Integração ensino-serviço na formação de técnicos de enfermagem

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A enfermagem desenvolve papel fundamental no sistema de saúde, estando presente em diversas áreas de atuação e compondo mais da metade (65%) da força de trabalho que atua no setor da saúde no Brasil, sendo que, deste total, 77% são técnicos e auxiliares de enfermagem. Singular atenção deve ser direcionada ao processo de formação e atuação destes trabalhadores e, nesse sentido, a Integração Ensino-Serviço (IES) atua como estratégia para reorganização simultânea, tanto no mundo da formação profissional quanto no mundo do trabalho. Assim, esta pesquisa objetivou compreender a IES na formação de técnicos de enfermagem e na percepção dos diferentes atores envolvidos nesse processo. Os objetivos secundários foram desnudar o perfil dos docentes de cursos técnicos de Enfermagem, peças-chave da IES, e desenvolver um produto voltado para as necessidades das escolas técnicas de Enfermagem do estado Rio Grande do Sul. O estudo utilizou método quanti-qualitativo, exploratório-descritivo, de natureza aplicada. Os dados qualitativos foram coletados através da realização de quatro grupos de entrevistas coletivas com 34 participantes sendo: gestores, professores, alunos e profissionais envolvidos no processo de IES, no período de janeiro a março de 2017. Os dados quantitativos foram coletados através de um questionário online, respondido por 109 enfermeiros-professores da capital e interior do estado, no período de novembro de 2016 a setembro de 2017. Os dados qualitativos foram operacionalizados mediante análise de conteúdo, enquanto os dados quantitativos foram analisados à luz da estatística descritiva. A análise de perfil do enfermeiro-professor revelou profissionais predominantemente do sexo feminino, maiores de 31 anos, graduados de 5 a 10 anos, pós-graduados, não licenciados, com experiência docente menor que 5 anos e assistencial entre 5 a 10 anos (51,4%), ou superior a 10 anos (25,7%). Os enfermeiros-professores trabalham predominantemente sob vínculo CLT, possuem duplo vínculo empregatício e, em sua maioria, consideram a docência como atividade profissional complementar. Os grupos de entrevistas coletivas indicaram que a IES está presente na formação técnica em Enfermagem, entretanto apenas de maneira pontual, pois não há uma estrutura institucionalizada que norteie a integração das práticas educativas e de atenção em saúde com clareza de objetivos. Ainda como produto final desta dissertação, foi constituído o Conselho Consultivo das Escolas Técnicas de Enfermagem do Rio Grande do Sul - CCETE/RS, junto à ABEn/RS, com vistas a nutrir a discussão e a apropriação de saberes sobre a formação técnica em Enfermagem. O tema da IES é vasto, com inúmeras possibilidades de investigação ainda não exploradas, principalmente na formação de nível médio em Enfermagem. Esta pesquisa indica que há um longo caminho a ser percorrido até que as ações e os objetivos de todos os atores estejam pactuados, sendo primordial o engajamento individual e interinstitucional.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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