Treinamento muscular expiratório na capacidade respiratória de crianças hígidas e com fissuras labiopalatinas
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Introdução: Na infância, as doenças respiratórias agudas representam um
grande problema de saúde pública, dado a alta incidência. No Brasil, as
doenças respiratórias em crianças entre um e quatro anos de idade são
consideradas a primeira causa de óbito. As crianças predispõem-se a um maior
risco às complicações no trato respiratório devido às diferenças fisiológicas e
anatômicas. Objetivo: Verificar sistematicamente os valores da capacidade
vital respiratória de crianças hígidas, bem como comparar o efeito do
treinamento muscular expiratório na capacidade respiratória entre crianças
hígidas e com fissuras labiopalatinas - FLP. Metodologia: Artigo 1 – estudo
observacional de revisão da literatura retrospectiva, seguindo as diretrizes da
recomendação PRISMA, com pesquisa nas bases de dados PubMed, Scopus,
Embase e SciELO. Artigo 2 – estudo prospectivo por ensaio clínico
randomizado com crianças hígidas de ambos os sexos, com média de idade de
seis anos, avaliados pré e pós-intervenção e reavaliados em um follow-up de
três meses. Artigo 3 – estudo comparativo prospectivo por ensaio clínico
randomizado realizado entre crianças hígidas e com FLP, divididos em dois
grupos principais, sendo dois subgrupos em cada, avaliados pré e pósintervenção e reavaliados em um follow-up de três meses. Na intervenção dos
ensaios clínicos randomizados os participantes foram divididos em dois grupos
(Grupo Água que utilizou a pressão positiva expiratória – PEP em Selo de Água
e o Grupo Respiron, que utilizou o aparato Respiron®) e os treinamentos
realizados em três séries de 10 repetições/semana, durante seis semanas.
Resultados: Artigo 1 – seis artigos atenderam aos critérios de inclusão e
evidenciaram a espirometria como método utilizado para avaliação da função
pulmonar de crianças, com Capacidade Vital Forçada - CVF mínima de 0,87L e
máxima de 1,69L e Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo - VEF1
mínimo em 0,72L e máximo de 1,51L. Artigo 2 – foram incluídas 34 crianças,
cuja amostra total evidencia resultados expressivos em que todos os sujeitos
visto que apresentaram melhora com diferença estatística nas variáveis de
capacidade respiratória e força muscular respiratória (p<0,001). Artigo 3 – O
Grupo FLP constituiu-se de 10 crianças enquanto o Grupo Controle de 34
crianças. No grupo FLP a diferença entre o pós e o follow-up não foi
significativa (p=0,231), ao passo que no grupo controle a média no follow-up
foi significativamente maior (p<0,001). Conclusão: Artigo 1 – tanto a CVF
quanto o VEF1 variam de acordo com a idade e não seguem um padrão linear,
tornando difícil estabelecer valores preditivos para cada idade. Artigo 2 –
encontrou-se melhora para capacidade respiratória e para a força muscular
respiratória, em curto, médio e longo prazo em crianças hígidas. Artigo 3 – as
crianças hígidas apresentaram uma melhor função respiratória quando
comparadas com crianças com FLP, mesmo após três meses de protocolo de
treinamento expiratório. O treinamento muscular expiratório pode melhorar a
função respiratória tanto de crianças com FLP quanto de crianças hígidas.
Descrição
Tese (Doutorado)-Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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