Resultados do downstaging do carcinoma hepatocelular através da quimioembolização transarterial hepática na realização de transplante hepático
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Introdução: O transplante hepático tem papel fundamental no tratamento do
carcinoma hepatocelular (CHC) por oferecer um tratamento para a neoplasia e para
a doença de base (cirrose hepática). Os critérios de Milão regem a alocação em lista
de transplante deste grupo de pacientes. Entretanto, muitas vezes, o diagnóstico
ocorre quando as dimensões do tumor ultrapassam estes critérios. Nesse contexto,
é frequente a indicação de tratamentos locorregionais com o objetivo de reduzir o
tamanho dos nódulos e enquadrar os pacientes dentro dos critérios para o
transplante. Objetivo: Avaliar os pacientes cirróticos portadores de CHC
submetidos à quimioembolização transarterial (TACE) com intuito de downstaging
para o transplante hepático. Métodos: Estudo retrospectivo no qual foram avaliados
prontuários de pacientes com idade maior ou igual a 18 anos com diagnóstico de
CHC submetidos à TACE com intuito de downstaging, entre janeiro de 2009 e
dezembro de 2021. Na análise da sobrevida foi utilizado o método de Kaplan-Meier.
Achados com valor p <0,05 foram considerados estatisticamente significativos.
Resultados: Foram avaliados 123 pacientes que realizaram TACE com intuito de
downstaging, dos quais 44,7% obtiveram êxito e foram submetidos ao transplante
hepático. A mortalidade nestes pacientes foi de 32,7% e a probabilidade de
sobrevida 1, 2 e 5 anos após o transplante hepático foi de, respectivamente, 80%,
70,8% e 57%. Quando comparado o grupo de downstaging exitoso com o grupo que
não obteve sucesso na terapia locorregional, houve diferença significativa em
relação ao número de nódulos, tamanho do maior nódulo e na avaliação da
resposta por exame de imagem após o procedimento (mRECIST). Também foi
realizada uma comparação das características do grupo submetido a TACE para
downstaging e do grupo submetido a TACE como ponte para o transplante,
selecionando os pacientes através do escore de propensão. Observou-se maior
número de nódulos nos pacientes que realizaram downstaging (p= 0,014) e entre as
variáveis analisadas nos critérios de Milão do explante (p= 0,007). A sobrevida em
1, 2 e 5 anos foi de 77,8%, 68,7% e 60,7% no grupo downstaging e,
respectivamente, de 80%; 75,4% e 67,9% no grupo ponte (p= 0,342). Conclusão: O
transplante hepático em pacientes com CHC após downstaging exitoso se mostrou
eficaz, uma vez que os pacientes tiveram uma sobrevida adequada.
Descrição
Dissertação (Mestrado)-Programa de Pós-Graduação em Medicina: Hepatologia, Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
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