Membros superiores durante a marcha na doença de Parkinson: análise cinemática e abordagens terapêuticas

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editora

Resumo

A presente tese investiga o comportamento dos membros superiores de indivíduos com doença de Parkinson (DP) durante a marcha e propõe ferramentas terapêuticas para mitigar as dificuldades enfrentadas por essa população. A tese é composta por dois estudos principais. O primeiro estudo, um estudo observacional transversal, teve como objetivo analisar a fase relativa contínua (CRP) e a variabilidade da coordenação nas diferentes fases do ciclo da marcha em idosos com DP, comparando-os com idosos sem DP. Foram incluídos 20 idosos com DP e 10 idosos sem DP. Os participantes foram submetidos a uma análise cinemática da marcha utilizando um sistema de captura de movimento tridimensional em uma esteira a velocidades de 0,28 e 0,83 m/s. A média da CRP e a variabilidade da coordenação nos pares ombrocotovelo e ombro-quadril foram calculadas. A análise estatística utilizou o método GEE para comparar os grupos e avaliar as interações grupo*velocidade. Os resultados mostraram uma interação significativa grupo*velocidade na CRP ombro-quadril durante a fase de apoio terminal e a fase de impulso. A variabilidade da coordenação ombro-cotovelo diminuiu com o aumento da velocidade em todas as fases de apoio, enquanto a variabilidade da coordenação ombro-quadril aumentou com o aumento da velocidade apenas na fase de impulso. Esses achados indicam que idosos com DP exibem estratégias distintas de coordenação entre membros superiores e quadril à medida que a velocidade da caminhada aumenta, especialmente nas fases finais do ciclo da marcha. O segundo estudo, um ensaio clínico randomizado, investigou os efeitos da caminhada nórdica (CN) e da dança brasileira (DB) na força dos membros superiores e na cinemática da marcha de pacientes com DP. Foram incluídos 30 sujeitos com DP, divididos em dois grupos: 16 no grupo CN e 14 no grupo DB. Os participantes passaram por um treinamento de 22 sessões, com duração de 60 minutos cada. A força dos membros superiores foi avaliada através de um teste de preensão manual, e a cinemática dos membros superiores foi analisada utilizando um sistema de captura de movimento tridimensional. A análise estatística utilizou o método GEE para comparar os grupos e avaliar as interações grupo*tempo. Diferenças estatísticas foram encontradas na interação grupo*tempo para o teste de preensão manual, favorecendo o grupo DB. A assimetria do balanço dos braços diminuiu em ambos os grupos. O deslocamento do braço em relação à pelve foi reduzido para ambas as intervenções. Em conclusão, a DB pode melhorar a força dos membros superiores, e ambas as intervenções podem reduzir a assimetria do balanço dos braços durante a caminhada em pacientes com DP. Em conjunto, os estudos sugerem que uma abordagem abrangente para a reabilitação da marcha em pessoas com DP deve incluir intervenções para melhorar a coordenação entre membros, fortalecer os membros superiores e melhorar a simetria do balanço dos braços. Isso pode resultar em uma marcha mais estável e eficiente.

Descrição

Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Citação

Coleções

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por

Licença Creative Commons

Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Embargado

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Biblioteca Paulo Lacerda de Azevedo

Logotipo Setic