertos entre o pré e o pós-teste imediato, mas a retenção do conhecimento após 30 dias foi limitada. A validação do Manual de Segurança do Paciente apresentou IVC superior a 0,8 para todos os itens, sendo considerado adequado pelos especialistas (SCVI/AVE = 0,942). Conclusão: O estudo evidencia a importância da avaliação de ações educativas em saúde para aperfeiçoar estratégias de ensino e maximizar seu impacto na qualidade da assistência. A implementação de programas estruturados de Educação Permanente pode contribuir significativamente para o ODS 3 (Saúde e Bem-estar), ao promover a qualificação dos profissionais e a adoção de práticas seguras na assistência hospitalar. Além disso, ao fortalecer a capacitação da equipe de enfermagem e a padronização de condutas, a pesquisa contribui para o letramento em saúde, auxiliando os profissionais a a interpretarem e aplicarem conceitos essenciais à segurança do paciente, resultando em melhorias na comunicação e no atendimento hospitalar.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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