Análise de biomateriais inovadores para regeneração óssea, cardiovascular e dérmica
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Resumo
A engenharia de tecidos integra scaffolds, células e moléculas biologicamente
ativas em substitutos biológicos de tecidos ou órgãos, desempenhando um papel
crucial na regeneração de órgãos e tecidos danificados. Essa abordagem evolui em
paralelo com os avanços na busca de novos biomateriais e na investigação do
potencial das células tronco mesenquimais (MSCs). Os biomateriais têm sido
aplicados em três áreas cruciais da medicina regenerativa: regeneração óssea,
cardiovascular e dérmica. Para aplicação na regeneração óssea, biocerâmicas foram
sintetizadas a partir de geopolímeros empregando uma mistura de metacaulinita (MK)
e hidroxiapatita (HA). A metacaulinita, conhecida por suas propriedades mecânicas e
a hidroxiapatita destacada pela sua biocompatibilidade foram testadas in vitro para
verificar a sua biocompatibilidade utilizando MSCs derivadas do tecido adiposo
humano (ADSCs). Os resultados demonstraram que os extratos de MK-HA não são
citotóxicos para as ADSCs, que foram aptas a aderir e proliferar sobre o biomaterial.
Na área cardiovascular, materiais metálicos biodegradáveis são candidatos
promissores para uso em stents vasculares, uma vez que podem proporcionar um
suporte estrutural temporário para o vaso durante o processo de remodelação das
paredes. Entre esses materiais, o ferro destaca-se devido às suas propriedades
mecânicas e biocompatibilidade. Utilizando a moldagem de pós-metálicos por injeção
(MPI) e um novo ligante ecológico e nacional, a borracha extraída da seringueira
(Hevea brasiliensis), amostras de ferro puro foram avaliadas e testadas quanto à
biocompatibilidade in vitro com ADSCs e células endoteliais da veia umbilical humana,
assim como in vivo foi testada por meio de implantes subcutâneos em ratos Wistar.
Os resultados demonstraram a biocompatibilidade do ferro moldado por injeção. Além
disso, foi desenvolvido um substituto dérmico com inibição da expressão de CD73 em
queratinócitos e fibroblastos, proporcionando uma nova ferramenta para estudar o
papel dessa molécula na regeneração tecidual e trazendo perspectivas para o
desenvolvimento de novas terapias. Dessa forma, este trabalho contribui para o
avanço da medicina regenerativa no que tange o desenvolvimento de terapias
eficazes na regeneração de tecidos
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Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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