Validade e precisão diagnóstica de quatro testes isométricos com dinamômetro portátil para avaliação da força dos isquiotibiais

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Introdução: A avaliação da força muscular, especialmente dos músculos isquiotibiais, é fundamental na reabilitação de lesões e na prevenção de futuras ocorrências. Os dinamômetros isocinéticos são o padrão-ouro para medir a força muscular, mas apresentam limitações de custo e portabilidade, tornando os dinamômetros manuais (HHD) uma alternativa viável. Este estudo investiga a validade e precisão diagnóstica de quatro testes isométricos com HHD em comparação ao dinamômetro isocinético para detectar assimetrias de força nos membros inferiores. Métodos: O estudo transversal incluiu 30 homens ativos que completaram sessões de teste de força máxima em dois dias separados: uma sessão com dinamômetro isocinético e outra com dinamômetro manual. Os participantes foram avaliados em quatro posições de teste isométrico com o HHD: posição A (prono com joelho a 90º), posição B (prono com joelho a 30º), posição C (supino com joelho a 90º) e posição D (sentado com joelho a 90º). A ordem dos testes foi aleatória. A força, o torque e o índice de simetria de membros (LSI) foram comparados entre os testes usando ANOVA e o coeficiente de correlação de Pearson ou Spearman. A precisão diagnóstica dos testes HHD foi calculada para detectar assimetrias de força maiores que 10% em comparação com os testes isocinéticos. Resultados: As posições C e D do HHD mostraram melhor correlação com os torques concêntricos e excêntricos do dinamômetro isocinético. No entanto, todas as correlações foram consideradas de fracas a moderadas, e nenhum dos testes HHD apresentou alta precisão para identificar assimetrias superiores a 10% entre os membros. A precisão diagnóstica variou entre 46,7% e 63,3%, indicando limitações na substituição dos testes isocinéticos pelos testes com HHD para avaliação de assimetrias. Discussão: Este estudo demonstra que, embora as posições C e D do HHD apresentem correlação moderada com os torques isocinéticos, sua precisão diagnóstica é insuficiente para substituir o dinamômetro isocinético na detecção de assimetrias de força entre os membros. A variabilidade na padronização dos protocolos de testes isométricos limita as conclusões sobre a validade do HHD. Outros estudos também encontraram correlações moderadas ao comparar dinamômetros manuais com métodos isocinéticos, destacando que a posição do corpo pode influenciar a precisão dos testes de força isométrica. Conclusão: Os testes com HHD nas posições C e D mostraram correlações moderadas com o dinamômetro isocinético, mas nenhum apresentou precisão diagnóstica suficiente para avaliar com segurança a assimetria entre os membros. Portanto, recomenda-se o uso do dinamômetro isocinético quando possível, especialmente para avaliar a simetria de força dos isquiotibiais. Em situações em que o dinamômetro isocinético não está disponível, as posições C e D do HHD podem ser opções secundárias, mas com limitações reconhecidas.

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Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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