Farmacogenética das estatinas: utilização de escores genéticos para predição de resposta terapêutica
Carregando...
Data
2018
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editora
Editor Literário
Resumo
Introdução:
O tratamento de escolha para tratar a dislipidemia é a utilização de estatinas;
porém, ao longo do tempo observou-se uma grande variabilidade na resposta
terapêutica. Neste sentido, vários estudos com abordagens de genes
candidatos e associação de genoma inteiro (GWAS) tentam elucidar a genética
responsável pela variabilidade da resposta a drogas. No entanto, estas
abordagens ainda não conseguiram elucidar o componente genético desta
variabilidade, uma vez que a grande maioria dos estudos aborda análises de
cada variante isoladamente.
Objetivos:
Criar um escore genético de resposta ao tratamento com estatinas, a partir de
marcadores genéticos identificados pelo grupo de pesquisa e através de
estudos de varredura genômica.
Material e Métodos:
Nossa amostra foi composta por 477 pacientes de descendência européia, com
níveis de colesterol de baixa densidade (LDL-C) acima da meta estabelecida e
sem tratamento medicamentoso prévio. Selecionamos os genes que
apresentam polimorfismos com maior impacto no resultado terapêutico com as
estatinas, no caso os genes ABCB1, CYP3A5, SLCO1B1, SLCO1B3, ABCG2,
APOE, CLMN e NR1I2. Depois de identificar os polimorfismos com redução
significativa nos níveis de colesterol total (CT) e de LDL-C, um escore genético
de resposta à terapia com estatina foi criado a partir dos marcadores geneticamente identificados SLCO1B1 (rs2306283), e NR1/2 (rs3814055,
rs7643645 e rs6785049).
Resultados:
Na amostra, 1,7% dos pacientes receberam um escore final de 0 (zero) com
redução do CT, 12,6% em um (1), 36,2% em dois (2), 34,5% em três (3) e
14,9% em quatro (4). Dessa forma, o uso de escores ajuda na escolha da
terapia a ser utilizada, uma vez que o paciente com escore 4 teve a maior
redução dos níveis de CT e de LDL-C (-30,2% e -42,6%, respectivamente),
enquanto o paciente com o escore 0 apresentou a menor redução destes níveis
(-12,3%, p<6x10-5; -14,4%, p<4x10-7, respectivamente).
Conclusão:
Nossos resultados mostram a existência de diferentes respostas individuais ao
tratamento com estatinas, sendo o uso do escore genético de resposta ao
tratamento importante para a eficácia e segurança do tratamento. Os
resultados aqui apresentados ainda demonstram que os genes e as variantes a
serem incluídos nos escores podem variar conforme a população, o que torna o
trabalho relevante em nível nacional, pois é o primeiro a abordar as variantes
genéticas conjuntamente.
Descrição
Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Patologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Palavras-chave
Estatinas, Dislipidemias, Genes, GWAS, LDL-Colesterol, [en] Hydroxymethylglutaryl-CoA Reductase Inhibitors, [en] Dyslipidemias, [en] Genome, [en] Cholesterol, LDL