Bem-estar psicológico no uso de mídias sociais digitais: desenvolvimento e validação de uma escala psicométrica

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A presença das mídias sociais no cotidiano e o seu papel como componente da experiência contemporânea, despertam o interesse de pesquisadores e motivam o desenvolvimento de pesquisas psicológicas sobre a relação entre o bem-estar e mídias sociais. Aspectos metodológicos são importantes fatores na compreensão destes fenômenos. Desta forma, a partir da perspectiva multidimensional do bem-estar e do paradigma eudaimônico, esta pesquisa concentra-se no desenvolvimento e validação de uma escala psicométrica para avaliar as orientações ao bem-estar psicológico no uso dessas tecnologias por adultos brasileiros. O total de 420 adultos brasileiros usuários de mídias sociais participaram do estudo para desenvolver e validar a EBPMS. A metodologia e os procedimentos adotados se fundamentam no Standards da American Educational Research Association, considerando diferentes fontes de evidência de validade. Para etapa de validação baseada em conteúdo foi calculado o coeficiente de validade de conteúdo (CVC) para cada item candidato a compor a escala a partir de duas amostras em duas etapas, validade baseada em conteúdo por especialistas do campo da psicologia e bem-estar (n=6) e por público-alvo (n=15). A Análise fatorial (AF) e modelagem por equações estruturais (SEM) foram utilizadas para avaliar a validade baseada na estrutura interna e validade baseada em medidas externas. A consistência interna da EBPMS foi analisada a partir de confiabilidade composta e do alfa de Cronbach. Também foram obtidas as variâncias médias extraídas (AVE). Obteve-se um instrumento com propriedades psicométricas adequadas, composto 25 itens que operacionalizam as seis dimensões do BEP na categoria de análise de orientação e elaborados para refletir as especificidades do uso de mídias sociais. Os itens são divididos em seis subescalas de auto-relato, que funcionam como indicadores das orientações ao bem-estar psicológico no contexto das mídias sociais. Os seis fatores são (F1) Autonomia e Autoexpressão no Ambiente Digital; (F2) Autoaceitação e Autoapresentação no Ambiente Digital; (F3) Abertura e Aprendizado no Ambiente Digital; (F4) Integração e Domínio no Ambiente Online e Offline; (F5) Significado e Coletividade no Ambiente Digital; e (F6) Relacionamentos e Suporte Social no Ambiente Digital. A escala apresentou CVC ≥ 0,85, validade de estrutura interna com CFI = 0,957; TLI 0,950; SRMR 0.065 e RMSEA 0,071. Foram identificadas associações significativas entre as orientações e as dimensões do bem-estar psicológico, indicando impactos nas dimensões de autonomia, domínio sobre o ambiente e relacionamentos positivos. Espera-se que o instrumento possa preencher lacunas metodológicas e contribuir com pesquisas futuras que buscam compreender as relações entre o uso das mídias sociais e o bem-estar.

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Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

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