Relação dose-resposta no treinamento com exercício nórdico de isquiotibiais
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Resumo
A presente tese foi constituída por dois artigos originais que avaliaram a influência do volume de treinamento com o exercício nórdico de isquiotibiais (Nordic Hamstring Exercise – NHE) na força excêntrica. O primeiro consistiu em uma revisão sistemática com meta-análise e meta-regressão que teve como principais objetivos avaliar os ganhos de força com programas de treinamento com o NHE na força excêntrica, concêntrica e isométrica, além de analisar a possível existência de uma relação de dose-resposta entre volume e força. Os resultados demonstraram ganhos de força excêntrica superiores a força concêntrica, em especial no próprio gesto do NHE, enquanto a força isométrica não apresentou aumento. Contudo, a análise de meta-regressão não apresentou associação entre nenhuma das oito variáveis de descrição de volume adotadas e, portanto, não foi possível constatar a existência de uma relação de dose-resposta entre volume e ganhos de força. A dificuldade em controlar a intensidade do NHE, que depende da capacidade de cada indivíduo em suportar o controle do peso do corpo até o solo, é um dos principais fatores limitantes da análise. Além disso, a duração das intervenções e o nível de condicionamento da amostra também podem afetar a relação entre volume e ganho de força. De um ponto de vista prático, prescrever volumes altos de NHE nas primeiras semanas de treinamento para indivíduos que não estejam acostumados com esse exercício é desnecessário. Uma margem entre 29-64 repetições semanais do NHE, após um período de inicial de incremento progressivo, contemplaria não-atletas e atletas desacostumados com o NHE. Volumes maiores podem ser necessários em atletas proficientes com esse exercício, contudo, investigações mais profundas são necessárias para confirmar essa hipótese. Já o segundo artigo que compõe a presente tese teve como objetivo avaliar se a implementação de um regime de microdose seria capaz de sustentar os ganhos de força excêntrica obtidos na pré-temporada de atletas de rúgbi e futebol americano. Baseado no primeiro estudo da tese, incorporamos um volume incremental que alcançou o máximo de 60 repetições semanais ao longo de um período de cinco semanas em um total de 34 atletas. Após esse período, os mesmos foram randomizados em dois grupos de 17 indivíduos, em que um grupo manteria um regime de microdose (10% da dose semanal máxima) e o outro grupo pararia completamente a utilização do NHE por 10 semanas. Os atletas apresentaram índices satisfatórios de aderência, com 90% no período de volume convencional e 93% no período da microdose. Os resultados demonstraram um ganho significativo de força excêntrica de mais de 9% no curto período de pré-temporada com volume convencional. Contudo, os ganhos de força foram perdidos por completo em ambos os grupos após um período de apenas cinco semanas. Nas cinco semanas finais, os ganhos de força permaneceram no mesmo nível. Os resultados demonstram que a microdose empregada não foi suficiente para sustentar durante a temporada os ganhos de força adquiridos na pré-temporada com um volume convencional de treinamento com o NHE, sendo necessário um estímulo maior para tal fim.
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Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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