Estudos com foco na prevenção de lesões em jovens futebolistas: percepções dos atletas e recuperação de força pós-jogo
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Esta tese foi composta por dois estudos realizados com atletas de futebol masculino das categorias de base de clubes de elite da Colômbia. No primeiro estudo, 504 atletas, com idades entre 15 e 20 anos, vinculados a nove clubes de oito cidades diferentes, responderam a um questionário on-line sobre percepções em relação aos fatores de risco e às estratégias preventivas de lesões esportivas. Os resultados mostraram que os atletas identificaram a recuperação pós-exercício insuficiente — caracterizada por sono inadequado, hidratação limitada e déficits de força — como um dos principais fatores predisponentes à lesão. Além disso, reconheceram o aquecimento précompetitivo, a hidratação, a dieta, o controle da carga de trabalho e as estratégias baseadas em exercícios como condutas protetoras essenciais em suas rotinas. Motivado pela importância atribuída pelos futebolistas à recuperação pós-exercício, o segundo estudo teve como objetivo examinar a cinética de restauração da força excêntrica dos isquiotibiais após uma partida competitiva. Participaram duas equipes da categoria sub-20 que se enfrentaram no primeiro jogo da temporada. A força excêntrica produzida pelos músculos posteriores da coxa durante a execução do exercício nórdico de isquiotibiais foi mensurada na véspera do jogo e aproximadamente 24, 48 e 72 horas após a partida. Os resultados revelaram uma redução significativa da força excêntrica em relação ao valor basal nos três momentos de coleta pós-jogo. No membro dominante, os déficits médios foram de 16,8% em 24 horas, 13,6% em 48 horas e 7,8% em 72 horas, enquanto o membro não dominante apresentou reduções de 14,7%, 12,1% e 8,1%, respectivamente. Em nível individual, 70% dos atletas apresentaram pelo menos um membro não recuperado em 24 horas, proporção que diminuiu para 50% em 48 horas e 40% em 72 horas. Apenas um atleta alcançou recuperação completa em ambos os membros dentro do período de acompanhamento de três dias. Esses achados demonstram que a recuperação da força excêntrica dos isquiotibiais após uma partida competitiva é heterogênea e frequentemente incompleta até 72 horas após o jogo.
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Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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