Fatores associados ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade em adolescentes escolares: um estudo transversal
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Introdução: O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) traz prejuízos cognitivos deixando o paciente suscetível ao aparecimento de outros problemas de saúde, tanto na dimensão física quanto mental. Tais transtornos são diretamente observados no desempenho acadêmico de adolescentes. Objetivo: Os objetivos do presente estudo são verificar a associação entre TDAH, ansiedade, depressão e estresse, investigar a associação desses transtornos com o excesso de peso corporal e analisar o estilo de vida de adolescentes com sintomas de TDAH. Métodos: Trata-se de um estudo transversal onde foram avaliados 271 adolescentes, 105 meninas e 166 meninos, com idade média de 14.82 + 1,07 anos. A coleta de dados foi realizada por meio de uma versão adaptada para o português do Brasil do Inventário de Comportamentos da Infância e Adolescência (Child Behavior Checklist – CBCL) para a prevalência de TDAH, ansiedade, depressão e estresse. Para a determinação do índice de massa corporal (IMC), foram aferidos peso e altura corporal. Foram verificados a circunferência da cintura, a frequência diária de horas sentado, a frequência semanal de prática de atividade física fora da escola. Devido ao fato de a amostra não ter distribuição normal, o teste estatístico Qui quadrado de Pearson foi utilizado para verificar a associação entre os transtornos mentais. O mesmo método foi utilizado para verificar a associação entre excesso de peso e os transtornos supracitados. Para as demais verificações, foi utilizada a estatística descritiva com média, desvio padrão e percentual. Resultados: Adolescentes acima do peso totalizaram 25,83% da amostra. Dez apresentaram sintomas de TDAH. Desses, quatro estavam acima do peso. Não foi encontrada associação entre TDAH e excesso de peso (p > 0,05). Porém, 40% dos que apresentaram o transtorno estavam acima do peso. Os adolescentes com TDAH têm probabilidade aumentada de apresentar estresse, ansiedade ou depressão. Os resultados demonstram que houve uma associação entre estar acima do peso e depressão (resíduo -2,2, p = 0,025), ou seja, os adolescentes acima do peso têm maiores chances de ter depressão dos que os demais, quando associado o peso com estresse e à ansiedade, os valores encontrados não foram estatisticamente significativos, com p > 0,05. A maioria dos adolescentes não praticam atividade física fora da
escola. De modo geral, adolescentes apresentam hábitos sedentários passando mais de três horas por dia sentados. Conclusões: A ansiedade, depressão e estresse são mais frequentes nas meninas, e o TDAH nos meninos. Os adolescentes apresentam estilo de vida sedentário e 25% deles estão acima do peso. Conclui-se que o TDAH apresenta associação positiva com ansiedade, depressão e estresse, e os adolescentes com depressão têm duas vezes mais propensão de ter excesso de peso. Conclui-se que a saúde mental e física dos adolescentes escolares é uma questão de saúde pública.
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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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