Estudo imunoistoquímico e clinicopatológico de pacientes jovens com câncer de mama

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Introdução: O câncer de mama é um dos tumores malignos mais comuns entre as mulheres. Estudos recentes evidenciaram um aumento da incidência da doença em pacientes com idade inferior a 35 anos. Nesta faixa etária, segundo a literatura, a neoplasia possui comportamento biológico mais agressivo. Objetivo: Analisar as características clinicopatológicas e imunoistoquímicas do carcinoma de mama em pacientes com idade inferior a 35 anos e a partir dos 45 anos. Métodos: Estudo prospectivo que analisou pacientes atendidas no Serviço de Mastologia do Hospital Fêmina de Porto Alegre, entre julho de 2008 a outubro de 2011. Sete pacientes com diagnóstico de carcinoma de mama e idade inferior a 35 anos e 130 pacientes a partir de 45 anos foram testadas para os marcadores BRCA1, vimentina, 34βE12 e Ki67. Dados clínicos e anatomopatológicos foram comparados com os marcadores imunoistoquímicos e submetidos à analises estatística. Resultados: Pacientes com idade inferior a 35 anos de idade apresentaram maior freqüência de grau histológico III em relação às mais velhas (42,9 versus 24,2%). A expressão de HER2 foi maior nas jovens (42,9% versus 15,7%), assim como alterações no BRCA1 (57,1% versus 27,1%). A expressão de Ki67 (>14%) apresentou relação proporcional com o aumento do grau histológico (P = 0,04) e estadiamentos clínicos mais avançados da doença (P = 0,03). O fenótipo triplo negativo, considerado um dos mais agressivos, apresentou alta expressão de ki67 (P<0,001). Observou-se ainda diminuição da sobrevida global de pacientes com alta expressão deste marcador (P=0,029). Pacientes jovens apresentaram menor sobrevida global em relação às mais velhas (P=0,019). Conclusão: Não observamos aumento da incidência da doença entre as jovens, no entanto, estas pacientes apresentaram diminuição da sobrevida global em relação às mais velhas, fortalecendo as evidências de desfecho clínico desfavorável nesta faixa etária. A expressão aumentada de Ki67 mostrou relação direta com os parâmetros clinicopatológicos associados ao aumento da agressividade do tumor e diminuição da sobrevida, corroborando o papel deste marcador como ferramenta prognóstica no carcinoma de mama.

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Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Patologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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