Antissepsia cirúrgica alcoólica das mãos: da prática ao ensino

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editora

Resumo

Introdução: As infecções decorrentes dos procedimentos cirúrgicos são frequentes e representam morbimortalidade importante, além de elevar os custos hospitalares. Medidas como educação da equipe, vigilância epidemiológica e realização da antissepsia cirúrgica das mãos, entre outras, são fundamentais para a sua prevenção. No Brasil, tradicionalmente a equipe realiza escovação cirúrgica com detergentes antissépticos; contudo, as soluções alcoólicas sem escovas vêm sendo introduzidas recentemente, embora, na Europa, sejam utilizadas há pelo menos três décadas. Objetivos: Conhecer, na prática, a efetividade da antissepsia cirúrgica alcoólica das mãos dos cirurgiões realizada em diferentes períodos de tempo, com a finalidade de elaborar um produto educacional. Método: Trata-se de um estudo descritivo comparativo, realizado em um hospital terciário privado de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, que implantou recentemente a rotina de antissepsia com solução alcoólica para o preparo cirúrgico das mãos da equipe. Amostras microbiológicas coletadas das mãos de 54 cirurgiões em dois momentos: após procedimento de lavagem simples das mãos, para determinar a flora microbiana basal do profissional; e após a antissepsia cirúrgica alcoólica das mãos, para identificar a redução da contagem microbiana imediata. Foram coletadas culturas das falanges distais de ambas as mãos do cirurgião, friccionadas durante 1 minuto em uma placa de Petri, contendo 10 ml de caldo soja triptcaseína (CST) e neutralizadores. As amostras coletadas resultaram em 324 placas de culturas processadas em ágar soja triptcaseína (AST) e incubadas por 24 horas a 37°C ± 2°C, sendo que, destas, 45 foram validadas para análise. Resultados: As amostras foram categorizadas em redução leve (até 50% de redução da flora bacteriana), moderada (de 51% a 80%) e severa (acima de 80%). Quando a técnica foi realizada por menos de 90 segundos, ocorreu: 80% de redução severa; 6,7% de redução moderada; e 13% de redução leve. Teste Qui-Quadrado confirmou que não houve associação significativa entre o tempo de execução do procedimento e a categoria de redução da contagem microbiana (x2 1,284; p valor 0,526). Quando a técnica foi desempenhada em mais de 180 segundos, conforme tempo preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), todas as amostras apresentaram redução de contagem bacteriana, o que não ocorreu em tempos menores de antissepsia. Nas categorias de tempo de até 90 segundos e de 90 a 180 segundos, identificou-se 21% e 14%, respectivamente, de amostras nas quais não houve redução bacteriana após a antissepsia. Conclusões: Os dados sugerem que, quando a técnica e tempo recomendados são seguidos, maior é a redução bacteriana comparado a tempos menores, embora não tenha sido observada associação significativa entre o tempo de antissepsia e a contagem bacteriana. Os resultados da pesquisa subsidiaram a elaboração de um vídeo educativo sobre a técnica de antissepsia cirúrgica (tradicional e alcoólica) das mãos.

Descrição

Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Citação

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Licença Creative Commons

Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto Imediato

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

Logotipo Setic